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sábado, 20 de junho de 2015

Melhor escolha: você escolhe para onde ir e o que fazer “A PORTA DO LADO”, uma lição que faz toda a diferança. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.



Em entrevista dada por um famoso médico nacional, ele teria dito que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça… Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.”
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia… Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída… Experimente!

5 feridas emocionais da infância que podem persistir na idade adulta: As boas e más experiências infantis afetam sim nossa qualidade de vida quando adultos. Influenciam também, depois, em como trataremos nossos filhos tanto do ponto de vista do afeto quanto do enfrentamento de adversidades. Agiremos reproduzindo os comportamentos que conhecemos ou seremos diferentes?



Embora não seja regra absoluta, não podemos negar que nossa infância e primeiras experiências afetivas podem influenciar na maneira como lidamos com os relacionamos posteriores e na leitura que temos das coisas que acontecem ao nosso redor.
As boas e más experiências infantis afetam sim nossa qualidade de vida quando adultos. Influenciam também, depois, em como trataremos nossos filhos tanto do ponto de vista do afeto quanto do enfrentamento de adversidades. Agiremos reproduzindo os comportamentos que conhecemos ou seremos diferentes?
Abaixo, estão descritas 5 feridas emocionais segundo a especialista em comportamento canadense Lisa Bourbeau. Para a autora, são elas algumas das mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que as pessoas podem carregar ao longo da vida adulta posterior.

1- O medo do abandono

Um dos medos frequentes nas crianças é o medo da ausência de seus pais, o medo do abandono. A criança, nos primórdios de sua vida, ainda não consegue separar fantasia de realidade, e, por também não conseguir quantificar o tempo, entente que as ausências podem ser sinônimos do abandono absoluto.
Se a aprendizagem dessa separação necessária já é complexa em ambientes onde os pais lidam com o fato com tranquilidade, no caso de pessoas que tiveram experiências de negligência na infância, as marcas deixadas podem acarretar um medo de solidão e rejeição contínuos todas as vezes em que a pessoa não tiver perto de si (fisicamente) a pessoa amada.
A ferida causada pelo abandono não é fácil de curar. A pessoa saberá que está curada quando os momentos de solidão não forem vistos como desamor e rejeição, e, dentro de si, existirem diálogos positivos e esperançosos.

2- O medo da rejeição

É uma ferida profunda que é formada quando, durante o desenvolvimento, a criança não se sentiu suficientemente amada e acolhida pelas figuras de referência que estavam ao seu redor assim como, posteriormente, pode ser afetada também por rejeições em ambiente escolar.
Como a pessoa, no começo, forma sua identidade a partir da maneira como é tratada, se ela for desvalorizada e depreciada constantemente, pode internalizar em si uma autoimagem de que não é merecedora de afeto e de que não possui atributos suficientes para ser aceita em sociedade.
O rejeitado passa, então, a rejeita-se, e, na idade adulta, muitas vezes, mesmo frente ao sucesso e obtento bons resultados, essa pessoa pode apresentar grande fragilidade frente a qualquer crítica que exponha seus medos internos de insucesso.

3- A humilhação

Esta ferida é gerada no momento em que sentimos que os outros nos desaprovam e criticam. Podemos criar esses problemas em nossos filhos dizendo-lhes que eles são estúpidos, maus ou mesmo exagerando em comparações; isso destrói a criança e sua autoestima.
Uma pessoa criada em um ambiente assim pode desenvolver uma personalidade exageradamente dependente. Outra possibilidade é o desenvolvimento da “tirania” também em si, um mecanismo de defesa em que a pessoa passa a humilhar aos outros para se sertir mais valorizada.

4- Traição ou medo de confiar

Uma criança que se sentiu repetidamente traída por um de seus pais, principalmente quando o mesmo não cumpria as suas promessas, pode nutrir uma desconfiança que, mais tarde,  pode ser transformada em inveja e outros sentimentos negativos. Quem não recebe o que foi prometido pode não se sentir digno de ter os que os outros têm.
Pessoas que passaram por isso desenvolvem uma tendência maior a tentar controlar tudo e todos ao redor em uma tentativa de trazer para si  o comando de variáveis que, antigamente, faziam com que se sentissem preteridas e injustiçadas. Quando perdem o controle ficam nervosas e sentem-se perdidas.

5- Injustiça

A ferida da injustiça surge a partir de um ambiente no qual os cuidadores primários são frios e autoritários. Na infância, quando existe uma demanda além da capacidade real da criança, ela pode ter sentimentos de impotência e inutilidade que  depois pode carregar ao longo dos anos.
Em ambientes assim, a criança pode desenvolver um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo como tentativa de minimizar os erros e as cobranças. Soma-se a isso a incapacidade de tomar decisões com confiança.
Nota da CONTI outra:
Como dito no começo, existem feridas da infância que aumentam a probalidade de sequelas emocionais na vida adulta. Entretanto, nada é regra e existem pessoas que desenvolvem mecanismos adaptativos e superam essas questões. Outras, entretanto, não se saem tão bem. Se você for uma delas, procure ajuda de um profissional da saúde mental. Nunca é tarde para rever questões mal resolvidas. O passado não muda, mas o futuro ainda é um livro em branco.
Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti.

sábado, 13 de junho de 2015

Nova Delhi (Índia) os pássaros têm o direito a “viver com dignidade”, voar para onde quiserem sem terem que ficar presos em uma gaiola, e de exercerem “direitos fundamentais” como o de serem protegidos da crueldade. Justiça proibe pássaros criados em gaiolas na Índia. Esta não é a primeira vez que a Índia age no sentido de reconhecer os animais como seres sencientes com direitos fundamentais. Juiz Manmohan Singh.





