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sábado, 1 de agosto de 2015

Entretanto, segundo minha experiência, as pessoas concordam em experimentar outras maneiras de trabalhar quando há espaço para a queixa sem haver ridicularização da situação. Os formadores precisam ouvir os professores, estabelecendo um espaço de diálogo e de confiança, em que o sentido das tarefas seja discutido. Levar a equipe a se questionar sobre o fracasso escolar é prioridade. Quando se consegue fazer isso, a gente coloca as pessoas em movimento. Das Intenções à Ação. Referência na Educação, suíço defende que gestores e professores mobilizem sua dedicação aos alunos com maior dificuldade. Philippe Perrenoud: "Na escola, dar mais a quem tem menos" Os professores estão preparados para trabalhar com a diferenciação?



O que é a pedagogia diferenciada?É uma característica que deveria permear qualquer metodologia de ensino. Consiste em reconhecer que toda turma tem alunos diferentes e que é preciso orientar a ação pedagógica levando isso em conta. Diferenciar é ensinar de modo que cada aluno esteja sempre diante de situações didáticas propícias para aprender. Isso exclui aquelas que não trazem desafio e as que propõem uma missão fora do alcance. O interessante é que a diferenciação é um conceito presente em muitas áreas. Costumo dar o exemplo da medicina. Um médico não pode dar o mesmo medicamento a todos os doentes. É preciso fazer diagnósticos individuais e adaptar o tratamento a cada um.

Como realizar a diferenciação do ensino em escolas grandes?A pedagogia diferenciada é uma escolha por um sistema de Educação. Requer uma mudança na formação dos professores, na gestão das escolas e no trabalho na sala de aula. Operacionalizar tudo isso em escolas com centenas de alunos é complicado. Muitas vezes, elas são organizadas como quartéis, com normas rígidas de horário, circulação e mobiliário. Contudo, esse quadro não é um obstáculo. Uma instituição grande pode ser estruturada em subconjuntos. Em diferentes atividades e disciplinas, os estudantes são divididos em grupos, que terão desafios distintos em termos de complexidade, com natureza compatível com o nível e as necessidades de cada um.

Que critérios utilizar na formação dos grupos para que todos aprendam?Antes de tudo, não estamos falando em separação por nível - melhores com melhores, piores com piores. As pesquisas mostram que, quando se colocam alunos semelhantes juntos, os piores têm menos ambição para avançar. Os grupos também não devem ser estáveis. É preferível que eles sejam focados em dificuldades particulares imediatas e possam ser recompostos quando os objetivos de aprendizagem forem atingidos. Isso exige a atenção do professor ou do gestor para avaliar quantos alunos estão efetivamente aprendendo, quantos saíram do processo, quantos se entediaram.

Há exemplos concretos de sucesso da pedagogia diferenciada?Há alguns. Há um caso emblemático em Luxemburgo. Lá, a diferenciação ocorre numa instituição de Ensino Médio, etapa em que muitos acham impossível fazer esse trabalho. Nessa escola, são ensinadas as mesmas disciplinas, nos mesmos horários, em três turmas da mesma série. Os professores entram em acordo em relação aos objetivos e cada um trabalha sua turma durante quatro semanas. Depois desse período, eles fazem um balanço do que cada estudante aprendeu. Na quinta e na sexta semana, eles redistribuem os alunos das três turmas em grupos de desenvolvimento e de recuperação. Depois, eles voltam para outro ciclo de quatro semanas em turmas tradicionais, seguindo por mais uma ou duas semanas de nivelamento. Não é um esquema perfeito, mas ataca o problema da desigualdade de aprendizagem pela raiz.

Em termos de organização do espaço, como deve ser uma escola que dê atenção a quem mais precisa? Uma escola construída para uma pedagogia diferenciada não é um retângulo. Exige flexibilidade, com locais grandes, para reunir todos os alunos, e outros menores, para os trabalhos em grupo. É preciso pensar em modelos para a sala de aula com mesas para equipes ou com a possibilidade de juntar carteiras. No Brasil, conheci uma escola que tinha mesas hexagonais, em que os alunos ficam sempre reunidos de seis em seis. Quem não tem uma arquitetura conveniente vai precisar um pouco mais de energia e inventividade para a diferenciação, sempre respeitando os princípios do agrupamento e a posterior reunificação.

Para a diferenciação dar certo, os estudantes precisam ficar mais tempo na escola? Se todo o resto já foi modificado - as ferramentas didáticas, a avaliação, o atendimento -, não é necessário aumentar o número de horas na sala de aula. Segurar os alunos com dificuldade além do período letivo costuma ser mal vivenciado por eles e quase nunca repõe as defasagens. O primordial é rever o tempo que o professor vai dedicar a cada aluno. Diferenciar pressupõe que o docente dê mais de seus recursos e habilidades aos que precisam mais e deixar aqueles que se viram bem trabalhar com os colegas.

Muitos professores sofrem com esse dilema. Pensam que é injusto não dedicar o mesmo tempo a todos. Ensinar um aluno que vai bem a ler, que tem vontade de aprender e valoriza a leitura está ao alcance de qualquer professor. Há carência de profissionais qualificados para trabalhar com os alunos que vêm de um entorno em que não se lê nem se encoraja a leitura. É para isso que precisamos de bons docentes.

Os professores estão preparados para trabalhar com a diferenciação?Não. Nem na Europa. Não conheço nenhum país em que a formação inicial contemple esse domínio a ponto de ser bem praticado. É preciso recorrer à formação em serviço dentro da escola para resolver algumas lacunas.

Quais os primeiros passos da formação em serviço para dar mais a quem mais precisa?O diretor ou o coordenador podem fazer um balanço das competências e ver os pontos fortes e fracos da equipe. Em seguida, é necessário começar um processo de orientação de cada docente. Essa não é apenas uma tarefa que consiste em indicar um ou outro curso e pronto. É um trabalho que deve tratar do sofrimento do professor, de eventual vontade de abandonar a carreira, dos alunos de que o professor não gosta e dos pais que ele detesta. Nem nos lugares em que há tédio, desespero e cansaço mental por parte de alguns docentes os formadores trabalham nessa dimensão psicossociológica.

Não há o risco de que esse trabalho se esgote nas queixas, sem avançar em mudanças efetivas?É possível. Entretanto, segundo minha experiência, as pessoas concordam em experimentar outras maneiras de trabalhar quando há espaço para a queixa sem haver ridicularização da situação. Os formadores precisam ouvir os professores, estabelecendo um espaço de diálogo e de confiança, em que o sentido das tarefas seja discutido. Levar a equipe a se questionar sobre o fracasso escolar é prioridade. Quando se consegue fazer isso, a gente coloca as pessoas em movimento.

