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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Questão da eticidade humana.





O insigne codificador da Doutrina Espírita preocupado com a questão, inquiriu a falange do Espírito da Verdade. “ Qual a origem das qualidades morais, boas ou más dos homens? E os amigos espirituais, remetem ao espirito nele encarnado, ao seu grau de percepção quanto as qualidades morais.


Percebemos que a questão Ética nas relações do homem, para com todas as situações que o cercam, e que compoem sua atual vida, estão ligadas a sua definição de moral.


A moral é a regra de bem proceder, isto é de distinguir o bem do mal, e fundamenta-se na observancia da Lei de Deus.


O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque assim cumpre a Lei de Deus.


Mas a proposta é um pouco mais complexa, devido ao nosso atual estágio evolutivo ( Espírito), pois nos é muito vago a questão Moral.


Ainda agimos como juizes de nós mesmos, e na maioria das vezess insistimos em criar halibes que justifiquem pequenas atitudes, em relação a vida e aqueles que dividem conosco a caminhada.


Urge que se faça necessário o Bem proceder, iniciando nas mínimas tarefas e posições definidas no dia a dia.


Urge a necessidade de desenvolvermos a capacidade de distinção do bem e do mal, em observancia as Leis de Deus.


A observancia de Santo Agostinho, contida no Livro dos Espíritos, “ ao final do dia, (…) passava em revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar”


A reflexão sobre nossos passos se faz imprescindivel se temos o anceio de crescermos moralmente, pois somente desta forma poderemos nos conhecer melhor, e com isto aguçar nossa percepção do bem e do mal. Se percebermos que temos deixado um passado de mágoas e tristezas, aprendamos com nossos erros, se os resultados forem positivos aprendamos com nossos acertos.


Mas está regra de bem proceder jamais pode estar fundamentada em nossos interesses pessoais, “ O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos”.


Nossa percepção precisa ser sempre de ambito geral, Universal.


“Mas como não há pensar certo a margem de principios éticos, se mudar é uma possibilidade e direito , cabe aquem muda- exige o pensar certo – que assuma a mudança operada. Do ponto de vista do pensar não é possivel mudar e fazer de conta que não mudou. É que todo pensar certo é radicalmente coerente.


“A conquista paulatina do Bem produz equilibrio e segurança, eliminando as armadilhas do ego, que ,mais tem interesse em promover-se do que em ser substituído pelo valor novo, inabitual no seu comportamento.”


Como pais, educadores, Evangelizadores que somos, é imprescindivel pautarmos nossa vida no esforço da Ética.


Por isto para ensinar é preciso a corporeificação das palavras ao exemplo.


O Educador que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a fómula farisaica do “faça o que mando e não o que faço”.


“ Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta corporeidade do exemplo pouco ou quase nada valem.


Pensar certo é fazer certo.”


“ Não há pensar certo fora de uma prática testemunhal que o re-diz em lugar de desdizê-lo. Não é possivel ao educador pensar que pensa certo mas ao mesmo tempo perguntar ao aluno se “sabe com quem está falando”.”


Apartir desta constatação devemos focar nossas atenções as analises de nosso agir ético.


Pois os filhos, no periodo infantil, imitam mães, pais e educadores, nos sentimentos, nas idéias, nos habitos, nos vícios e em todo comportamento, seja ele para o bem ou para o mal. As crianças não fazem seleção dos ingredientes morais que assimilam, ouvindo e observando os educadores.


O que transmitem os pais ( e Educadores), torna-se lei no coração dos pequeninos, constituindo-se em substancioso material na orientação de conduta para a vida adulta.”


Somos sabedores e reconhecemos nossas ainda imperfeições, mas da mesma forma sabemos da grande responsabilidade como educadores que somos, de estarmos refletindo e nos enternecendo diante das oportunidades que temos, nos dias atuais, pois ainda tateamos a moralidade, mas na certesa de que seremos constrangidos a melhorarmos e agregarmos aos dias futuros condutas mais éticas e moralmente dignas da Lei de Deus.


Nos empenhemos na dedicação a Educação nos apontada pela Doutrina Espírita, primeiramente com nós mesmos para desta forma lecionarmos através da transformação íntima a Educação que forma Caracteres, que forma bons Habitos, Jesus se refere ao valor imanente e transcendente das ações humanas afirmando que todos os nossos atos do cotidiano são igualmente contabilizados perante a Justiça Divina: “Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” A construção da felicidade na vida eterna, pois, inicia-se na construção do reino de Deus na vida terrena, através do cumprimento da lei de amor, justiça e caridade: “Se quererdes, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.”






Proteção e Paz
Gilnei Teixeira


Bibliografia estudadas
Kardec Allan LE 361/629/comentario 919.
Freire Paulo Pedagogia da Autonomia
Angelis Joanna Amor Imbativel Amor
Barcelos Valter A arte Moral de Educar os filhos
Kardec Allan A Genese
(Mt. 25:40)
(Mt. 19:17)
Sandra Borba Pereira (RN)

Reflexão: Analfabetos de Céu.


Numa Escola de Ensino Fundamental, uma menina de 7 anos faz um desenho de uma paisagem com tintas coloridas.



Era a tarefa do dia na aula. Pintar um lugar onde eles gostariam de estar.


A menina se esmerou com a palheta de cores, e produziu, empolgada, sua obra de arte.


Ansiosa, levantou-se da cadeira e foi mostrar à professora.


Ao ver a pintura, a educadora notou algo estranho já de súbito.


Disse baixinho um Muito bem, para incentivar a criança, fez um carinho e pegou o desenho em mãos.


Os trabalhinhos seriam expostos no outro dia no mural da Escola.


No intervalo para o lanche, a professora não se conteve, pegou o desenho e foi mostrar às outras que se encontravam na secretaria da Escola.


Ela queria uma opinião sobre aquilo. Algumas delas eram mais entendidas em psicologia infantil, e quem sabe poderiam ajudá-la a decifrar o que estava pintado ali.


O que será que ela quis dizer com isso? Isso deve estar mostrando algum sentimento, algo que ela tem guardado. O que será?


As amigas de profissão não souberam dizer. Algumas disseram que não era nada, que não deveria se preocupar. Mas ela estava encafifada.


Voltou à sala de aula, e resolveu que, ao final do período, iria conversar com a menina e perguntar a ela o que significava.


Chamou-a então, com discrição, à sua mesa e perguntou, com a pintura na mão:


Querida, você pode explicar algo para mim? - A criança acenou com a cabeça.