Uma alta corte em Nova Delhi (Índia) está entrando para a história ao reconhecer que os pássaros têm o direito a “viver com dignidade”, voar para onde quiserem sem terem que ficar presos em uma gaiola, e de exercerem “direitos fundamentais” como o de serem protegidos da crueldade. As informações são do Ecorazzi.


“Tenho claro em minha mente que todos os pássaros têm os direitos fundamentais de voar nos céus e que os seres humanos não têm o direito de mantê-los presos em gaiolas para satisfazer os seus propósitos egoístas ou o que quer que seja”, declarou o Juiz Manmohan Singh.

A decisão foi tomada em relação a um caso no qual diversos pássaros foram resgatados de um homem chamado Md Mohazzim, que afirmava ser tutor dos animais mas a ONG People for Animals indicou que ele mantinha-os em pequenas gaiolas e vendia-os para obter lucro. Após as aves terem sido capturadas, o tribunal de primeira instância devolveu os pássaros para Mohazzim, levando a ONG a apelar da decisão em uma instância superior.

O outro tribunal emitiu a decisão, comentando que “esta corte tem a opinião de que realizar o comércio de pássaros é uma violação aos seus direitos. Eles merecem compaixão. Ninguém está se importando se eles foram vítimas de crueldade ou não, apesar de uma lei que diz que as aves têm o direito fundamental de voar e não podem ser engaiolados, e terão de ser soltos no céu. Pássaros têm direitos fundamentais que incluem o direito de viver com dignidade e não podem ser submetidos à crueldade por ninguém, incluindo a reivindicação feita pelo respondente (Mohazzim)”.

As autoridades de Nova Delhi, bem como Mohazzim, foram notificados sobre a decisão do tribunal e a sua resposta é solicitada até dia 28 de maio.

Esta não é a primeira vez que a Índia age no sentido de reconhecer os animais como seres sencientes com direitos fundamentais. O tribunal superior do país baniu os shows com golfinhos cativos em 2013, argumentando que eles têm um alto nível de inteligência que possibilita considerá-los “pessoas não humanas”. A produção de cosméticos testados em animais, o sacrifício de animais em rituais religiosos, o foie gras e as rinhas de cães também são proibidos no país, a fim de proteger os direitos básicos dos animais.
(Fonte: Anda)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

ÁLCOOL: PENSEMOS. Por favor, meus amigos, leiamos, reflitamos e compartilhemos. De acordo com pesquisa séria do CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, órgão da Universidade Federal de São Paulo (http://www.cebrid.epm.br/index.php), o consumo de álcool está associado a:



ÁLCOOL: PENSEMOS.
Por favor, meus amigos, leiamos, reflitamos e compartilhemos.

De acordo com pesquisa séria do CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, órgão da Universidade Federal de São Paulo (http://www.cebrid.epm.br/index.php), o consumo de álcool está associado a:

50% dos casos de homicídio;
50% das internações psiquiátricas;
25% dos casos de suicídio;
20% das internações em UTIs.

Dado positivo: 48% dos brasileiros já não consomem bebida alcoólica.

Afora o conhecimento vanguardista trazido pela ciência espírita, largamente sedimentado em bibliografia confiável (Obras Básicas, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis...), a ciência humana já aponta para a necessidade urgente de revermos nossas posturas em relação ao consumo de álcool.

É inegável, em se tendo uma visão racional e científica, que não há níveis seguros para consumo de bebidas alcoólicas. A evidência estatística demonstra a falta de autocontrole, a imperatividade da dependência e a potencialização das fragilidades humanas pelo consumo do álcool (ainda poderíamos associar as práticas sexuais enfermas, acidentes de trânsito, mortalidade juvenil, violência...).

Certamente, muitos dos homicidas, suicidas, pacientes psiquiátricos e de UTIs iniciaram com o consumo "normal", "beber socialmente", até que o álcool foi se entranhado na rotina, no organismo, nas fragilidades. Ninguém pretende atingir uma dessas condições difíceis quando ingere um copo de cerveja ou uma taça de vinho, mas o fato é que não podemos garantir que não iremos integrar essas estatísticas ou influenciar nossos familiares e amigos a fazê-lo... quem conhece a si e ao outro em profundidade? Que preço estamos dispostos a pagar na nossa vida e na vida de nossos afetos?

E o interessante é que a METADE dos brasileiros que já não ingere bebidas alcoólicas parece acanhada e até constrangida em dizer: eu não bebo, obrigado. Em seguida vem o estranhamento: Por quê? Você tá tomando antibiótico? Sua religião não permite? Tá dirigindo? Bebeu demais ontem?

Alguns já tem a lucidez, a tranquilidade e a coragem de responder: eu não bebo porque não faz bem à saúde... saúde física, mental, espiritual, familiar e social; eu não bebo para ser um educador com autoridade calcada no exemplo, pois desconheço as fragilidades/desafios que meu filho ou educando pode apresentar, necessitando da minha referência e auxílio; eu não bebo porque reconheço humildemente que tenho fragilidades físicas, espirituais, familiares, de caráter, etc., e tenho receio de que o álcool as intensifique.

A resistência em aceitarmos os dados e nos esforçarmos em eliminarmos o consumo de álcool da nossa realidade e da realidade dos nossos jovens e crianças reside, quase sempre, em nossa dificuldade de reformamos os próprios hábitos.