BIBLIOGRAFIA
Pedagogia Diferenciada - Das Intenções à Ação
, Philippe Perrenoud

O que é a pedagogia diferenciada? Para pesquisadora, é essencial superar a relação entre sucesso escolar e talento e habilidade. Não há dúvidas de que vivemos em uma sociedade cada vez mais plural, diversificada e multicultural. Diferenciar para igualar O sucesso pode ser conquistado se o professor ajustar o ambiente de aprendizagem e a forma de ensinar às necessidades dos alunos para tornar a escola acessível e bem-sucedida para todos


Não há dúvidas de que vivemos em uma sociedade cada vez mais plural, diversificada e multicultural. O panorama educacional não está alijado desse fenômeno e, por conseguinte, está adquirindo novas características que se traduzem na presença de grupos de alunos cada vez mais heterogêneos. Somando tudo isso ao atual contexto de inclusão escolar, no qual os professores tentam se adaptar da melhor forma possível à diversidade, torna-se pertinente refletir sobre os princípios e as possibilidades ofertadas pela pedagogia diferenciada.
 
O que é a pedagogia diferenciada? Na verdade, não existe um consenso sobre a definição do termo, que pode ser definido como um instrumento, uma filosofia, uma abordagem, uma estratégia de adaptação do currículo ou até mesmo como um modelo de gestão de sala de aula. Apesar das diferenças de opinião a respeito de uma definição, é possível identificar um objetivo comum, ou seja, fazer com que a aprendizagem seja acessível e bem-sucedida para todos.
 
Para Perrenoud, a pedagogia diferenciada é uma abordagem centrada no aprendiz e em seu percurso de aprendizagem. Implementar uma “educação sob medida”,  conforme esse autor, é  “um sonho de todos aqueles que acham absurdo ensinar a mesma coisa no mesmo momento, com os mesmos métodos, a alunos muito diferentes”.
 
De maneira mais concreta, a educadora inglesa Carol Ann Tomlinson afirma que a pedagogia diferenciada corresponde aos esforços do professor em responder às ­diversidades dos alunos na sala de aula. A partir do momento que um professor adapta ou modifica seu ensino para criar a melhor situação de aprendizagem possível, ele está no processo de diferenciação de sua pedagogia.
 
Como diferenciar? Primeiramente, é preciso vencer a tendência determinista de que aprendizagem e sucesso escolar são questões de talento e habilidade. Essa falsa crença vem sendo desafiada desde a década de 1970, por meio de resultados da pesquisa de Benjamin Bloom. Seu trabalho mostrou que um professor pode levar a maioria de seus alunos ao sucesso escolar se ajustar sua forma de ensinar e o ambiente de aprendizagem. Para Philippe Meirieu, toda criança é educável, e o autor aconselha: “Aquele que não acredita na educabilidade de seus alunos faria melhor se mudar de ofício”.
 
Do mesmo modo, é preciso ter consciência de que diferenciar é aceitar o fato de que não há receitas ou soluções mágicas, porém, existem elementos a serem considerados pelos profissionais da educação tratando-se de pedagogia diferenciada, tais como:
 
1) Conhecer o ambiente escolar
Quais recursos materiais estão disponíveis? Muitas vezes trabalhamos anos em uma mesma escola, mas não temos conhecimento de todos os recursos oferecidos por ela. Novas tecnologias de informação, uma coleção de livros empoeirados ou um jogo esquecido na prateleira poderão ser ideais para colocar em prática o processo de diferenciação.
Que recursos humanos estão disponíveis? O professor precisa ter conhecimento do apoio oferecido pela escola em que atua, como se ela dispõe de professores auxiliares para assessoria em sala de aula.
 
2) Conhecer os alunos 
Uma pedagogia diferenciada começa pelo conhecimento profundo dos alunos, tanto individualmente quanto em grupo. É importante criar ocasiões para conhecer as forças, as necessidades, os interesses, as preferências e as formas de aprendizagem de cada aluno.
 
3) Conhecer o currículo 
Sabendo que a pedagogia diferenciada se fundamenta no reconhecimento de que os alunos aprendem em ritmos diferentes e de formas variadas, pressupõe-se que as atividades e avaliações sejam diferenciadas para aqueles que necessitam de tal adaptação. Para realizar uma empreitada como essa, é imprescindível conhecer o currículo. Sabendo as competências e habilidades que deverão ser adquiridas ao longo do ano escolar, torna-se mais fácil diferenciar as atividades e avaliações.
 
4) Trabalhar em equipe
O trabalho em equipe dos profissionais da educação é elemento essencial para a ­concretização da diferenciação pedagógica nas escolas.
 
5) Planejar
A pedagogia diferenciada requer rigor, antecipação e organização. Isso inclui a previsão das atividades da aula e dos segmentos de cada atividade de modo a preparar instrumentos adequados de trabalho e na pesquisa de novas abordagens disciplinares como resposta às necessidades didáticas.
 
6) Oferecer diferentes formas 
de aprendizagem
Para Perrenoud, toda situação didática proposta ou imposta de maneira uniforme a todos os alunos será fatalmente inadequada para um grupo deles. Por essa razão, o fato de oferecer uma grande variedade de atividades permite ao professor atingir um número maior de alunos.
 
Enfim, nos resta saber como a pedagogia diferenciada se concretiza na prática. Para a inglesa Tomlinson, não existe uma fórmula única para a prática da pedagogia diferenciada, já que, segundo ela, diferenciar é simplesmente responder às necessidades dos alunos. Ou seja, o professor adapta e modifica o currículo, os métodos, os recursos, as atividades e as produções dos alunos, considerando as diferenças entre eles. A partir desses princípios, a autora aponta quatro aspectos que o professor pode diferenciar em sala de aula: conteúdo, processo, produção e ambiente de aprendizagem.
 
Os conteúdos representam o que os alunos devem aprender e compreender, sempre ­levando em consideração as características de cada um. Muitas vezes, é preciso adaptar os conteúdos com o intuito de deixá-los menos complexos e mais significativos para a aprendizagem de todos.
 
Já o processo é definido pelo conjunto e a diversidade de atividades que permitem ao aluno se apropriar dos conteúdos e compreendê-los em profundidade. As produções ­referem-se ao meio pelo qual os alunos podem demonstrar e reforçar sua aprendizagem.
 