Se o céu é azul, por que você desenhou um céu cor-de-rosa?


Mas o céu não é azul, professora! - Respondeu ela, com educação.


Quem diz que o céu é azul é analfabeto de céu!


Ontem, no final da tarde, o céu, atrás de minha casa, estava assim, rosa.


Esses dias vi um céu laranja! À noite ele é sempre preto, ou azul escuro, mas de dia ele pode ser cinza claro, cinza escuro, vermelho...


Sabe... Uma vez vi uma tempestade tão grande no céu, que ela chegou a pintar o céu de verde! Não é todo mundo que acredita, mas eu vi, era verde.


* * *


A menina fez um verdadeiro discurso sobre as cores do céu, deixando boquiaberta a professora desatenta.


Ela nunca havia parado para pensar nisso. Aceitou tão facilmente a verdade, o clichê de que o céu é azul, que acabou esquecendo a variedade de cores possíveis no zimbório terreno.


Percebeu então como as crianças têm uma sensibilidade admirável, e que muito tinha a aprender com elas.


Com certeza, na próxima vez, antes de achar que possa existir algum problema numa criança, iria se analisar, para perceber se não era sua sensibilidade que precisava de escola.


* * *


Toda criança é especial, e merece ser tratada como tal.


Da mesma forma como nem sempre o céu é azul, cada criança tem suas particularidades, e os educadores precisam estar atentos a elas.


Não se pode usar uma mesma fórmula, um mesmo padrão de ensino ou educação no lar, para todas as crianças.


Faz-se necessário ajustes, adequações, atenções individualizadas.


Todo céu é belo, mesmo sendo amarelo, rosa, vermelho ou negro.



Postado: por Gilnei Teixeira -R.M.Espírita 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Crise no Japão põe à prova juventude inquieta do país.



Geração que cresceu em meio à riqueza e é vista como materialista por mais velhos se volta à solidariedade após terremoto
Compartilhar: No momento em que centenas de milhares de jovens começavam suas vidas profissionais, na semana passada, eles também enfrentavam um Japão transformado e que vai testar uma geração que cresceu em meio à riqueza, mas rejeitada pelos mais velhos, que a veem como materialista.


Tradicionalmente, o 1º de abril é o dia da admissão de novas equipes de trabalhadores que assumem a responsabilidade e os valores adultos, vestindo as camisas brancas engomadas que são o uniforme do Japão corporativo. No entanto, eles se viram diante de um panorama tão incerto quanto qualquer outro em suas vidas, com a economia japonesa e o orgulho nacional feridos pelo desastre triplo do terremoto, tsunami e crise nuclear.


Foto: The New York Times
Japonesas fazem orações em funeral de vítimas do terremoto do dia 11 de março


Yo Miura esperava entrar para um banco na área de Sendai com um rendimento estável e uma pequena dose de prestígio. Entretanto, sua data de início no banco foi adiada, enquanto o nordeste do Japão luta com a sua reconstrução. "Minha vida mudou completamente", disse ele, sentado no gabinete de recrutamento na Universidade Tohoku, em Sendai. "Antes, minha vida era tranqüila e previsível. Agora, eu não tenho certeza do que o futuro me reserva”.
Enquanto espera por informações de seu empregador, Miura planeja seguir o exemplo de seus amigos e se voluntariar para ajudar as pessoas a reconstruírem suas casas. Miura espera que, ao reparar paredes quebradas e colocar telhas novas em telhados para consertar a vida das pessoas ele consiga dar um significado mais profundo à sua. "Há tantas casas destruídas, eu sinto que posso ajudar", disse ele.
Embora muitos dos japoneses mais velhos tenham rejeitado essa geração, alegando que é muito mimada para estar à altura dos valores tradicionais do país, do autosacrifício e trabalho duro, muitos jovens estão encontrando significado na crise atual.
Agora, alguns graduados que buscavam a vida corporativa encontraram propósito no voluntariado em grupos sem fins lucrativos que levam ajuda a pessoas que perderam tudo. Alguns estudantes foram às ruas para recolher doações para os necessitados. Blogs e sites de redes sociais estão inundados com comentários de jovens que perguntam o que podem fazer para ajudar.
"Antes do terremoto, eu pensava apenas em mim e no que eu poderia fazer para a minha nova empresa", disse Miki Kamiyama, que se formou na Universidade Meiji e começou a trabalhar em uma empresa de cabo na sexta-feira em Yokohama. "Mas agora eu acho que posso fazer mais para toda a sociedade”.
Entre aqueles que sofreram o maior impacto estão as novas contratações da Tokyo Electric Power Company, proprietária da usina nuclear em Fukushima. Antes uma das mais prestigiadas empresas no Japão, a Tokyo Electric se tornou o alvo de raiva e desprezo.
A Tokyo Electric está tão consumida com o fechamento de seus reatores em Fukushima que é improvável que tenha muitos trabalhadores livres para treinar os cerca de 1,1 mil novos funcionários que começariam a trabalhar na semana passada. Mesmo assim, alguns novos funcionários percebem a oportunidade de reparar uma empresa quebrada.
"De certa forma, sinto-me feliz por estar na vanguarda para ajudar as pessoas e a sociedade do Japão", disse um novo funcionário que pediu que seu nome fosse omitido para evitar represálias. "Eu sinto que as pessoas que trabalham para empresas como a Tokyo Electric querem ajudar de alguma forma”.
A grande questão é saber se esses jovens continuarão tão empenhados nas causas depois que a situação se normalizar. A vida em muitas empresas japonesas, especialmente para novos funcionários, pode consumi-los, deixando pouco tempo para dormir, muito menos para atividades voluntárias. Sócios, cônjuges e filhos têm a sua própria necessidade de atenção. E como as identidades das pessoas estão intimamente ligadas aos grupos aos quais fazem parte, a pressão social poderia levá-los naturalmente a seus círculos familiares, companheiros de trabalho ou amigos próximos e da escola.
"Ainda é cedo para saber qual será o impacto do terremoto e do tsunami", disse Hiroshi Sakurai, que ensina sociologia na Escola Internacionais de Estudos Liberais na Universidade Waseda. "Os japoneses estão acostumados a essas coisas".