Pois bem, aceitemo-nos como somos, mas não nos conformemos diante de tudo quanto podemos ser! Progridamos sem culpa, mas com responsabilidade e consciência!

Reconhecido o desafio, reconhecida a meta, que venha o esforço de cada um em transformar-se e transformar nossos círculos de convivência.

Abreijos a todos e recebam as minhas palavras com o carinho de um irmão que os quer muito bem.

PS: Podem brigar comigo, se quiserem (hehehe), mas os dados não são meus e como bem nos ensina a operação do Direito: contra fatos, não há argumentos.
Gabriel Salum

domingo, 24 de maio de 2015

O leite só ferve quando você sai de perto. Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar…


Por Fabíola Simões
Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando “Ó o lêeeeeite!!!”.
Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.
No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto. Literalmente esquecia. Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.
É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: “Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo…” e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo “Seja tudo pelo amor de Deus…” e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.
Até hoje não entendo o porquê desta técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria. Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:
O leite só ferve quando você sai de perto.
Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver ( e transbordar) se você esquecer DE FATO.
A vida gosta de surpresas e obedece à “lei do leite que transborda”: Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.
Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.
Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, whatsApp, e por aí vai. O celular sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve…
Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer linda e casual, capricha no perfume… e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e vegetal no cantinho do sorriso.
Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.
A vida _como o leite_ não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r…
E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar…

sábado, 16 de maio de 2015

Quem te irrita, te domina Por que as pessoas que nos irritam têm tanto poder sobre nós?De uma forma mais simples: quem te irrita, te domina. Como trabalhar isto?

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Alex Born


Você tem aquelas pessoas que mais lhe tiram do sério, seja um amigo, mãe, tio, namorado (a)? Quem quer que seja, sempre temos alguém que sabe apertar a ferida e nos fazer sair do sério. Porém, você já percebeu que normalmente essas são as pessoas que mais conseguem que façamos coisas que não queremos?

Em outras palavras, essas pessoas têm grande influência sobre as nossas decisões. Mas por que isso acontece?

A explicação é simples, mas o funcionamento nem tanto. Quando alguém sabe como provocar você, falar verdades ou até mentiras que lhe tirem do sério, essa pessoa está tirando sua concentração e fluxo sanguíneo da parte racional e levando quase toda a sua energia para a parte emocional. O que quer dizer que você fica mais reativo e suscetível aos seus impulsos, o que significa ter menos controle.

Se você não está completamente no comando das suas decisões, fica mais fácil para a pessoa do outro lado conseguir indicar ou provocar-lhe as atitudes mais adequadas a ela. Ou seja, você virou quase que uma marionete.

De uma forma mais simples: quem te irrita, te domina.

A questão é se preparar melhor para conversar com essas pessoas, procurar pontos que elas podem explorar e como lidar com elas. Evitar embates duros para que a outra pessoa não o veja como adversário na discussão, mas como alguém que está procurando uma solução em conjunto, assim ela poderá utilizar menos artifícios que lhe tirem da sua base emocional.

Não tenha medo e principalmente vergonha de pedir licença para ir ao banheiro ou pegar uma água, pois esse tempo estratégico para respirar pode ser fundamental para evitar decisões das quais você vai se arrepender.

Por fim, tenha sempre em mente o seguinte: “no momento que você perde o seu controle com alguém, essa pessoa aumenta consideravelmente as chances de poder lhe manipular.”


sexta-feira, 1 de maio de 2015

De acordo com o "Relatório mundial sobre álcool e saúde de 2014", 5,9% das mortes no mundo são atribuídas ao álcool. Álcool: A droga liberada que mata 1 pessoa a cada 10 segundos no mundo. O álcool mata cerca de 3,3 milhões de pessoas no mundo a cada ano, ou cerca de uma pessoa a cada 10 segundos, de acordo com um comunicado da OMS. Essa taxa é maior do que as mortes causadas pela AIDS, a tuberculose e a violência combinados.



O álcool mata cerca de 3,3 milhões de pessoas no mundo a cada ano, ou cerca de uma pessoa a cada 10 segundos, de acordo com um comunicado da OMS.

Essa taxa é maior do que as mortes causadas pela AIDS, a tuberculose e a violência combinados.

De acordo com o "Relatório mundial sobre álcool e saúde de 2014", 5,9% das mortes no mundo são atribuídas ao álcool. O que é ainda mais assustador é que 7,6% de todas as mortes envolvem homens. Essa é uma quantidade enorme, considerando que essa é uma droga legal e comercializada com muita facilidade.

É preciso mudar esse quadro: como o relatório afirma, o abuso de álcool é uma pandemia global e os governos precisam tomar medidas para proteger seus cidadãos. As melhores soluções pensadas são o aumento dos impostos, aumento da idade legal para beber e melhorar a regulamentação do comércio de bebidas alcoólicas. A OMS também chama a atenção dos governos para realizarem campanhas nacionais de sensibilização e prestação de serviços no tratamento para alcoólatras.

"Algo a mais precisa ser feito para proteger a população contra as consequências negativas que o álcool tem para a saúde", diz o Dr. Oleg Chestnov, diretor-geral adjunto de doenças não transmissíveis e saúde mental. "O relatório mostra claramente que não há espaço para complacência quando se trata de reduzir o uso nocivo do álcool".