Por fim, Tomlinson enfatiza a necessidade de criar um ambiente de aprendizagem onde o professor promove a aceitação dos outros, a cooperação e o apoio mútuo entre os alunos. A relação professor-aluno também deve ser levada em consideração, já que um professor afetivo e compreensivo age como mola propulsora do desenvolvimento intelectual de seus alunos. Além disso, o professor deve considerar o ambiente físico e promover mudanças no local para facilitar o processo de aprendizagem.
 
Evidentemente, diferenciar a pedagogia não é tarefa fácil, já que tal empreitada exige um conhecimento mais amplo das diferentes abordagens pedagógicas, de mais tempo de preparação e de flexibilidade por parte do professor, para que o mesmo seja capaz de compreender e administrar as diferenças dos seus alunos. Porém, “se o objetivo é dar a todos chances de aprender, quaisquer que sejam sua origem social e seus recursos culturais, então uma pedagogia diferenciada é uma pedagogia racional” e, por essa razão, deve ser uma prática utilizada em toda sala de aula. Afinal, “diferenciar é lutar para que as desigualdades diante da escola se atenuem e, simultaneamente, para que o nível de ensino se eleve”.
 


Daniela Jungle é psicóloga, psicopedagoga e mestre em Ciências da Educação pela Université de Sherbrooke (Canadá)




Publicado na edição 47, de novembro de 2013 

sábado, 25 de julho de 2015

Especialmente nas áreas da economia e do comportamento. DESCONTENTAMENTO Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião em 16/07/2015. Vivemos, sem dúvida, um período profundamente perturbador sob muitos aspectos considerados, especialmente nas áreas da economia e do comportamento.





DESCONTENTAMENTO

Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião em 16/07/2015.

Vivemos, sem dúvida, um período profundamente perturbador sob muitos aspectos considerados, especialmente nas áreas da economia e do comportamento. As dificuldades estão presentes nos países ricos como nos em desenvolvimento, nos quais as criaturas sentem o aturdimento da hora grave que experienciam. Nada obstante, são muitos os bens que se encontram à disposição da criatura humana, graças à evolução da ciência e da tecnologia. Enfermidades terríveis têm encontrado tratamentos adequados, que nem sempre são conseguidos por todos os pacientes, recursos de higiene e orientações para a saúde multiplicam-se, facilidade nas comunicações, na movimentação, ampliam-se a cada instante e mil outras bênçãos.


Apesar disso, defrontamos a multidão dos desalentados ou descontentes. Para esses indivíduos com problemas de comportamento psicológico, tudo está mal, não vale a pena viver, as pessoas são hipócritas e más, desfilando amarguras e pessimismo. Vivem com o semblante carrancudo, com o humor péssimo, quando não agressivos, insolentes e desagradáveis. Este é o século das glórias do pensamento e das misérias morais. Mas é natural, porque neste momento opera-se a grande transformação do planeta de Mundo de Provas e de Expiação para o Mundo de Regeneração. Se observarmos na História, constataremos períodos de grandeza seguidos pelos de decadência. Conquistas extraordinárias assinalam uma época, dando lugar a situações asselvajadas com guerras de genocídio e de ódio irracionais.

Cabe-nos, a todos nós, modificar a situação lamentável, mediante a nossa transformação moral para melhor, vivendo dentro de padrões de dignidade, de respeito à vida, à cidadania, a todos e a tudo. Viver com alegria e esperança, contribuindo em favor do bem geral, é a melhor opção deste momento. Não é necessário que nos tornemos célebres ou líderes, autoridades ou pessoas de destaque na comunidade, mas bastar-nos-á o cumprimento dos deveres que nos dizem respeito.

DIVALDO P. FRANCO

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pessoas mais abertas para a vida aceitam as suas limitações e as alheias com mais generosidade. E mais importante do que ser perfeito, é ser comunicativo, produtivo e feliz. Quem espera o momento ideal para viver a vida corre o risco de passar a vida inteira sem viver. Entre um projeto imaginário perfeito e um simples projeto realizado, fico com o segundo. MAIS GENEROSIDADE, MENOS PERFECCIONISMO.




POR SÍLVIA MARQUES

Bebês são ótimos aprendizes porque não têm medo de errar. Já tentou pintar um quadro só por brincadeira?
Costumo falar muito sobre a generosidade que devemos ofertar aos outros. Hoje, falo sobre a generosidade que precisamos oferecer a nós mesmos. Ser generoso com os outros ou consigo mesmo implica em se abrir para as pessoas. Mas o que significa se abrir? Ouvir sem preconceito, sem pré- julgamento, disposto a entender o ponto de vista alheio mesmo que não concorde com o mesmo. Se abrir significa mostrar seu ponto de vista sem agredir, sem tentar subjugar, sem tentar se impor ou manipular informações. Se abrir significa adentrar no universo das pessoas e buscar o que existe de melhor, jogando luz nos aspectos positivos e relevando os negativos.
Muitos acreditam que críticas rudes fazem parte do crescimento do outro. Não entendo o benefício deste tipo de atitude. A crítica para ter algum valor precisa ser assertiva, ter o objetivo de ajudar e não de esculhambar simplesmente. Quando olhamos para o outro e para nós mesmos sem buscar pequenas imperfeições, deslizes, temos a chance de nos surpreender e descobrir coisas incríveis.
Quando somos perfeccionistas demais e encontramos defeito em tudo e em todos, deixamos de usufruir o melhor da vida. Deixamos de apreciar um lindo texto poético pois uma vírgula fora do lugar nos incomodou. Deixamos de aproveitar uma boa conversa entre amigos porque falamos sem ouvir. Deixamos de conquistar a simpatia das pessoas porque gostamos de julgar, de agredir.
Deixamos de curtir uma festa porque não dançamos perfeitamente bem. Deixamos de nos divertir num dia ensolarado porque temos vergonha de colocar um biquíni com 2 quilinhos a mais. Deixamos de experimentar uma comida exótica por medo de não gostar e fazer uma careta feia. Deixamos de enviar o currículo para um processo seletivo por medo de receber um não. Deixamos de papear com um estrangeiro por receio de pronunciar as palavras da forma errada. Deixamos o amor passar pela nossa vida porque não aceitamos os defeitos do outro nem os nossos.
Se tivéssemos uma relação mais lúdica com a vida e com as pessoas, seria mais simples aprendermos coisas novas e vivermos experiências inusitadas. Você já pensou em quantas ricas oportunidades de aprendizado perdeu por medo de pagar mico? Já pensou em quantas vezes ficou sentado a noite inteira, morrendo de vontade de dançar? Em quantos amigos deixou de fazer por medo de puxar conversa? Em quantos cursos deixou de realizar por se sentir incapaz?
Pessoas mais abertas para a vida aceitam as suas limitações e as alheias com mais generosidade. E mais importante do que ser perfeito, é ser comunicativo, produtivo e feliz. Quem espera o momento ideal para viver a vida corre o risco de passar a vida inteira sem viver.