No entanto, uma minoria de jovens adultos não apenas continua a encontrar sentido no sofrimento que estão vendo a cada dia, mas a oferecer apoio ao Japão. Essa sensação de conexão motivou Keiko Eda, uma voluntária no Peace Winds Japão, uma organização de ajuda humanitária em Tóquio. "Por causa do terremoto, eu acho que muitos jovens estão claramente mudando, incluindo eu mesmo", disse ele. "Eu não reconheço isso como nossa vida normal”.


*Por Ken Belson
The New York Times

08/04/2011 08:03








SIMPLIFICA



                                              Casimiro cunha *


Clamas que o tempo está curto;
Contudo, o tempo replica:
- “Não me gastes sem proveito,
Simplifica, simplifica.”


E’ muita conta a buscar-te...
Armazém, loja, botica...
Aprende a viver com pouco,
Simplifica, simplifica.

Incompreensões, chicotadas?
Calúnia, miséra, trica?
Não carregues fardo inútil,
Simplifica, simplifica.


Encontras no próprio lar
Parente que fere e implica?
Desculpa sem reclamar,
Simplifica, simplifica.


Se alguém te injuria em rosto,
Se te espanca ou sacrifica,
Olvida a loucura e segue...
Simplifica, simplifica.


Recebes dos mais amados
Ofensas que não se explica?
Esquece a lama da estrada,
Simplifica, simplifica.


Alegas duro cansaço,
Queres casa imensa e rica;
Foge disso enquanto é tempo,
Simplifica, simplifica.


Crês amparar a família
Pelo vintém que se estica?
Excesso cria ambição.
Simplifica, simplifica.


Dizes que o mundo é de pedra,
Que as provas chegam em bica;
Não deites limão nos olhos,
Simplifica, simplifica.


Recorres, em pranto, ao Mestre,
Na luta que te complica,
E Jesus pede em silêncio:
Simplifica, simplifica.




(*) Órfão de pai aos sete anos, tendo cursado apenas as primeiras letras em escolas primárias, Casimiro Cunha, depois de perder uma vista aos 14 anos por acidente, cegou da outra aos 16. Adolescente, ainda, colaborou na impressa vassourense. Desde que se tornou espírita confesso, estendeu aos periódicos espiritistas, principalmente ao Reformador, a sua produção poética. Foi um dos fundadores do Centro Espírita “Bezerra Menezes”, de Vassouras. Mário Cis era o pseudônimo que ele comumente usava. Prefaciando o primeiro livro do poeta – Singelos -, M. Quintão chegou a afirmar que ele “fechara os olhos às misérias da Terra, para melhor entrever as belezas do Céu”. Jamais se lhe ouviu dos lábios um queixume, uma palavra de revolta. Era a resignação em pessoa. “Alma feita de luz,” – afirmou-o Armando Gonçalves (Colar de Pérolas, pág. CXXVI) – “é um dos mais vigorosos literatos que enchem de orgulho o torrão fluminense.” (Vassouras, Estado do Rio, 14 de Abril de 1880 – Vassouras, 7 de novembro de 1914.)


BIBLIOGRAFIA: a) do homem terreno: Singelos; Efêmeros; aves Implumes; Pétalas; Perispíritos; Álbum de Delba, póstumas.
b) do poeta desencarnado: Cartas do Evangelho; cartilha da Natureza; História de Maricota; Gotas de Luz – todas pelo médium Francisco Cândido Xavier; Juca Lambisca e Timbolão – pelos medianeiros desta Antologia.
13. Leia-se in-com-preen-sões,com sinérese.
18. Ler no/ ar, em duas sílabas.
83. Cf. a nota nº. 13 deste capítulo.
114. Note-se a mestria com que o poeta se serviu do bordão: “Simplifica, simplifica.

162. Leia-se com as, em uma sílaba (Ectlipse).
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira










domingo, 10 de abril de 2011

A EDUCAÇÃO DO SER


Uma frase de Allan Kardec, em Obras Póstumas, que nos toca muito e nos serve como estímulo diário é a seguinte:


"O Espiritismo (...) foi a obra de minha vida. Dei-lhe o meu tempo, sacrifiquei-lhe meu repouso, minha saúde, porque diante de mim o futuro estava escrito em caracteres irrecusáveis".
Não podemos esquecer jamais que a base teórica de nosso trabalho é a codificação espírita. No princípio de tudo deve estar seu estudo, pois além de toda a firmeza doutrinária que Allan Kardec deixou registrada de forma didática e acessível a todos, temos o respaldo de um Espírito brilhante como ele é e que foi também educador. Reflitamos sobre as suas palavras em seus textos pedagógicos:


“A educação é a arte de formar os homens, isto é, a arte de fazer eclodir neles os germes da virtude e abafar os do vício; de desenvolver sua inteligência e de lhes dar instrução própria às suas necessidades; enfim, de formar o corpo e de lhe dar força e saúde. Numa palavra, a meta da educação consiste no desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais. Eis o que todos repetem, mas o que não se pratica. É preciso procurar a causa primeira disso na ignorância em que se está sobre os meios próprios a se operar esse desenvolvimento. Tornar-se-á um homem médico ensinando-lhe que ele deve curar seus doentes? Assim, pode alguém se gabar de estar apto a formar os homens, se sabe apenas que se trata de formar o coração, o espírito e o corpo e ignora os meios de alcançar isso? Nisso, como em todas as outras coisas, não basta conhecer o objetivo a ser atingido, é preciso ainda conhecer perfeitamente o caminho que se deve percorrer.”
Desse trecho de Kardec, podemos extrair a lição de que, a partir do momento que assumimos a postura de educar o jovem, precisamos nos dedicar para nos apossarmos de conhecimento a respeito desse jovem, estudar estratégias para os encontros com eles, pesquisar sobre grandes educadores como
Sócrates, Rosseau, Pestalozzi, Montessori e Jesus. Entretanto, o fundamental é realizar em nosso comportamento as mudanças promovidas pela auto-educação e amá-los incondicionalmente!