A maioria das mortes por álcool provém de doenças cardiovasculares e diabetes, mas também há a cirrose e a fragilidade do sistema imunológico. A outra porcentagem de 17,1% de todas as mortes relacionadas ao álcool envolvem acidentes de trânsito ou ainda à violência induzida pela bebida.

Regionalmente falando, a OMS aponta que, com o aumento da riqueza global, as nações como Índia e China estão tendo as maiores taxas de consumo de bebida alcóolica, possuindo cada vez mais vítimas dessa droga. Entretanto, a Europa Oriental e a Rússia, batem recordes no exagero. Homens na Rússia chegam a beber em média 32 litros de álcool puro por ano, quase o dobro da média de um consumidor em todo o resto do mundo.

Avaliando esses dados, o preconceito com outras drogas chega a ser antiquado e ínfimo. Incapacidade de reduzir o uso, consequências alarmantes para o indivíduo que consome e para toda uma sociedade são apenas alguns dos argumentos usados para drogas que, em grande parte dos países, são consideradas ilegais.

No entanto, o álcool, mesmo com todos esses índices, é legal, e os governos federais e estaduais dedicam uma atenção exagerada para prevenir as pessoas desse uso de outras drogas. Se os países estão tão empenhados em combater o abuso de substâncias, então o álcool seria um alvo óbvio.

Já houve tentativas, mas não tiveram muito sucesso. É preciso uma campanha com mais ênfase e uma reeducação das pessoas com relação ao consumo de bebidas alcóolicas e colocar um maior controle sobre isso, afinal, elas também são drogas, que mudam a vida de um indivíduo e afeta a vida de toda a sociedade.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

“Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!” O SONHO DOS RATOS, por Rubem Alves. Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade…




Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.

Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade…Bem pertinho é modo de dizer.

Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato… O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho…Os ratos odiavam o gato.

Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro…

Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos. Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. “Quando se estabelecer a ditadura dos ratos”, diziam os camundongos, “então todos serão felizes”…

- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.

- Socializaremos o queijo, dizia outro.

Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.

Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: “o queijo, já!”…

Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.

O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu.

Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.

Arreganharam os dentes. Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.

Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:

“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.

Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando. Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.

O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.

Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.

“Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!”

Rubem Alves – escrito em dezembro de 2004
Texto nos apresentado pela amiga Loiva Karnopp

domingo, 12 de abril de 2015

Existem pessoas que nos abraçam mesmo sem estar perto.


Existem pessoas que nos abraçam mesmo sem estar perto.
Algumas vezes são por palavras doces, outras porque de alguma forma se fazem presente. 
Delas provém gestos bonitos de afeto que nos mostram o quanto se importam, o quanto nos querem bem e se tem uma coisa na vida que nada no mundo paga é o carinho sincero.
Pessoas assim são pequenos diamantes que aprendemos a lapidar com sorriso, com ternura e toda doçura que nos cabe.
Dessas eu não me afasto. E a Deus agradeço todos os dias por tê-las por perto... 
Simples assim!!

Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.


Um professor pediu aos alunos que levassem uma sacola com batatas para a sala de aula. Disse-lhes que separassem uma batata para cada pessoa que os magoara ou de alguma forma os fizera sofrer. Depois disso que escrevessem o nome de cada pessoa em cada batata e as colocassem dentro da sacola.
Eles começaram a pensar, e foram lembrando e escrevendo uma a uma as pessoas que os tinham magoado... Algumas sacolas ficaram muito pesadas!
A tarefa seguinte consistia em, durante uma semana, carregar consigo a sacola com as batatas para onde quer que fossem. Com o tempo as batatas foram se estragando e era um incômodo carregar a sacola o tempo todo e ainda sentir seu mau cheiro. Além disso, a preocupação em não esquecê-la em algum lugar fazia com que deixassem de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.
E foi assim que os alunos entenderam a lição de que carregar mágoas é tão ruim quanto carregar batatas podres.
Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.
Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.
Jogue Fora suas "batatas

Vai demorar apenas 25 segundos para ler isso e mudar o seu pensamento, talvez o seu mundo interior. Dois homens , ambos gravemente doentes , estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões .




Dois homens , ambos gravemente doentes , estavam no mesmo
quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma
hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de
seus pulmões .

Sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de
costas para a janela.
Os homens conversavam horas a fio .
Falavam das suas mulheres e famílias, das suas
casas, seus empregos, seu envolvimento no
serviço militar,locais onde eles passava as
férias ..
Todas as tardes , quando o homem da cama perto da
janela se sentava , ele passava o tempo
descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia
ver do lado de fora da janela.


O homem da cama do lado começou a viver para aqueles
períodos de uma hora, em que o seu mundo era
alargado e animado por toda a atividade e
cor do mundo do lado de fora.


A janela dava para um parque com um lindo lago de patos e cisnes brincavam na água enquanto crianças com os seus barquinhos . jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores e uma bela vista da silhueta da cidade podia ser visto na distância.

Quando o homem perto da janela descrevia isto tudo com
detalhes requintados , o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava esta cena pitoresca .

Uma tarde quente, o homem perto da janela
descreveu um desfile que passava.

Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda -
ele podia vê-lo no olho da sua mente como o senhor a retratava através de palavras descritivas .

Dias , semanas e meses se passaram.
Uma manhã , a enfermeira chegou ao quarto trazendo
água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida
do homem perto da janela , que tinha morrido
tranquilamente em seu sono .

Ela ficou muito triste e chamou o atendentes para que levassem o corpo .

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela.
A enfermeira ficou feliz em fazer a troca , e depois de ter certeza que ele estava confortável , ela deixou ele sozinho.