Envolvimento maior do pai na criação e cuidados gera filhos mais felizes e pais mais saudáveis, diz estudo. Filhos se tornam mais felizes e bem-educados quando seus pais participam mais ativamente e, desde cedo, da educação e das tarefas das crianças, defende um relatório recém-divulgado por uma organização ativista. Pai que participa de criação gera filhos mais inteligentes e felizes, diz estudo.



Os próprios pais que participam mais ativamente da educação dos filhos também são beneficiados, com melhoras observadas na saúde física e mental.
O relatório State of the World's Fathers ("O Estado dos Pais do Mundo", em tradução livre) foi o primeiro publicado pelos ativistas da MenCare e tem 288 páginas analisando quase 700 estudos de vários países onde este tipo de informação está disponível.
"Quando os homens assumem um papel de 'cuidador', pesquisas mostram que o envolvimento do pai afeta a criança da mesma forma que o envolvimento da mãe. O envolvimento dos pais foi ligado a um maior desenvolvimento cognitivo e melhor desempenho na escola, mais saúde mental para meninos e meninas e taxas menores de delinquência entre os filhos", afirmou o relatório.
De acordo com o documento, estudos em vários países mostraram também que a interação do pai é importante para o desenvolvimento da empatia e habilidades sociais de filhos e filhas.
A organização afirma que o relatório não pretende ser um antagonista da relação entre filhos e mães ou colocar as mães em segundo plano.
"(O relatório) Complementa a importante defesa (feita pelo relatório) 'Estado das Mães do Mundo', que é publicado pela Save the Children desde 1999, e do 'Estado das Crianças do Mundo', que é publicado pela Unicef desde 1996."

Pais mais saudáveis

O documento da MenCare também afirma que os pais que se envolvem mais na criação dos filhos são mais felizes e saudáveis.
"Homens que têm um envolvimento profundo com os filhos relatam que este relacionamento é uma das mais importantes fontes de bem-estar e felicidade", afirma o relatório.
"Estudos mostram que pais que relatam conexões próximas e não violentas com os filhos vivem mais, têm menos problemas de saúde mental ou física, são menos propensos ao abuso de drogas, mais produtivos no trabalho e relatam ser mais felizes do que os pais que não relatam esta conexão com os filhos."
O relatório também afirma que pais mais envolvidos permitem que mulheres e meninas consigam atingir seus potenciais completos, no presente e para as futuras gerações.
"Globalmente, as mulheres ganham, em média 24% menos do que os homens, em grande parte devido à carga maior no trabalho de cuidadoras. Ao dividir o (trabalho) de cuidadores e o trabalho doméstico, homens dão apoio à participação das mulheres na força de trabalho e à igualdade das mulheres em geral."
O documento também afirma que o maior envolvimento dos pais nessas tarefas influencia gerações futuras levando as filhas a escolherem mais carreiras consideradas masculinas e que pagam melhores salários e os filhos a encararem com mais naturalidade trabalhos domésticos.

Mais envolvimento

O relatório afirma que o envolvimento dos homens nos cuidados com a família está aumentando em algumas partes do mundo, mas não é igual ao das mulheres em nenhum dos países.
"Mulheres agora são mais cerca de 40% da força de trabalho formal do mundo, mas elas também continuam fazendo entre duas a dez vezes mais trabalhos com os filhos e trabalhos domésticos do que os homens."
"Um estudo de tendências na participação dos homens (nessas tarefas) realizado entre 1965 e 2003 em 20 países descobriu um aumento de, em média, seis horas por semana na contribuição de homens casados e empregados no cuidado com as crianças e tarefas domésticas."
De acordo com o documento da MenCare, dados compilados no Brasil, por exemplo, mostraram que o tempo que as mulheres passam em trabalhos não pagos (cuidados com a família) e trabalhos domésticos caiu um pouco entre 2001 e 2011, de 24 horas para 22 horas por semana."
Mas, o relatório lembra que, neste mesmo período, o tempo que os homens passaram fazendo trabalhos domésticos ou cuidado da família aumentou "apenas oito minutos, de dez horas por semana para dez horas e oito minutos."

sábado, 11 de julho de 2015

As energias são chaves para alcançar o êxito e superar cada um dos obstáculos que nos são apresentados no caminho. Todos podem renovar todos os dias essas energias e aproveita-las ao máximo para deixar vir a tona nossas qualidades “Todos nós temos uma carga de energia, a qual devemos aprender a utilizar corretamente e não desperdiçar.” As energias nos permitem trabalhar com motivação, nos dão pensamentos positivos para enfrentar as situações do dia a dia e permitem aproveitar ao máximo todas as oportunidades que nos são apresentadas. Somente nós temos o poder de dominar nossas energias e ter acesso a elas para usá-las em nossos dias..10 ladrões de sua energia segundo Dalai Lama.



“Todos nós temos uma carga de energia, a qual devemos aprender a utilizar corretamente e não desperdiçar.” As energias nos permitem trabalhar com motivação, nos dão pensamentos positivos para enfrentar as situações do dia a dia e permitem aproveitar ao máximo todas as oportunidades que nos são apresentadas. Somente nós temos o poder de dominar nossas energias e ter acesso a elas para usá-las em nossos dias. No entanto, existem alguns agentes externos e internos que podem chegar a interferir em nossos níveis de energia provocando uma redução em nossa motivação, nosso humor e nossa produtividade.
As energias são chaves para alcançar o êxito e superar cada um dos obstáculos que nos são apresentados no caminho. Todos podem renovar todos os dias essas energias e aproveita-las ao máximo para deixar vir a tona nossas qualidades, nossos talentos e tudo o que nos permite descartar como pessoas. Levando em consideração que cada individuo está dotado de energia, e que isto é a chave para seu desenvolvimento pessoal e profissional, o grande líder espiritual Dalai Lama definiu os “10 ladrões da energia” que todos devem conhecer para conseguir o domínio das energias e evitar que hajam interferências que nos impeçam de aproveita-las.