NEAJ

sábado, 9 de abril de 2011

Aborto - Crime e Conseqüência... Visão Espírita do Aborto




"O maior destruidor da paz no Mundo hoje, é o aborto"
"Ninguém tem o direito de tirar a vida; nem a mãe, nem o pai, nem a conferência, ou o Governo."
Madre Tereza de Calcutá
(Mensagem à Conferência na ONU ). (1)
Fernando A. Moreira
 O termo aborto que, cientificamente indica o produto do abortamento, foi popularmente usado como sinônimo deste, confundindo-se assim, a ação com o resultado dela, o ato de abortar com seu cadáver, o aborto. Apesar da ressalva, usaremos indistintamente neste trabalho, dado a consagração do termo, uma ou outra denominação com a mesma finalidade.
Assim, aborto ou abortamento seria a expulsão do concepto, antes da sua viabilidade, esteja ele representado pelo ovo, pelo embrião ou pelo feto; a expulsão do feto viável, antes de alcançado o termo, denomina-se parto prematuro. É pois, a interrupção da gravidez antes da prematuridade _ abortamento; durante _ parto prematuro; completada _ parto a termo; ultrapassada _ parto serotino. (2)
Pode ser o aborto, sob o ponto de vista médico, espontâneo ou provocado, e a diferença está na intenção, pois que este último é devido a interferência intencional da gestante, do médico ou de qualquer outra pessoa, visando o extermínio do concepto. Neste trabalho, por motivos óbvios, só nos referiremos ao aborto provocado.


Incidência
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde ( OMS ), feitos por estimativa e antes de serem publicados, já foram divulgados pela Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos ("Dossiê Aborto Inseguro"), através do jornal "O Globo", é na América do Sul onde ocorre o maior número de abortos clandestinos no mundo, vindo em segundo, a América Central e em terceiro, a África. O Brasil é o campeão mundial, pois aqui são consumados 1,4 milhão de abortos clandestinos por ano, mais do que todos os outros países da América do Sul reunidos. Meninas e jovens de até 19 anos fazem 48% das interrupções legais da gravidez, segundo a nossa rede pública. Dados do Fundo das Nações Unidas para a População (FUNUAP), mostram que em conseqüência de complicações deles, morrem por ano nos países da América Latina (inclusive no Brasil), seis mil mulheres, consistindo na terceira causa de morte materna, depois das hemorragias e da hipertensão. Relatório do Instituto Alan Gutmacher (Folha de S. Paulo: 14/03/99), mostra que a maior incidência por percentagem de abortos (36%), acontece nos países desenvolvidos, graças a permissão da lei, sendo deles também a maior taxa de gravidez não planejada (49 %), mas englobam apenas 28 milhões de mulheres grávidas por ano. Os países subdesenvolvidos apresentam planejamento melhor (36% dos nascimentos não são previstos) e menos abortos (20%), entretanto representam 182 milhões de grávidas. No Brasil, segundo o mesmo instituto, a cada 1.000 adolescentes grávidas, 32 recorrem ao aborto. Somente a República Dominicana (onde também é proibido) e EUA (onde é legalizado), têm taxas maiores: 36.
Conclui ainda o relatório que nos EUA, onde 23 de cada 100 mil mulheres já praticaram o aborto, existe uma preocupação do Congresso, que prevê crescimento populacional negativo na próxima década, falta de mão-de-obra e colapso de sistema previdenciário em vinte anos. Outro dado importante é que 63% das mulheres norte-americanas chegam aos 18 anos já tendo praticado sexo. Só na Dinamarca (72%) e na Islândia (71%) o percentual é maior. O próprio instituto reconhece que parte das mulheres só fazem sexo por saberem que não terão filhos (seja porque usam métodos contraceptivos, seja pela prática do aborto). Equivale dizer, que naqueles países onde o aborto foi legalizado, ganhando o nome, dado por eles, de "aborto seguro", o número de abortamentos vem aumentando assustadoramente e não menos assustador foi a diminuição do número de gravidezes programadas, denotando ambos, o aumento da "irresponsa-bilidade segura".

As Conseqüências
O aborto é um crime hediondo que produz uma série de conseqüências espirituais, periespirituais, físicas, psicológicas e legais.
a) Conseqüências espirituais e perispirituais: estão relacionadas ao crime, com repercussões para o criminoso e a vítima.