Vagarosamente, pacientemente , ele se apoiou em um
cotovelo para tomar o seu primeiro olhar para o mundo real.

Fez um grande esforço e lentamente a olhar para fora da janela
além da cama .

Ele enfrentou uma parede em branco .

O homem perguntou à enfermeira o que poderia ter
levado seu companheiro falecido, que tinha descrito coisas tão maravilhosas fora dessa janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.

Ela disse: ' Talvez ele só queria encorajar você.

Epílogo:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas .
A dor compartilhada é metade da tristeza , mas a felicidade
quando compartilhada, é dobrada .


" Hoje é uma dádiva, é por isso que é chamado de O
PRESENTE

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Mudança . Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas


 Mudança
Fernando Pessoa

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ... Que já têm a forma do nosso corpo ... E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ... É o tempo da travessia ... E se não ousarmos fazê-la ... Teremos ficado ... Para sempre ... À margem de nós mesmos...

domingo, 22 de março de 2015

Professor que não estuda não faz o aluno estudar. é importante compartilhar com alunos novas descobertas para mantê-los sempre interessados. Na minha conversa com os alunos no início de todo ano letivo, faço as seguintes perguntas: que coisas fizeram na escola, desde o primeiro dia de aula na educação infantil até hoje, as quais poderiam dizer que são seus autores? As exigências da Educação no século 21 ressignificaram o uso social do conhecimento. O conteúdo continua sendo importante, mas deixou de ser o fim, passando a ser o meio para a apropriação de saberes e habilidades necessárias aos desafios de nosso tempo. Acredito que inovação não precisa ser algo complexo, pois depende de simples ações, sustentadas por um descontentamento com aquilo que não se mostra mais efetivo.


Educador Leandro Grass relata como é importante compartilhar com alunos novas descobertas para mantê-los sempre interessados.

Por Leandro Grass
Na minha conversa com os alunos no início de todo ano letivo, faço as seguintes perguntas: que coisas fizeram na escola, desde o primeiro dia de aula na educação infantil até hoje, as quais poderiam dizer que são seus autores? Com exceção dos desenhos de arte e das redações nas aulas de língua portuguesa, o que foi produzido exclusivamente por eles, sem ter copiado ou replicado de algum lugar? Ao tentar responder, a grande maioria tem dificuldade em lembrar, pois, de fato, o que mais fazemos em nossa vida escolar (e continuamos a fazer na universidade) é copiar, resumir, sintetizar, memorizar e replicar. Vivemos ainda em uma escola que pouco estimula a criatividade e a autoria. É a escola do conteúdo por si só, dos exames e das aulas. A escola que repete o conhecimento, mas que pouco promove sua ampliação.
- Envie seu relato para a seção Diário de Inovações
Partindo dessa reflexão é que, desde o início de minha prática docente há 10 anos, procuro maneiras de possibilitar aos estudantes uma nova relação com o conhecimento. Atualmente, com o apoio das novas tecnologias, tenho intensificado o desenvolvimento de estratégias capazes de despertar o interesse dos estudantes pelo aprendizado. Tento fazê-los entender a importância de não apenas reproduzir, mas de produzir conhecimento.  A realização de pesquisas instantâneas com dispositivos móveis, o uso de aplicativos para determinadas atividades de produção multimídia, a disponibilização de tarefas e materiais em plataformas, e a apropriação de recursos digitais para estudo e pesquisa foram algumas das minhas recentes iniciativas pedagógicas.
Diário_InovaçõesCrédito: Thomas Bethge / Fotolia.com

Nesse processo, a Blackboard tem sido muito útil, considerando seu fácil acesso e ferramentas que possui. Além de manter todas as possibilidades que antes tínhamos através do Moodle , são oferecidas outras que servem de apoio aos professores que tem gosto pela inovação em sala de aula. No primeiro contato com a plataforma, personalizei o espaço da disciplina para ficar mais atrativo e compreensível aos estudantes. Linkei meu blog, minha fan page, e criei espaços específicos para cada uma das etapas de aprendizagem. Tenho disponibilizado materiais de apoio para estudo como textos, vídeos e links, bem como as tarefas e atividades que complementam o aprendizado da sala de aula. Criei também um espaço de discussão e partilha sobre os temas estudados, o que dá aos estudantes a oportunidade de interagir comigo e com os colegas.
Não há dúvidas de que as novas tecnologias favorecem e muito o aprendizado pela pesquisa. Mas a inovação não está em si na tecnologia. A perspectiva do aluno como sujeito produtor do conhecimento não depende de ferramenta a ou b. Há muitas formas de permitir que o estudante seja protagonista da aprendizagem e não apenas passivo, ouvinte de aulas. Tudo começa pelo professor, quando este se interessa cotidianamente em pesquisar e estudar. Professor que não estuda não tem como fazer o aluno estudar. Esse é um dos pilares daquilo que entendo como docência. Cada dia tenho mais gosto e vontade de aprender e acredito que isso serve também de estímulo para meus alunos, em especial quando compartilho com eles as coisas que descubro, as novidades que recebo, textos que li e achei interessantes, além das oportunidades que vão surgindo no ambiente acadêmico, como palestras, encontros e projetos.
Ao longo dos últimos anos tenho intensificado as atividades de pesquisa e produção com os estudantes. Em alguns projetos foi possível que eles se apropriassem de conhecimentos sobre metodologia científica e produzissem inclusive artigos. No ano passado, 2014, em parceria com os colegas da disciplina de História, realizei um projeto que resultou em mais de 50 artigos coletivos de alunos no 3º ano do ensino médio de nossa escola, sendo alguns passíveis de publicação em decorrência de sua boa qualidade. Nesse processo, os recursos digitais foram extremamente úteis, tanto para a pesquisa e compartilhamento de materiais quanto para a elaboração dos textos e apresentações. O retorno dos estudantes foi muito positivo. Alguns que ingressaram recentemente no ensino superior comentaram que já estão utilizando as técnicas de pesquisa que aprenderam e, por isso, sentem-se mais preparados que seus colegas de curso para lidar com os desafios da vida acadêmica.
As exigências da Educação no século 21 ressignificaram o uso social do conhecimento. O conteúdo continua sendo importante, mas deixou de ser o fim, passando a ser o meio para a apropriação de saberes e habilidades necessárias aos desafios de nosso tempo. Acredito que inovação não precisa ser algo complexo, pois depende de simples ações, sustentadas por um descontentamento com aquilo que não se mostra mais efetivo.  Na perspectiva do aprendizado pela pesquisa, pretendo continuar a explorar as novas tecnologias e consolidar minhas estratégias pedagógicas, tornando a aprendizagem mais interessante aos estudantes e as metodologias usadas em sala de aula mais flexíveis.