1- Fique longe das pessoas tóxicas que consomem sua energia

Deixe ir as pessoas que somente chegam para compartilhar queixas, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamentos sobre os demais. Se alguém busca uma lixeira para deixar seu lixo, não deixe que seja a sua mente.
Todos nós temos a capacidade de distinguir quais são as pessoas que trazem coisas positivas para nossa vida e quais são aquelas que querem nos deter e impedir nossa vida.

2- Pague suas contas a tempo

Não há nada melhor para nossa tranquilidade do que saber que não devemos nada a ninguém e que ninguém nos deve.
“Pague suas contas a tempo. Ao mesmo tempo cobre a quem te deve ou escolha deixa-lo ir, se já for impossível cobrar”.
Ser responsável com as dívidas nos ajuda a ficar tranquilos ante as demais pessoas e com nós mesmos. É melhor fazer tudo o que for possível para se libertar das dívidas e não ter que se esconder ou ficar com vergonha por não tê-las pagado.

3- Cumpra suas promessas

“Se você não cumpriu uma promessa pergunte-se por quê? Você sempre tem direito a mudar de opinião, a se desculpar, a compensar, a renegociar e a oferecer uma alternativa ante uma promessa não cumprida. A forma mais fácil de evitar o “não cumprir” é dizer NÃO desde o princípio”.
As promessas, por menores que sejam, podem ter um valor muito significativo para as pessoas as quais as fizemos. Cumprir nossas promessas nos faz pessoas melhores tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional.

4- Delegue aquilo que não quer fazer

“Elimine o que for possível e delegue aquelas tarefas que prefere não fazer. Procure dedicar seu tempo às coisas que gosta”.
Não se trata de escapar de nossas responsabilidades, mas sim de ter consciência de que em certos casos o melhor é passar o trabalho para alguém que pode fazê-lo melhor ou que pode tomar seu lugar quando você não se sente nas melhores condições para realizá-lo. Isto nos lembra de que é importante realizar as coisas que são verdadeiramente significativas em nossas vidas.

5- Descansa e aja

“Permita-se descansar se estiver em um momento no qual necessita e autorize-se a agir se estiver em um momento de oportunidade”.
Tanto a natureza como nossa vida possuem diferentes ritmos  e cada um de nós deve saber como agir frente a isso. Muitas vezes não parar quando necessitamos pode ser um grande erro.
6- Coloque, recolha e organize
“Nada toma mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que você já não precisa. Organize-se”.
Desde as coisas físicas até as espirituais, é muito importante deixar aquilo de que não precisamos mais para trás. Devemos seguir com aquelas coisas que nos permitem viver bem o presente e buscar nossos sonhos.

7- Cuide de sua saúde

“Dê prioridade a sua saúde. Se seu corpo não funcionar bem não adianta. Tire alguns momentos para descansar”.
De nada nos serve ter o melhor trabalho, muito dinheiro e os melhores bens se não gozamos de boa saúde e não cuidamos de nosso corpo. Para desfrutar da vida com as melhores energias, devemos dedicar um merecido tempo a nosso corpo para desintoxicá-lo, meditar, nos alimentar bem, fazer exercícios, consultar um médico e fazer todo o necessário para estar bem de saúde.

8- Enfrente as situações difíceis

“Enfrente as situações tóxicas que está postergando. Tome a ação necessária”.
Enfrentar as situações é a maneira mais saudável de assumir as coisas e não deixar que se convertam em algo pior. É importante analisar e decidir a tempo  já que evitar decisões pode gerar estresse, dificuldade para se focar e problemas mais difíceis de solucionar.

9- Aceite

“Aceitar não é resignar-se, mas nada te faz perder mais energia que resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar”.
Ainda que muitos acreditem que nada é impossível e que a esperança é a última que morre, em certos casos a vida nos põe ante situações nas quais devemos aceitar que não podemos mudar as coisas e que a única forma será aceitar. Aceitar não quer dizer que devamos parar de lutar, quando aceitamos que não podemos mudar algo, também temos a possibilidade de mudar o plano e buscar novas oportunidades.

10- Perdoe

“Perdoe, deixe para trás a situação que esteja causando dor. Você sempre pode escolher deixar a dor ir embora”.
Uma das maiores fontes de energia é o Amor e estar conectado a Deus para aprender a perdoar. É verdade que muitas vezes a vida nos põe ante situações que nos enchem de ira, de dor, de rancor e de medos que dificilmente podemos superar. No entanto, quando decidimos não alimentar estes sentimentos e começar a perdoar, tudo em nossa vida melhora, e com o tempo nos damos conta que tomamos uma boa decisão. O ódio, o rancor e a ira são sentimentos que não nos trazem nada de bom e nos podem levar a tomar más decisões.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ainda era adolescente quando sublinhei as frases que mais me marcaram e foram inúmeras as anotações no rodapé e nas laterais. O Pequeno Príncipe Saint-Exupéry. O elevado só pode ser visto no simples, no puro, na singeleza daquele que olha o mundo com olhos desprovidos de blindagens e arestas.Dez verdades eternas que aprendi com “O Pequeno Príncipe”

Por Nara Rúbia Ribeiro

  Quando menina, eu não tinha muitos livros. Na verdade, até os seis anos de idade não tinha nenhum. Foi aí que alguém presenteou a nossa família um exemplar de: O Pequeno Príncipe.

Assim se deu a minha estreia no mundo sem precedentes da literatura, e do principezinho… Passava horas olhando as letras e namorando as aquarelas do Saint-Exupéry. Minha mãe leu a história para mim e para o meu irmão por diversas vezes. Até que um dia ela emprestou o livro e nunca mais o vimos.

Então, não foi por acaso que, logo que comecei a trabalhar tratei de comprar outro exemplar. Ainda era adolescente quando sublinhei as frases que mais me marcaram e foram inúmeras as anotações no rodapé e nas laterais.

Eu cresci. Envelheci. Mas como tenho alma de poeta, ouso asseverar que a única sabedoria verdadeira é aquela com as cores da infância. O elevado só pode ser visto no simples, no puro, na singeleza daquele que olha o mundo com olhos desprovidos de blindagens e arestas.

Nesse exercício de regressar infâncias, eis as verdades que aprendi:

1 – “Os baobás, antes de crescer, são pequenos.”

Nunca deixar para amanhã a minha faxina interior.

2 – “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”

Preciso ter paciência com as minhas próprias limitações até as minhas asas ficarem prontas.

3 – “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – replicou o rei. A autoridade baseia-se na razão.”

É desumano exigir do outro a entrega de algo que não lhe pertence. Não posso administrar a posse do outro, muito menos poderia administrar as suas lacunas. Assim, que eu cuide, então, das minha carências!