Para o criminoso.
Em trabalho publicado na Revista Internacional de Espiritismo (Mar. 2000), referimo-nos a programação genética reencarnatória, (3 à 9 e 18) já que "não existindo o acaso, tudo na reencarnação, acontece sob a égide de Deus, o Senhor da Vida. Sendo esta programada, os Espíritos Superiores atuariam como construtores ou geneticistas, no fluxo da vida (ver no gráfico da Fig. 1, em azul), selecionando o óvulo e o espermatozóide que originarão o ovo; sempre que possível participa nesta seleção genética o Espírito reencarnante, sendo o grau de comando dos Espíritos Superiores, inversamente proporcional ao estágio evolutivo do Espírito.
Estabelecem-se, outrossim, fortíssimos compromissos, entre os pais e o Espírito reencarnante e vice-versa. Colaboram os Espíritos simpáticos e tentam interferir negativamente os Espíritos inimigos, de acordo com as possibilidades das sintonias."
O produto deste magnífico trabalho de corporificação da espiritualidade é o ovo, que originará os 70 trilhões de células do corpo físico, indo servir de roupagem ao Espírito reencarnante, como veículo possuidor de todas as dimensões necessárias e suficientes, colocadas a seu serviço para executar sua proposta reencarnatória e conduzi-lo à evolução espiritual.
O aborto não é uma solução, é um adiamento doloroso, uma porta aberta de entrada no crime e no mal, e um rompimento de compromissos estabelecidos pelo Espírito, ora delituoso, com Deus, com o reencarnante e em última análise consigo mesmo. (Fig. 1; em vermelho)
Quem quer que venha a praticar ou colaborar com esse delito, predispõe-se a alterações significativas do centro genésico, em seu perispírito, com conseqüências atuais e posteriores, na esfera patológica de seus órgãos sexuais e também, por vezes, dos centros de força (chacras) coronário, cardíaco e esplênico com todas as repercussões pertinentes. Nos estamos preparando hoje a reencarnação de amanhã; um aborto provocado agora se refletirá no chacra genésico, e será mais além o aborto espontâneo, pois a paternidade e a maternidade não valorizadas hoje, o serão com certeza amanhã, noutra encarnação, mas agora por um processo educativo, que passa pela dor e pelo sofrimento redentor. Em igual patamar, como conseqüência, estão a prenhez tubária, a placenta prévia, o descolamento prematuro de placenta, a esterilidade, a impotência, entre outras causas que atingem a esfera do aparelho reprodutor masculino e feminino.
Para a vítima
O único caso em que é aceito o aborto, pela Doutrina Espírita, é quando existe risco insuplantável para a vida da mãe. (13). Em todos os demais casos considera-se ser este compromisso inquebrantável, sob o ponto de vista moral e portanto consciencial espiritual, quer na prova dolorosa do estupro, quer nos fetos acárdicos e anencéfalos, ou qualquer argumento, como o direito de escolha da mulher e sua plasticidade, falta de recursos financeiros, etc. A luta entre o "devo mas não posso e o posso mas não devo", nada mais é do que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm" ( 1ª Epístola de S. Paulo Apóstolo aos Coríntios, cap. VI, verc. 12 )
A reação da vítima, o Espírito reencarnante, varia de acordo com seu grau evolutivo, da decepção, quando aproveita a reencarnação malograda para sua purificação, à obsessão, e dadas as circunstâncias, é mais provável que reajam da segunda forma, sintonizando-se às vezes com verdadeiras falanges de Espíritos obsessores:
"(...) ódio aos que se recusaram em recebê-los no novo berço, e quando não lhes infernizam a existência terrena, em longos processos obsessivos, aguardam sequiosos de vingança, que façam o transpasse, para então tirarem a forra, castigando-os sem dó nem piedade." (14)
Conseqüências físicas
Conseqüências físicas imediatas: consideraremos aqui as de ocorrência médica, que acontecem nessa encarnação.
Estima-se que a morte da gestante ocorra em 20% dos casos de abortamento provocado na clandestinidade e além disso descrevem-se; perfurações do útero com cureta, sondas, velas, etc.; anemia aguda, decorrente de hemorragias provocadas por estas últimas, por abortamento incompleto (restos ovulares) e demais traumatismos da vagina, do útero e das trompas; infeções inclusive tétano, abcessos, septicemias, gangrenas gasosas; esterilidade secundária; lesões intestinais; complicações hepáticas e renais pelo uso de substâncias tóxicas.(2)
Assim, o aborto quando não determina a morte, pode imprimir marcas indeléveis no corpo físico e, como vimos, também no corpo perispiritual.
Conseqüências psicológicas
Não se pode fugir da nossa consciência, nem pretextar ignorância das Leis Morais pois elas estão ai impressas (9), e quando se pratica este tipo de crime, desperta-se o sentimento de culpa, o arrependimento e às vezes o remorso, a nos perseguir por toda vida física e extra-física. O arrependimento é a ante-sala da reabilitação, e quando dinâmico, canalizado para ações construtivas, pode levar, via reforma íntima e trabalho regenerador, e não raro espelhado na adoção, a minimização de nossas faltas. O remorso é a lamentação interior inoperante, comple-tamente estático, que como um ácido corroe o recipiente onde é guardado, provocando a viciação mental, a mente em desarmonia, que é porta aberta aos processos obsessivos. ( 5)
Conseqüências legais
Não nos estenderemos sobre o tema, lembrando que "nem tudo que é legal é moral e nem tudo que é moral é legalizado." (16)
O aborto é um crime, e se não é admissível que morram mulheres jovens, menos admissível ainda é que se assassinem covardemente os mais jovens ainda e mais indefesos, praticando- o. O assunto é tratado nos artigos 124 à 128 do Código Penal determinando penas que vão de 1 à 10 anos.
Conclusão
" O primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida." (17)
O aborto é um crime nefando, porque praticado contra um inocente indefeso; o produto da concepção está vivo, e tem o direito DIVINO de continuar vivendo e de nascer. Transgride-se assim o V º Mandamento, "Não Matarás".
Errar é humano; assumir o erro, é divino.
O Espiritismo não aceita, nem pactua com a legalização do aborto, porque legaliza-lo é legalizar o crime e a irresponsabilidade . O "aborto seguro" com que acenam, se dizendo defensores da vida da mulher, mesmo se verdadeira, não passa de uma proposta para o crime, em que saem em desvantagem as vítimas, os inocentes e indefesos conceptos e aparentemente premiada a irresponsabilidade, excetuando-se desta os ca-sos de estupro, no qual também não justificamos o delito, pois mesmo aí existe um compromisso cármico a ser cumprido.
" Lembrai-vos que a cada pai e a cada mãe, perguntará Deus: (15)
- Que fizeste do filho confiado à vossa guarda ?".
E quem praticou o aborto responderá:
"- Eu matei meu próprio filho..."
Quem assim dirá, embora reconhecendo a grave falta em que incorreu, não deve cultuar o remorso ou consumir-se no sentimento corroente da culpa, que levariam a estagnação, mas dinamizar-se e orientar sua energia no trabalho regenerador, agora sim, na defesa da vida, praticando a caridade, dedicando-se ao próximo e servindo com amor, que alcançariam sua plenitude na dádiva espelhada da adoção, na certeza de que com esses procedimentos, encontrará a justiça indulgente e a misericórdia do Criador.
" Não é na culpa corrosiva nem no remorso paralisante, mas sim no arrependimento dinâmico que nos remete à ação e ao amor, afastando-nos do vale da dor e do sofrimento, que encontraremos o caminho da libertação." (7)
Bibliografia
(1) FURLAN, Laércio. Respeito ao embrião e ao feto_ Diga não ao Aborto."Mundo Espírita". Jan. 98, pg2
(2) REZENDE, Jorge. Ed. Guanabara-Koogan, 1963, pg 667.
(3) XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito André Luiz. Missionários da Luz .FEB 28ª edição; pg 187 `a 189 e 208.
(4) KÜHL, Eurípides. Genética e Espiritismo, FEB 1 ª edição, 1996; pg 40.
(5) MIRANDA, Hermínio P. Nossos filhos são Espíritos, Publ. Lachâtre, 1995. pg. 47.
(6) SOARES, José Luis. Biologia. Ed. Scipione, 1997. Pg 195.
(7) GANDRES, Doris Madeira. Tesouro maior, Revista Internacional do Espiritismo, Jan. 1999, pg 219.
(8) DENIS, Léon, O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Ed. FEB, 1936, 4ª ed., pg 193.
(9) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, ed. FEB, 1987: perg.199, 344 358 e 359.
(10) ROCHA, Alberto de Souza. Além da matéria densa. Ed. Correio Fraterno, 1997, pg. 153. Reencarnação em foco. Casa Ed. "O Clarim", 1991, pg.104.
(11) LIMA, Inaldo Lacerda de. Reformador, jun. 1987, pg. 169.
(12) SANTA MARIA, José Serpa. Palavras de viver. Reformador, Jun 1992, pg.168.
(13) CALLIGARIS, Rodolfo. As Leis Morais . Ed. FEB, 1991, pg. 77.
(14) MOTA JR., Eliseu Florentino. Aborto sob a luz do Espiritismo. Casa Ed. "O Clarim", 1995, pg. 121.
(15) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. FEB, 1987, 6ª ed., pg 240.
(16) CARVALHO, Alamar Regis. O Aborto e suas conseqüências, SEDA-Salvador, Bahía: 31/07/99)
(17) KARDEC Allan, Revista Espírita. Aborto; direito ou crime?; extraído do site http;//www.cvdee.org.br., em 24/11/99.
(18) MOREIRA, Fernando Augusto. Reencarnação e Genética, Revista Internacional de Espiritismo, março 2000, pg. 56.
(Artigo originalmente publicado pela Casa Editora O Clarim na edição de março de 2000 da Revista Internacional de Espiritismo e reproduzido com autorização do autor