sábado, 21 de março de 2015

Alegria: a característica predominante do cromossomo extra. O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças: 21 de Março dia Internacional da Síndrome de Down.





Alegria: a característica predominante do cromossomo extra

O susto, o medo e a insegurança próprios da descoberta de um filho com síndrome de Down caracterizam, antes de mais nada, o desconhecimento sobre o que o que vem pela frente. “Aquilo que te assusta no momento que você recebe seu filho com Down é o mito que você tem na sua cabeça”, define o pediatra Dennis Alexander Burns.

A situação, inicialmente desconfortável, se mostra cheia de boas surpresas ao longo da vida. “No começo é muito difícil, mas hoje, pra nós, a Karen é uma criança normal. Ser mãe dela é a melhor coisa do mundo, é um presente de Deus”, atesta Raimunda Alves, mãe de uma menina com Down.

A visão de Raimunda é compartilhada por diversas outras famílias que convivem com a síndrome. Além das características físicas comuns aos portadores (olhos puxados, tendência à obesidade e baixa estatura), outro aspecto típico é o companheirismo. “Você pensa que você que tem que transmitir carinho, mas é o contrário. Você recebe muito mais do que dá. A alegria que eles nos dão de volta, é impressionante”, endossa Cleonice Bohn, mãe de Giovana.

A ocorrência genética é causada pela trissomia do cromossomo 21, e não pode ser considerada uma doença. Apesar de quase todos os portadores da alteração terem dificuldade de aprendizado e apresentarem atraso motor, a maioria é saudável e leva uma vida normal.

A grande ocorrência da síndrome coloca o distúrbio como um dos mais comuns no mundo. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, a cada 600 a 800 nascimentos, uma criança tem Down, independente de etnia, gênero ou classe social. Segundo esta conta, cerca de 280 mil brasileiros possuem a síndrome.

Devido aos avanços da medicina, a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down vem aumentando consideravelmente nas últimas duas décadas. Enquanto em 1947 a expectativa de vida era entre 12 e 15 anos, em 1989, subiu para 50 anos. Atualmente, é muito comum que pessoas com a síndrome cheguem aos 60, 70 anos.

Dia Internacional da Síndrome de Down
O Dia Internacional da Síndrome de Down foi comemorado pela primeira vez em 2006, mas apenas em 2012 passou a fazer parte do calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).
A data foi escolhida pela Associação Internacional, Down Syndrome International (http://www.ds-int.org/home), em alusão aos três cromossomos no par de número 21 (21/3) que as pessoas com síndrome de Down possuem.
Fonte: Agência Brasil

Mercado de Trabalho e Futebol o que eles tem em comum? Se você fosse um jogador de futebol, você seria Titular, Reserva ou Torcedor?




Mercado de Trabalho e Futebol o que eles tem em comum?

Se você fosse um jogador de futebol, você seria Titular, Reserva ou Torcedor?

A pergunta é simples, mas talvez você nunca tenha parado para pensar nisso. Se você é titular (Está empregado) quantos gols, defesas e desarmes vocês tem feito? Você tem se comprometido com o que a sua equipe exige técnica e taticamente? Quantos campeonatos vocês ganhou no ano passado e nesse ano (Metas Atingidas)? Você vem se dedicando aostreinos ou simplesmente não treina?
Bom, se você respondeu negativamente para no mínimo duas das questões, você esta prestes a ser substituído ou dispensado por falta de resultados. E no mercado de trabalho e no futebol o que conta são os resultados. Sendo assim os melhores jogadores (colaboradores) mesmo jogando em equipes menores, se tiverem bons resultados tem sua visibilidade garantida para as grandes equipes, pois sempre existem olheiros observando os melhores jogadores.
Por isso não interessa quanto o seu time paga para você jogar e defender as cores dele, você tem que fazer gol, defender como ninguém e não fazer gol contra.
Jogue todas as partidas do dia a dia (Trabalho) como se fosse uma copa do mundo e os resultados virão. Porque se não fizer isso tem alguém (Reserva), Treinando para tirar a sua vaga de titular. Não seja um torcedor que fica no alambrado, apenas reclamando e sonhando em ser um jogador. VISTA A CAMISA DO SEU TIME E FAÇA GOLS, DEFENDA, DESARME, enfim, seja o JOGADOR que todas as equipes querem disputar o passe
.
(Edson Terra)

Conheça a maior estação ecológica de esgotos do Brasil. Plantas que transformam esgoto em água limpa.Uma estação de tratamento de esgoto que não exala mau cheiro nem odores? Conheça uma Estação de Tratamento de Esgoto que não exala mal cheiro nem utiliza produto químico e energia elétrica. Somente plantas.