4 – “Tu julgarás a ti mesmo – respondeu-lhe o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”

Pensar na vida alheia, nas qualidades alheias é uma distração medíocre. Mais vale o autoconhecimento do que ter decorado a biografia de centenas de outros.

5 – “As estrelas são todas iluminadas… Será que elas brilham para que cada um possa um dia encontrar a sua?”

O universo colabora, dando-nos a luz de indizíveis estrelas. Resta-nos treinar a própria visão para que as saibamos enxergar.

6 – “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás, para mim, único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”

As pessoas se permitem cativar por vontade. Talvez inconscientemente, mas por vontade própria. Quando existe um laço assim, de encantamento construído, nenhum silêncio e nenhuma distância lhe pode vencer.

7 – “A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.”

O homem, na pressa cotidiana, habituou-se à superfície das coisas, dos relacionamentos. Habituou-se à superfície de si. Por isso estamos tão distantes da verdadeira saúde mental. É essa pressa que faz adoecer os homens.

8 – “O essencial é invisível aos olhos.”

Tudo o que vemos é provisório, parcial. Distorcida é a realidade que nos cerca. Aquilo que de fato é ressoa no abstrato, tem vigas invisíveis na alma e não cabe na palma de nenhuma mão.

9 – “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.”

A importância do outro não reside no outro. Reside em nossa aptidão interior de dispensar a ele o melhor de nós mesmos. É o nosso coração que faz com que o outro se torne tão especial.

10 – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Talvez a frase mais famosa do livro. É uma assertiva que dispensa explicação. Toda e qualquer fala seria inútil. Se quiseres compreender, exercita-te. Cativa! E cativa-te primeiro a ti. Só assim dimensionarás a responsabilidade de tudo aquilo que é eterno.

sábado, 20 de junho de 2015

Melhor escolha: você escolhe para onde ir e o que fazer “A PORTA DO LADO”, uma lição que faz toda a diferança. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.



Em entrevista dada por um famoso médico nacional, ele teria dito que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça… Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.”
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia… Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída… Experimente!

5 feridas emocionais da infância que podem persistir na idade adulta: As boas e más experiências infantis afetam sim nossa qualidade de vida quando adultos. Influenciam também, depois, em como trataremos nossos filhos tanto do ponto de vista do afeto quanto do enfrentamento de adversidades. Agiremos reproduzindo os comportamentos que conhecemos ou seremos diferentes?



Embora não seja regra absoluta, não podemos negar que nossa infância e primeiras experiências afetivas podem influenciar na maneira como lidamos com os relacionamos posteriores e na leitura que temos das coisas que acontecem ao nosso redor.
As boas e más experiências infantis afetam sim nossa qualidade de vida quando adultos. Influenciam também, depois, em como trataremos nossos filhos tanto do ponto de vista do afeto quanto do enfrentamento de adversidades. Agiremos reproduzindo os comportamentos que conhecemos ou seremos diferentes?
Abaixo, estão descritas 5 feridas emocionais segundo a especialista em comportamento canadense Lisa Bourbeau. Para a autora, são elas algumas das mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que as pessoas podem carregar ao longo da vida adulta posterior.

1- O medo do abandono

Um dos medos frequentes nas crianças é o medo da ausência de seus pais, o medo do abandono. A criança, nos primórdios de sua vida, ainda não consegue separar fantasia de realidade, e, por também não conseguir quantificar o tempo, entente que as ausências podem ser sinônimos do abandono absoluto.
Se a aprendizagem dessa separação necessária já é complexa em ambientes onde os pais lidam com o fato com tranquilidade, no caso de pessoas que tiveram experiências de negligência na infância, as marcas deixadas podem acarretar um medo de solidão e rejeição contínuos todas as vezes em que a pessoa não tiver perto de si (fisicamente) a pessoa amada.
A ferida causada pelo abandono não é fácil de curar. A pessoa saberá que está curada quando os momentos de solidão não forem vistos como desamor e rejeição, e, dentro de si, existirem diálogos positivos e esperançosos.

2- O medo da rejeição

É uma ferida profunda que é formada quando, durante o desenvolvimento, a criança não se sentiu suficientemente amada e acolhida pelas figuras de referência que estavam ao seu redor assim como, posteriormente, pode ser afetada também por rejeições em ambiente escolar.
Como a pessoa, no começo, forma sua identidade a partir da maneira como é tratada, se ela for desvalorizada e depreciada constantemente, pode internalizar em si uma autoimagem de que não é merecedora de afeto e de que não possui atributos suficientes para ser aceita em sociedade.
O rejeitado passa, então, a rejeita-se, e, na idade adulta, muitas vezes, mesmo frente ao sucesso e obtento bons resultados, essa pessoa pode apresentar grande fragilidade frente a qualquer crítica que exponha seus medos internos de insucesso.

3- A humilhação

Esta ferida é gerada no momento em que sentimos que os outros nos desaprovam e criticam. Podemos criar esses problemas em nossos filhos dizendo-lhes que eles são estúpidos, maus ou mesmo exagerando em comparações; isso destrói a criança e sua autoestima.
Uma pessoa criada em um ambiente assim pode desenvolver uma personalidade exageradamente dependente. Outra possibilidade é o desenvolvimento da “tirania” também em si, um mecanismo de defesa em que a pessoa passa a humilhar aos outros para se sertir mais valorizada.

4- Traição ou medo de confiar

Uma criança que se sentiu repetidamente traída por um de seus pais, principalmente quando o mesmo não cumpria as suas promessas, pode nutrir uma desconfiança que, mais tarde,  pode ser transformada em inveja e outros sentimentos negativos. Quem não recebe o que foi prometido pode não se sentir digno de ter os que os outros têm.
Pessoas que passaram por isso desenvolvem uma tendência maior a tentar controlar tudo e todos ao redor em uma tentativa de trazer para si  o comando de variáveis que, antigamente, faziam com que se sentissem preteridas e injustiçadas. Quando perdem o controle ficam nervosas e sentem-se perdidas.