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Esclarecimentos :Espiritismo?Doutrina Espírita? Espiritualismo??Kardecismo? Espiritos?? Umbanda? Catolicismo?


Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalística ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.

Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do "achismo" e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.
Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o
aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.
Vamos aos assuntos:


Espiritismo não é igreja
Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto.

Não existe "Kardecismo", existe "Espiritismo"
O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão "kardecismo", para identificar algo que ele imagina ser uma "ramificação" do Espiritismo, achando que Espiritismo é um "montão de coisas" que existe por aí, quando na realidade não é.


A palavra "Espiritismo" foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.
Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação "Espiritismo", fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de "kardecismo", verdadeiramente é "Espiritismo".
Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável. Veja quem adota e quem não adota o quê.


Procedimento, prática ou ritual




                                                  Umbanda Catolicismo Espiritismo


1. Uso de altares                           Sim               Sim                  Não


2. Uso de imagens                           Sim               Sim               Não


3. Uso de velas                                Sim               Sim               Não


4. Uso de incensos e defumações   Sim          Sim                Não


5. Vestimentas e paramentos especiais Sim        Sim            Não


6. Obrigações aos seus praticantes Sim              Sim              Não


7. Proibições aos seus praticantes Sim               Sim              Não


8. Ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se em seus cultosSim SimNão


9. Bebidas alcoólicas em seus cultos Sim           Sim             Não


10. Sacerdócio organizado                Sim            Sim             Não


11. Sacramentos                                Sim            Sim            Não


12. Casamento religioso e batizados Sim            Sim            Não


13. Amuletos, patuás, escapulários e penduricalhos Sim SimNão


14. Hinos e cantarolas nos cultos     Sim            Sim              Não


15. Crença na existência de satanás Sim            Sim              Não




Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa? Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora não seja também a mesma coisa?
O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.
A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal "Kardecismo" se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias.


Allan Kardec não inventou o Espiritismo
Allan Kardec não inventou, ou criou, Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.
Ele foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.
Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja.


Sobre a reencarnação
Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 151 anos de idade.
O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente? É isto aí.
Portanto a afirmativa de que os espíritas crêem na reencarnação é infantil e sem sentido.


Sobre a mediunidade
Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada, nunca, e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.
Qualquer afirmativa do tipo que "alguém tem mediunidade e precisa desenvolver" é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvi da.

Sobre o caráter do centro espírita
É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.
Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.
Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e nã o como sendo ele o próprio Deus.
Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação.


Sobre quem é reencarnação de quem
Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Ciclano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pese alguns espíritas, apenas alguns, (nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão.
Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da ca sa espírita.
Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa.
Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns bobos que estão no Espiritismo sem consciência do seu papel.


Apologia ao sofrimento
Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar, diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom.
Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, colocar a mão sobre uma mesa e dar uma martelada em seu dedo.
Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendemos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção.


Mesa branca
Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só.
O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo.
Muito pelo contrário, seria preferível utilizar toalhas (por que tem sempre que ter toalhas nas mesas?) de outras cores, posto que tecidos em cor branca tem maior facilidade de sujar.
Portanto a citação de "espiritismo mesa branca" é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas.


Terapia de vidas passadas
Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita.


Cromoterapia, piramidologia, etc...
Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo.


Sucessor de Chico Xavier
Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier "morreu", e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que vêem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita.
Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor do Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.


A sua relação com a Ciência
Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação:
"Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência".
Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não é aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico. Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.
Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer. Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem?


Medicina e Espiritualidade
Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada tem a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de "Medicina e Espiritualidade", oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices.
Como informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica. Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site: www.redevisao.net. O telefone da Pineal Mind, onde são m inistradas as aulas, é (11) 3209-5531 / (11) 3209-5531 e o e-mail é faleconosco@uniespirito..com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo, pelo site, numa webtv.
Diante de todo o exposto sugerimos que os grandes veículos de
comunicação de massa, obviamente comprometidos com a credibilidade dos seus nomes, repassem estes esclarecimentos aos seus profissionais de jornalismo, não necessariamente para que eles sejam simpáticos à idéia espírita, já que ninguém é obrigado a aceitar coisa nenhuma, mas para, pelo menos, não comprometerem as suas honorabilidades dizendo mentiras, leviandades e até se expondo ao ridículo reportando sobre um assunto que não entendem. Alamar Régis de Carvalho

Colaboração : Fatima Borques.

Filhos são do mundo..


Devemos criar os filhos para o mundo.
Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens.
A partir de certa idade, só valem conselhos.
Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga.
E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso.
O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder?
Como?
Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!
Então, de quem são nossos filhos?
Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento?
Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo!
Mas é.
Eles são do mundo.
O problema é que meu coração já é deles.
Santo anjo do Senhor...
É a mais concreta realidade.
Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!
"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver "                                        ...(José Saramago)

Já sabemos esta verdade...mas é tocante reve-la!!!
 

Na simplicidade das palavras e na profundeza de um Saramago!
Fatima Borques





(José de Sousa Saramago GColSE (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Tías, Lanzarote, 18 de Junho de 2010) foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.) FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago




quinta-feira, 7 de abril de 2011

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.



Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.

O caminho mais curto, produto que rende mais.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
Um tiro certeiro, modelo que vende mais.


Mas nós dançamos no silêncio,
choramos no carnaval.
Não vemos graça nas gracinhas da TV,
morremos de rir no horário eleitoral.

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz,
sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás.
Seria mais fácil, como todo mundo faz.
O milésimo gol sentado na mesa de um bar.