Uma estação de tratamento de esgoto que não exala mau cheiro nem odores? Você vai conhecer a maior estação ecológica de esgotos do Brasil. Em Araruama, na região dos lagos, litoral fluminense, em vez de energia elétrica ou produtos químicos para tratar a matéria orgânica, apenas plantas. São elas que cuidam da parte mais importante do tratamento. São 170 litros de esgoto por segundo.

Outra vantagem é a economia. Se fosse para tratar a mesma quantidade de esgoto em uma estação convencional, seriam gastos apenas com produtos químicos aproximadamente R$ 77 mil por mês. Graças ao uso de plantas, o custo é zero.

A economia também é grande em relação a conta de luz. Numa estação convencional, com mais máquinas e equipamentos, gasta-se aproximadamente R$ 20 mil por mês para tratar a mesma quantidade de esgoto. Oito vezes mais do que em Araruama.

sábado, 14 de março de 2015

Amor no Trabalho e Amor pelo Trabalho. Amo a solidariedade e a parceria nos riscos que todos corremos juntos. Admiro a entrega de cada uma dessas vidas para remar este barco que é de todos, e não conseguiria não amar tanta vontade. Até mesmo os momentos onde eu me canso, me desanimo, me desvio, são estas mesmas pessoas que me lembram do nosso sonho, da nossa busca, do nosso motivo maior. E por isso eu as amo.


Dei-me conta esses dias do quanto esse sentimento é verdadeiro e presente no meu dia-a-dia de trabalho e o quanto ele pode parecer estranho, distante, e até repudiado nas literaturas e nos ambientes corporativos.

Parece até loucura falar assim e parece que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

E eu digo que agora vejo claramente que loucura é não pensar assim, não falar assim, não viver assim.

Convivo com pessoas que estão ao meu lado várias horas por dia, por vezes mais tempo que com suas próprias famílias. Eu mesmo me pego alguns dias mais envolvido e estando muito mais tempo na presença de algumas pessoas da minha equipe, que do meu próprio filho, de apenas três meses em casa. Mesmo com muita saudade.

E faço isso porque assim como o amo, também amo a essas pessoas, também amo nossos sonhos juntos, nossas ideias e amo a missão para a qual a empresa que eu represento foi criada. Amo o mundo que está sendo construído por ela existir. Amo ver as pessoas crescendo enquanto se seduzem e se juntam a este sonho. Amo ver essas pessoas tristes quando não conseguem a meta que tanto lutaram para ter e felizes quando se surpreendem com um daqueles dias onde parece que tudo dá certo.

Amo a solidariedade e a parceria nos riscos que todos corremos juntos. Admiro a entrega de cada uma dessas vidas para remar este barco que é de todos, e não conseguiria não amar tanta vontade.

Até mesmo os momentos onde eu me canso, me desanimo, me desvio, são estas mesmas pessoas que me lembram do nosso sonho, da nossa busca, do nosso motivo maior. E por isso eu as amo. E amo ao universo que me permitiu expressar tudo isso assim, abertamente.

Amo cada depoimento que recebemos dos alunos, dos clientes de coaching e das empresas que visitamos. Amo ver que fazemos a diferença e sou profundamente grato por tudo isso, e por todas essas pessoas.

O espaço do nosso escritório decorado com feng-shui, nossa parede amarela e as muitas frases espalhadas criativamente por toda a parede. Frases que eu amo reler e recorrer todas as vezes que preciso, como se ali houvesse uma sabedoria de outro mundo. A grande janela que permite ver o céu aberto.

Como eu poderia não amar tudo isso?

Há duas maneiras de ajudar outras pessoas a crescerem. A primeira é contar-lhes que elas já são iluminadas, que já têm um enorme potencial e que basta liberar isso. Mas elas não vão acreditar em você.

A segunda é você mesmo se tornando tudo aquilo que pode ser e que de fato já é. E então você inspira as pessoas, você dá a elas permissão para se soltarem, ser quem merecem ser. Você se torna um espelho, que quanto mais limpo, mais bonita é a imagem que reflete dos outros.

Não iluda a si mesmo. Na verdade, lá no fundo, a única coisa que realmente importa é o amor. Todo o resto passará.

Então o viva no seu trabalho, no seu dia-a-dia. E não apenas sinta o amor, mas fale isso aos outros, como se fosse natural, assim como eu faço agora para aqueles que trabalham comigo.

E não apenas sinta o amor, mas faça coisas amorosas. Se não há ação, não há transformação.

www.iluminattabrasil.com.br Nicolai

sábado, 7 de março de 2015

USP comprova: Energia liberada pelas mãos tem o poder de curar; Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar.



Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”.

Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.

Segundo o cientista, durante seu mestrado foram investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.

A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.

As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”

Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress.
O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste ano. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril do ano que vem.

domingo, 1 de março de 2015

Águas de Março Tom Jobim Elis Regina



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumueira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto, o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Au, edra, im, minho
Esto, oco, ouco, inho
Aco, idro, ida, ol, oite, orte, aço, zol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sob ameaça, Cantareira precisa de 30 mi de árvores. " O prefeito acha provável que haja resistência dos condomínios e fazendeiros a um eventual programa de recomposição da mata ciliar. "Eles perderão boa parte de sua área, mas se trata de um momento emergencial, em que o Brasil não pode manter um benefício individual em detrimento do coletivo."