5- Injustiça

A ferida da injustiça surge a partir de um ambiente no qual os cuidadores primários são frios e autoritários. Na infância, quando existe uma demanda além da capacidade real da criança, ela pode ter sentimentos de impotência e inutilidade que  depois pode carregar ao longo dos anos.
Em ambientes assim, a criança pode desenvolver um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo como tentativa de minimizar os erros e as cobranças. Soma-se a isso a incapacidade de tomar decisões com confiança.
Nota da CONTI outra:
Como dito no começo, existem feridas da infância que aumentam a probalidade de sequelas emocionais na vida adulta. Entretanto, nada é regra e existem pessoas que desenvolvem mecanismos adaptativos e superam essas questões. Outras, entretanto, não se saem tão bem. Se você for uma delas, procure ajuda de um profissional da saúde mental. Nunca é tarde para rever questões mal resolvidas. O passado não muda, mas o futuro ainda é um livro em branco.
Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti.

sábado, 13 de junho de 2015

Nova Delhi (Índia) os pássaros têm o direito a “viver com dignidade”, voar para onde quiserem sem terem que ficar presos em uma gaiola, e de exercerem “direitos fundamentais” como o de serem protegidos da crueldade. Justiça proibe pássaros criados em gaiolas na Índia. Esta não é a primeira vez que a Índia age no sentido de reconhecer os animais como seres sencientes com direitos fundamentais. Juiz Manmohan Singh.





Uma alta corte em Nova Delhi (Índia) está entrando para a história ao reconhecer que os pássaros têm o direito a “viver com dignidade”, voar para onde quiserem sem terem que ficar presos em uma gaiola, e de exercerem “direitos fundamentais” como o de serem protegidos da crueldade. As informações são do Ecorazzi.


“Tenho claro em minha mente que todos os pássaros têm os direitos fundamentais de voar nos céus e que os seres humanos não têm o direito de mantê-los presos em gaiolas para satisfazer os seus propósitos egoístas ou o que quer que seja”, declarou o Juiz Manmohan Singh.

A decisão foi tomada em relação a um caso no qual diversos pássaros foram resgatados de um homem chamado Md Mohazzim, que afirmava ser tutor dos animais mas a ONG People for Animals indicou que ele mantinha-os em pequenas gaiolas e vendia-os para obter lucro. Após as aves terem sido capturadas, o tribunal de primeira instância devolveu os pássaros para Mohazzim, levando a ONG a apelar da decisão em uma instância superior.

O outro tribunal emitiu a decisão, comentando que “esta corte tem a opinião de que realizar o comércio de pássaros é uma violação aos seus direitos. Eles merecem compaixão. Ninguém está se importando se eles foram vítimas de crueldade ou não, apesar de uma lei que diz que as aves têm o direito fundamental de voar e não podem ser engaiolados, e terão de ser soltos no céu. Pássaros têm direitos fundamentais que incluem o direito de viver com dignidade e não podem ser submetidos à crueldade por ninguém, incluindo a reivindicação feita pelo respondente (Mohazzim)”.

As autoridades de Nova Delhi, bem como Mohazzim, foram notificados sobre a decisão do tribunal e a sua resposta é solicitada até dia 28 de maio.

Esta não é a primeira vez que a Índia age no sentido de reconhecer os animais como seres sencientes com direitos fundamentais. O tribunal superior do país baniu os shows com golfinhos cativos em 2013, argumentando que eles têm um alto nível de inteligência que possibilita considerá-los “pessoas não humanas”. A produção de cosméticos testados em animais, o sacrifício de animais em rituais religiosos, o foie gras e as rinhas de cães também são proibidos no país, a fim de proteger os direitos básicos dos animais.
(Fonte: Anda)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

ÁLCOOL: PENSEMOS. Por favor, meus amigos, leiamos, reflitamos e compartilhemos. De acordo com pesquisa séria do CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, órgão da Universidade Federal de São Paulo (http://www.cebrid.epm.br/index.php), o consumo de álcool está associado a:



ÁLCOOL: PENSEMOS.
Por favor, meus amigos, leiamos, reflitamos e compartilhemos.

De acordo com pesquisa séria do CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, órgão da Universidade Federal de São Paulo (http://www.cebrid.epm.br/index.php), o consumo de álcool está associado a:

50% dos casos de homicídio;
50% das internações psiquiátricas;
25% dos casos de suicídio;
20% das internações em UTIs.

Dado positivo: 48% dos brasileiros já não consomem bebida alcoólica.

Afora o conhecimento vanguardista trazido pela ciência espírita, largamente sedimentado em bibliografia confiável (Obras Básicas, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis...), a ciência humana já aponta para a necessidade urgente de revermos nossas posturas em relação ao consumo de álcool.

É inegável, em se tendo uma visão racional e científica, que não há níveis seguros para consumo de bebidas alcoólicas. A evidência estatística demonstra a falta de autocontrole, a imperatividade da dependência e a potencialização das fragilidades humanas pelo consumo do álcool (ainda poderíamos associar as práticas sexuais enfermas, acidentes de trânsito, mortalidade juvenil, violência...).

Certamente, muitos dos homicidas, suicidas, pacientes psiquiátricos e de UTIs iniciaram com o consumo "normal", "beber socialmente", até que o álcool foi se entranhado na rotina, no organismo, nas fragilidades. Ninguém pretende atingir uma dessas condições difíceis quando ingere um copo de cerveja ou uma taça de vinho, mas o fato é que não podemos garantir que não iremos integrar essas estatísticas ou influenciar nossos familiares e amigos a fazê-lo... quem conhece a si e ao outro em profundidade? Que preço estamos dispostos a pagar na nossa vida e na vida de nossos afetos?

E o interessante é que a METADE dos brasileiros que já não ingere bebidas alcoólicas parece acanhada e até constrangida em dizer: eu não bebo, obrigado. Em seguida vem o estranhamento: Por quê? Você tá tomando antibiótico? Sua religião não permite? Tá dirigindo? Bebeu demais ontem?

Alguns já tem a lucidez, a tranquilidade e a coragem de responder: eu não bebo porque não faz bem à saúde... saúde física, mental, espiritual, familiar e social; eu não bebo para ser um educador com autoridade calcada no exemplo, pois desconheço as fragilidades/desafios que meu filho ou educando pode apresentar, necessitando da minha referência e auxílio; eu não bebo porque reconheço humildemente que tenho fragilidades físicas, espirituais, familiares, de caráter, etc., e tenho receio de que o álcool as intensifique.

A resistência em aceitarmos os dados e nos esforçarmos em eliminarmos o consumo de álcool da nossa realidade e da realidade dos nossos jovens e crianças reside, quase sempre, em nossa dificuldade de reformamos os próprios hábitos.

Pois bem, aceitemo-nos como somos, mas não nos conformemos diante de tudo quanto podemos ser! Progridamos sem culpa, mas com responsabilidade e consciência!

Reconhecido o desafio, reconhecida a meta, que venha o esforço de cada um em transformar-se e transformar nossos círculos de convivência.

Abreijos a todos e recebam as minhas palavras com o carinho de um irmão que os quer muito bem.