Mas nós vibramos em outra frequência,
sabemos que não é bem assim.
Se fosse fácil achar o caminho das pedras,
tantas pedras no caminho não seria ruim


Outras frequencias. Engenheiros do Hawai
Enviado por Junior Camargo, agradecemos.



Divaldo Pereira Franco no Litoral Tramandai RS


FOTO ( Jerri Almeida (Vice pres.CRE10), João Alessando M ( Presidente CRE10), Eloa Munhoz ( Pres. Soc. ESP. Fé Amor e Caridade), Veroni Kotoman ( Pres. UNIME), Gilnei Teixeira (Dep. Deoutrinário CRE10),
Neusa Scheffer (Dep. Doutrinário UNIME).


Um significativo público compareceu, na noite de terça-feira, 05 de abril, no ginásio “gigantinho” de Tramandaí para assistir a conferência de Divaldo P. Franco. Várias lideranças e trabalhadores espíritas do Litoral Norte, e de outras regiões estiveram presentes ao evento.


O nobre orador desenvolveu, na jovialidade e lucidez de seus 83 anos, uma notável abordagem sobre a imortalidade da alma e a comunicabilidade do Espírito. Divaldo transitou por diversos contextos históricos, do Ocidente e do Oriente, para retratar o fato das manifestações paranormais como um dispositivo natural da vida, que coube a Allan Kardec estudar, pela primeira vez, dentro do rigor metodológico e científico.

Nosso querido Divaldo, com seu carisma de sempre, ponderou sobre a contribuição insofismável trazida pelo Espiritismo, ao situar a mediunidade não como um “dom” ou uma “graça”, mas como uma faculdade humana, associada a estrutura biológica do ser.

Certamente um dos momentos mais emocionantes foi o caso narrado por ele, de uma mãe que teve seu filho assassinado. A mediunidade, esclareceu, é a porta que se abre para as vozes dos imortais voltarem, consolando os corações sofridos na amargura da perda.

O Movimento Espírita da 10ª. Região Federativa se felicitou com o belo encontro organizado pela União Intermunicipal Espírita e S.E. Fé, Amor e Caridade de Tramandaí.

O Conselho Regional Espírita do Litoral Norte parabeniza, pela iniciativa e organização, as queridas irmãs Veroni, Eloá, Neusa e toda a equipe de trabalhadores que, nos bastidores e no anonimato, organizaram esse ingente e profícuo evento.

Diretoria Executiva – CRE 10ª. Região

terça-feira, 5 de abril de 2011

Reflexão : Quando eu ganhei meus Pais.





Aquela parecia ser mais uma simples tarefa de escola de uma menina de oito anos.

A apostila mostrava contas a serem feitas, probleminhas a serem resolvidos e diversas perguntas sobre assuntos distintos.
Porém, na última folha havia um verdadeiro tesouro, que emocionou professores, psicopedagogos e pais.
Eis o enunciado: Faça um desenho que represente um fato marcante de sua vida.
E lá estava o desenho colorido de uma mulher com um bebê nos braços e, ao seu lado, a figura de um homem, ambos sorrindo.
Acima da cena, escrito com uma letra caprichada – dessas que se demora muito para terminar de escrever – estava:
Quando eu ganhei os meus pais.
Como conter as lágrimas perante tão singela declaração de amor? Quando eu ganhei os meus pais.
Ela se lembrava, com carinho, que havia chegado àquele lar de amor, há pouco mais de oito anos, através da via bendita da adoção.
Era um dos primeiros momentos em que o coraçãozinho aprendiz agradecia a Deus pela oportunidade de ter uma família amorosa na Terra.
Outras crianças lembraram de viagens, de presentes de Natal, de passeios inesquecíveis. Mas ela lembrou de agradecer pelos pais.


Pensando agora em todos nós, será que lembramos de guardar na alma toda essa gratidão por aqueles que nos receberam com tanto afeto, com tanta coragem?
Você se lembra quando você ganhou seus pais? Pois, sim, são grandes presentes que recebemos ao renascer.
Muitas vezes o coração infantil nos vem relembrar coisas que o velho coração parece ter esquecido.
Todos ganhamos nossos pais. E mais, não foram pais quaisquer, escolhidos pela força da aleatoriedade. Foram os pais que precisávamos, no momento que precisávamos.
Talvez ainda não entendamos isso muito bem, mas com o passar dos anos, após muitas análises, muitas lembranças, vamos percebendo, amadurecidos, que tudo faz sentido.
Às vezes acabamos caindo em si quando é muito tarde, e então somos corroídos pelo remorso devastador.
Por que esperar para agradecer? Por que aguardar aquela ocasião especial para reconhecer e manifestar a gratidão?
Por que ainda nos constrange tanto dizer: Você é importante para mim, ou Amo muito você?! Por que ter vergonha de amar, de agradecer?
Gratidão que não está apenas no ato de se agradecer. O famoso muito obrigado é apenas a ponta do iceberg da gratidão.
Gratidão se manifesta todos os dias, desde que se desperta e se agradece a Deus por esses amores; passando pela convivência respeitosa, amiga, compreensiva; chegando até aos gestos maiores de desprendimento em prol desses a quem devemos a vida.
Agradeçamos enquanto há tempo. Agradeçamos enquanto é hoje.


Gratidão faz bem a todos. Faz bem a quem a carrega no coração. Faz bem a quem a recebe como inesperadas flores perfumadas que caem sobre as mãos e tornam a vida mais feliz.
Quando eu ganhei os meus pais, ganhei também a certeza de ser amado...
Quando eu ganhei os meus pais, fui inundado de força de vontade, de desejo de acertar e de amar também.
Quando eu ganhei os meus pais, resolvi dar mais uma chance ao amor, e depois mais uma, e depois mais outra...
Quando eu ganhei os meus pais, foi quando me senti, realmente, protegido...