Vista do alto, a paisagem é desoladora: veleiros encalhados muito longe de qualquer sinal de água, rampas de píeres terminando em barrancos secos, condomínios luxuosos no meio do nada, represas reduzidas a rios estreitos, o gado pastando na vegetação rasteira de áreas antes submersas. O sonho de ter casa de fim de semana em um cenário espetacular de montanhas e lagos, e praticar esportes náuticos, a 90 km de São Paulo, ou uma fazenda com água abundante para o gado, parece distante do pesadelo dos 6,5 milhões de moradores da Região Metropolitana que dependem da água do Cantareira.

Mas, segundo especialistas, há uma ligação causal entre a ocupação nos 12 municípios do Cantareira, e destruição da mata ciliar de seus 8.171 km de rios, e o esgotamento do sistema. Choveu menos no último ano, mas, se a mata nativa ainda estivesse lá, os reservatórios poderiam ter mais água - e de melhor qualidade. A chuva não cairia sobre um solo tão seco, com o consequente efeito "esponja". A vegetação funcionaria como uma válvula, controlando a vazão e evitando inundações como a de 2011 - quando as comportas tiveram de ser abertas - e falta de água, como a de agora.

Técnicos da Embrapa Informática e da GV Agro propõem o plantio de 30 milhões de mudas para recompor a mata ciliar em 34 mil hectares, de modo a obedecer a faixa prevista pelo novo Código Florestal - que a reduziu, porque passou a medir a Área de Preservação Permanente (APP) a partir do leito regular do rio, e não mais de sua largura máxima. Para chegar a esses números, eles analisaram as imagens do satélite Rapid Eyes, que registra objetos de no mínimo 5 metros, explica Eduardo Assad, autor da proposta.

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A mata ciliar evita o deslocamento do solo, chamado de erosão, seu transporte pelos rios e depósito nos reservatórios, ou assoreamento. Segundo a Sabesp, estudo de 2009 mostrou que não havia assoreamento no Cantareira. A mata ciliar filtra os sedimentos trazidos pelas enxurradas, evitando que poluentes, como os agrotóxicos usados nas fazendas, comprometam a qualidade da água. E mantém a infiltração do solo pela água, que desce para o lençol freático, e aflora novamente. O solo sem vegetação, às vezes compactado por tratores ou pelo pisoteio de animais, deixa a água evaporar.

Orvalho
Entretanto, explica o especialista Antonio Carlos Zuffo, da Unicamp, a vegetação exerce esse papel não tanto na beira dos rios, onde o solo já está encharcado, mas um pouco mais longe, até mesmo nos topos de morros, onde ela também intercepta a umidade trazida pelas nuvens, que condensa na forma de orvalho e desce subterraneamente até as nascentes. Será preciso ir além da mata ciliar. Zuffo propõe, por exemplo, o plantio direto, em vez do arado, como forma de evitar a compactação.

Ricardo Rodrigues, da Esalq, a Escola de Agronomia da USP, acha que não é necessário plantar 30 milhões de mudas. Onde houver vegetação por perto, é possível induzir a regeneração natural. Com base em sua experiência com recomposição de florestas, Rodrigues estima que 50% da área precisaria de plantio total, com custo médio de R$ 9 mil por hectare; 25% se regeneraria sozinha, ao custo de R$ 2 mil/ha.; os restantes 25% requereriam enriquecimento com espécies, o que custa R$ 3 mil/ha. Caberia aos fazendeiros cercar o gado.

Por esse cálculo aproximado, o projeto custaria R$ 195,5 milhões. Bilhões de reais devem ser gastos nas obras de engenharia anunciadas pelo governo. Só a transposição entre as Represas Jaguari, da Bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, do Sistema Cantareira, está estimada em R$ 830,5 milhões. Para Assad e Rodrigues, a recuperação da mata nativa começaria a ter efeitos sobre o Cantareira em cinco anos.

A relação entre a vegetação e as chuvas em regiões de Mata Atlântica, como a do Cantareira, ainda está sendo estudada cientificamente, afirma o meteorologista Carlos Nobre. Na Amazônia, já foi provado o efeito da transpiração das árvores. Ontem, mesmo sem chuva, o manancial teve a 16.ª alta e chegou a 10,2% da capacidade.

A Sabesp incentiva o plantio de mata nativa no entorno das represas, por empresas que precisam fazer compensação ambiental. A Dersa plantou 1,13 milhão de mudas em 554 hectares. O governo paulista lançou no mês passado o programa Mata Ciliar, que pretende recuperar 20 mil hectares, com recursos de empreendedores em busca de licença ambiental, ou de proprietários que precisem se regularizar.

Em Bragança Paulista, onde restam apenas 11% de cobertura vegetal, o prefeito Fernão Dias (PT) criou um programa no qual os infratores ambientais regularizam sua situação bancando o plantio de árvores. "Em menos de dois anos, já fizemos mais de 30 mil plantios." O prefeito acha provável que haja resistência dos condomínios e fazendeiros a um eventual programa de recomposição da mata ciliar. "Eles perderão boa parte de sua área, mas se trata de um momento emergencial, em que o Brasil não pode manter um benefício individual em detrimento do coletivo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.