PS: Podem brigar comigo, se quiserem (hehehe), mas os dados não são meus e como bem nos ensina a operação do Direito: contra fatos, não há argumentos.
Gabriel Salum

domingo, 24 de maio de 2015

O leite só ferve quando você sai de perto. Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar…


Por Fabíola Simões
Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando “Ó o lêeeeeite!!!”.
Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.
No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto. Literalmente esquecia. Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.
É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: “Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo…” e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo “Seja tudo pelo amor de Deus…” e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.
Até hoje não entendo o porquê desta técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria. Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:
O leite só ferve quando você sai de perto.
Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver ( e transbordar) se você esquecer DE FATO.
A vida gosta de surpresas e obedece à “lei do leite que transborda”: Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.
Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.
Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, whatsApp, e por aí vai. O celular sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve…
Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer linda e casual, capricha no perfume… e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e vegetal no cantinho do sorriso.
Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.
A vida _como o leite_ não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r…
E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar…

sábado, 16 de maio de 2015

Quem te irrita, te domina Por que as pessoas que nos irritam têm tanto poder sobre nós?De uma forma mais simples: quem te irrita, te domina. Como trabalhar isto?

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Alex Born


Você tem aquelas pessoas que mais lhe tiram do sério, seja um amigo, mãe, tio, namorado (a)? Quem quer que seja, sempre temos alguém que sabe apertar a ferida e nos fazer sair do sério. Porém, você já percebeu que normalmente essas são as pessoas que mais conseguem que façamos coisas que não queremos?

Em outras palavras, essas pessoas têm grande influência sobre as nossas decisões. Mas por que isso acontece?

A explicação é simples, mas o funcionamento nem tanto. Quando alguém sabe como provocar você, falar verdades ou até mentiras que lhe tirem do sério, essa pessoa está tirando sua concentração e fluxo sanguíneo da parte racional e levando quase toda a sua energia para a parte emocional. O que quer dizer que você fica mais reativo e suscetível aos seus impulsos, o que significa ter menos controle.

Se você não está completamente no comando das suas decisões, fica mais fácil para a pessoa do outro lado conseguir indicar ou provocar-lhe as atitudes mais adequadas a ela. Ou seja, você virou quase que uma marionete.

De uma forma mais simples: quem te irrita, te domina.

A questão é se preparar melhor para conversar com essas pessoas, procurar pontos que elas podem explorar e como lidar com elas. Evitar embates duros para que a outra pessoa não o veja como adversário na discussão, mas como alguém que está procurando uma solução em conjunto, assim ela poderá utilizar menos artifícios que lhe tirem da sua base emocional.

Não tenha medo e principalmente vergonha de pedir licença para ir ao banheiro ou pegar uma água, pois esse tempo estratégico para respirar pode ser fundamental para evitar decisões das quais você vai se arrepender.

Por fim, tenha sempre em mente o seguinte: “no momento que você perde o seu controle com alguém, essa pessoa aumenta consideravelmente as chances de poder lhe manipular.”


sexta-feira, 1 de maio de 2015

De acordo com o "Relatório mundial sobre álcool e saúde de 2014", 5,9% das mortes no mundo são atribuídas ao álcool. Álcool: A droga liberada que mata 1 pessoa a cada 10 segundos no mundo. O álcool mata cerca de 3,3 milhões de pessoas no mundo a cada ano, ou cerca de uma pessoa a cada 10 segundos, de acordo com um comunicado da OMS. Essa taxa é maior do que as mortes causadas pela AIDS, a tuberculose e a violência combinados.



O álcool mata cerca de 3,3 milhões de pessoas no mundo a cada ano, ou cerca de uma pessoa a cada 10 segundos, de acordo com um comunicado da OMS.

Essa taxa é maior do que as mortes causadas pela AIDS, a tuberculose e a violência combinados.

De acordo com o "Relatório mundial sobre álcool e saúde de 2014", 5,9% das mortes no mundo são atribuídas ao álcool. O que é ainda mais assustador é que 7,6% de todas as mortes envolvem homens. Essa é uma quantidade enorme, considerando que essa é uma droga legal e comercializada com muita facilidade.

É preciso mudar esse quadro: como o relatório afirma, o abuso de álcool é uma pandemia global e os governos precisam tomar medidas para proteger seus cidadãos. As melhores soluções pensadas são o aumento dos impostos, aumento da idade legal para beber e melhorar a regulamentação do comércio de bebidas alcoólicas. A OMS também chama a atenção dos governos para realizarem campanhas nacionais de sensibilização e prestação de serviços no tratamento para alcoólatras.

"Algo a mais precisa ser feito para proteger a população contra as consequências negativas que o álcool tem para a saúde", diz o Dr. Oleg Chestnov, diretor-geral adjunto de doenças não transmissíveis e saúde mental. "O relatório mostra claramente que não há espaço para complacência quando se trata de reduzir o uso nocivo do álcool".

A maioria das mortes por álcool provém de doenças cardiovasculares e diabetes, mas também há a cirrose e a fragilidade do sistema imunológico. A outra porcentagem de 17,1% de todas as mortes relacionadas ao álcool envolvem acidentes de trânsito ou ainda à violência induzida pela bebida.

Regionalmente falando, a OMS aponta que, com o aumento da riqueza global, as nações como Índia e China estão tendo as maiores taxas de consumo de bebida alcóolica, possuindo cada vez mais vítimas dessa droga. Entretanto, a Europa Oriental e a Rússia, batem recordes no exagero. Homens na Rússia chegam a beber em média 32 litros de álcool puro por ano, quase o dobro da média de um consumidor em todo o resto do mundo.

Avaliando esses dados, o preconceito com outras drogas chega a ser antiquado e ínfimo. Incapacidade de reduzir o uso, consequências alarmantes para o indivíduo que consome e para toda uma sociedade são apenas alguns dos argumentos usados para drogas que, em grande parte dos países, são consideradas ilegais.

No entanto, o álcool, mesmo com todos esses índices, é legal, e os governos federais e estaduais dedicam uma atenção exagerada para prevenir as pessoas desse uso de outras drogas. Se os países estão tão empenhados em combater o abuso de substâncias, então o álcool seria um alvo óbvio.

Já houve tentativas, mas não tiveram muito sucesso. É preciso uma campanha com mais ênfase e uma reeducação das pessoas com relação ao consumo de bebidas alcóolicas e colocar um maior controle sobre isso, afinal, elas também são drogas, que mudam a vida de um indivíduo e afeta a vida de toda a sociedade.