domingo, 3 de abril de 2011

EDUCAÇÃO ESPÍRITA- educador-educando e a Pedagogia



“Somente a educação pode reformar os homens”, Allan Kardec, L.E. q. 796
Sem dúvida alguma a educação espírita tem seu alicerce em Hippolyte Leon Denizard Rivail, discípulo de Pestalozzi, que durante trinta anos, como Educador escreveu inúmeras obras que modificaram e firmaram o panorama do ensino francês do século XIX.
Em Yverdum, na escola de Pestalozzi dedicou-se dorpo e alma aos estudos do método do mestre, que era muito requisitado em toda Europa para mostrar e difundir a sua pedagogia criando institutos de educação nos moldes do seeu estabelecimento em Yverdum.
Nessas ausências Pestalozzi confiava ao jovem Denizrd Rivail ao função de substituí-lo na direção.
Discípulo que se tornou mestre, correspondia à confiança que recebia .
Bacharelara-se em letras e ciências ee doutorado em medicina, após brilhante defesa de sua tese.
O Professor Rivail tinha formação eclética, dominava várias línguas – inglês, italiano, alemão, espanhol e holandês, além do francês, claro. Seu trabalho de tradução de inúmeras obras, em especial do alemão, enriqueceram a cultura dos seus contemporâneos com os novos conhecimentos dessas obras.
Seu ecletismo se mostrava por ministrar aulas de matemática, química, física, astrologia, biologia e anatomia comparada e, o mais importante, fazia-o sem qualquer remuneração dando ênfase à sua vocação educacional, aliada a um sentimento de solidariedade.
Em Paris não foi bem, sucedido numa empreitada ao abrir uma escola nos moldes da de Pestalozzi, pela dissídia de seu sócio que o levou à falência, mas que não o desanimou, continuando seus estudos e aulas particulares.
Pelas suas qualidades morais e intelectuais se tornou membro de várias sociedades de sábios, sendo premiado em 1831 na Academia Real d’Arras com a apresentação da tese ‘Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?’.
Sua produção de obras pedagógicas e sobre a educação como princípio básico da formação do homem o tornaram o expoente da educação na Europa, justificando o título de “discípulo e sucessor” de Pestalozzi.
Portanto, se como Allan Kardec, nome que adotou a partir de 1831, se tornou o codificador da Doutrina Espírita, muito antes já era consagrado como educador e seus trabalhos eram merecidamente exaltados.
Segundo a educadora Dora Incontri, em sua tese de doutorado em Educação, junto à Faculdade de Educação da USP, a educação espirita pode ser vista sob três perspectivas.
Que acabam se unificando, pois um deriva do outro e formam juntos uma visão única.
Espiritismo como Educação. Segundo a autora, a essência do Espiritismo é a Educação, pois como doutrina o espiritismo abrange o tríplice aspecto – científico, filosófico e religioso. O fim é a evolução do homem e esta evolução deriva do processo pedagógico.
A Educação do Espírito  o principal da proposta espírita.
A autora fala ainda que “se o Espiritismo é uma síntese cultural, abrangendo todas as áreas do conhecimento, seu ponto de unificação é justamente a Pedagogia.
A Educação Segundo o Espiritismo – Para a formulação pedagógica totalmente espírita, é necessário o convencimento dos fundamentos básicos codificados por Kardec.
O educador espírita se dedica com quaisquer crianças e adultos.
“Se a verdadeira Educação se dá quando se desperta um processo evolutivo no educando, este processo poderá ser desencadeado em qualquer ser humano, tenha ele a cultura que tiver, seja ele partidário da religião que for”
Segundo este conceito é preciso se fixar na idéia de que educar espiritamente não significa, necessariamente, educar para o Espiritismo.
Kardec já recomendava que o verdadeiro Espírita não exerce proselitismo, não procura influenciar pessoas para aceitarem os conceitos do Espiritismo.
O mérito do educador espírita no trato com não espíritas está na forma de ensinar e não impor suas convicções doutrinárias.
O Ensino Espírita – Aqui se refere especificamente ao estudo, à Educação dentro dos postulados da Doutrina Espírita.
É exigido daqueles que a promovem uma compreensão clara e uma prática engajada da Pedagogia Espírita, se não estará fazendo catequese, ensino formal de uma religião, sem compromissos mais profundos.
“Na linha conceitual que temos seguido aqui (nota: na sua tese) é evidente que o ensino espírita não poderá ser mera transmissão de conteúdos, mas o despertar de uma consciência espiritual”
No seu livro Pedagogia Espírita J. Herculano Pires, nos mostra essa visão do Espiritismo, afirmando “O Livro dos Espíritos é um manual de Educação Integral oferecido à Humanidade para a sua formação moral e espiritual na Escola da Terra”.
Esse mestre do espiritismo nos oferece para reflexão o conceito de que a terra é uma escola, neste planeta o espírito adquire suas qualidades morais e éticas, através do estudo e da assimilação dos ensinamentos do Mestre Jesus.
É muito importante se anotar que a educação espírita, no seu conceito mais puro não deve ser exercida de forma autoritária e conservadora, não tratar os educandos como ouvintes passivos. Deve ser adotada uma metodologia própria, de forma a provocar o “insight” do educando.
São recomendados seminários, debates, reuniões de estudo em que todos participantes possam ter voz, colocando com liberdade e, porque não, humildade, suas dúvidas e questionamentos que deseja fazer.
Aí vemos as duas figuras que formam o processo educacional – o educador e o educando, cada qual com a sua participação e importância.
Ao educador cabe a tarefa de estimular o desenvolvimento das potencialidades do educando, comparando-se ao escultor que toma de uma pedra bruta e a transforma em obra de arte.
E nesse processo existirá, com certeza, a interação educador-educando, de forma que o educador também aprende, embora em níveis diferentes.
Não se imagina um educando passivo, mas cabe ao educador conduzi-lo a encontrar por si mesmo, e na maioria das vezes no seu interior, a solução dos seus problemas.
Segundo o que aprendemos não somos espíritos que nascemos simples e ignorantes?
Então, na Escola da Terra a educação espírita nos levará à transformação espiritual.
Na obra ‘Fora da Educação não há salvação’, de Manuel Portásio , vamos ler “O educando deve ser conscientizado de que é um indivíduo livre para agir, no sentido que escolher. Todavia, precisa saber que essa liberdade traz consigo a responsabilidade, já que todo ato, todo gesto, gera conseqüências.
E não se pode transferir para terceiros a responsabilidade que nos cabe com exclusividade.
O educando, enfim, deve assumir seu papel no mundo, comandado seu próprio processo educacional, já que lhe cabe construir sua própria criação, como lembrava Rui Barbosa”.
Allan Kardec nos legou o seu Pentateuco, que são os cinco livros básicos da educação espírita. Como pedagogo, ali estão todas as lições que precisamos buscar para a educação integral do espírito.
E uma das suas colocações que precisamos ter em mente é a que se refere à educação dos hábitos:
“Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação.

Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos” (L.E.m q. 685ª.)

Nery Porchia