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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Devemos estar voltados para nosso interior, mas sem subestimar nosso exterior. Se aquietarmos nossos pensamentos o bastante para entrarmos em contato com nossas características inatas, entenderemos com mais clareza as "qualidades distintivas" ou os "traços dominantes" dos seres e das coisas: .Os espíritos não ficam se lastimando quando as pessoas não são como eles gostariam que fossem. Simplesmente, distinguem o que está fora de sua possibilidades, o que é qualidade, o que podem ou não podem mudar e, quando preciso, declaram com firmeza: "é assim, assim seja." Isso é tudo, pronto..La Fontaine e o comportamento Humano


Os espíritos não ficam se lastimando quando as pessoas não são como eles gostariam que fossem. Simplesmente, distinguem o que está fora de sua possibilidades, o que é qualidade, o que podem ou não podem mudar e, quando preciso, declaram com firmeza: "é assim, assim seja." Isso é tudo, pronto. - Hammed


A GATA METAMORFOSEADA EM MULHER

Uma gata mimosa, bela e delicada, era, para seu dono, a coisa mais amada que havia neste mundo.

E o homem, desvairado e inconseqüente, amava perdidamente essa gata além dos limites do que é normal. Um dia ergueu os braços ao céu e, em prece, implorando aos deuses auxílio, fez promessas, orações e magias. Tanto fez até que conseguiu dos deuses que aquele felino se transformasse em mulher: uma dama lindíssima, uma bela mulher, como convinha a todo homem.

Cego de amor, casou-se com ela. Homem apaixonado, marido carinhoso, ele a adulava, embevecido pela beleza daquela, cuja origem felina ele havia esquecido completamente. Para o homem, ela era uma mulher igual a todas as outras.

Numa noite, porém, alguns camundongos entraram no quarto conjugal. A mulher sentiu a presença deles e, seguindo seus instintos de gata, começou a caçá-los. Arqueada e ofegante, ela se atirou sobre os ratos, que escapam por um triz.
Ela não conseguiu da primeira vez, mas, na noite seguinte, com os sentidos mais aguçados pela experiência da véspera, assim que os camundongos apareceram, saltou do leito e, em posição felina, arremessou-se sobre eles e os apanhou.

Depois de conservar por muito tempo um licor, o vaso continua a guardar seu odor. Não perde o pano a antiga dobra, por mais que se tente esticá-lo: passado um tempo, ele a recobra.

O natural não sofre abalo quando escondido. Só descansa. Subitamente, entra na dança, e não há como refreá-lo, nem a bastão, espada ou lança. Fecha-se a porta com tramela, e ei-lo que sai pela janela.

FOI O QUE FOI, É O QUE É, SERÁ O QUE SERÁ
Em última análise, é a vocação que induz uma pessoa a escolher seu próprio caminho e elevar-se acima da identificação com as massas inconscientes, sem se deixar levar pelas influências psíquicas destas.
A vocação, na criatura humana, emerge como uma sutil nuvem de neblina envolvendo todo o espírito, ou melhor, vem à tona mental trazendo uma idéia potencial ou sentimento inato, que significa, num sentido original, "ouvir uma voz que nos é dirigida". Ela é uma manifestação inerente e comum a todos, não sendo decerto prerrogativa somente de grandes personalidades ou celebridades.

Um exemplo que elucida com mais clareza a vocação como um projeto íntimo encontra-se na expressão qüididade. Numa interpretação mais livre, essa expressão quer dizer "é assim mesmo", "as coisas são como são", mas sem a conotação de estagnação, conformismo ou passividade, e sim como afirmação da realidade essencial e natural das coisas.
Ao indagarmos sobre o que é algo, seria o mesmo que perguntar, em latim escolástico, pela quiddita, termo do qual provém a palavra qüididade.
Qüididade, segundo as tradições filosóficas, é aquilo que faz com que "a coisa seja o que ela é". Na herança cultural grega, qüididade se traduz pela expressão; "tó ti en einai" - frase largamente usada por Aristóteles em seus escritos e manúscritos metafísicos quando se referia a "ousia", conceito aristotélico de "substância essencial".

Quando um indivíduo não se conforma com o modo de ser de uma pessoa ou de uma situação qualquer, ele pode recorrer também a esse termo (qüididade) para dizer "o que é", "é natural que seja assim".

Semelhantes ao dono da gata, existem muitos homens que querem mudar a qualquer preço a natureza das coisas. Esquecem-se de que cada ser dá o que possui, vive da maneira que quer, compreende a vida do jeito que a percebe.

Ao tratar de vocações, tendências e disposições inatas, todos temos características e necessidades próprias de "ser como somos" e de "estar onde e com quem quisermos", seja na vida pessoal, seja na social.

Vocações são padrões inerentes ou naturais não aprendidos, de conduta e desempenho adquiridos na vastidão dos tempos. Nosso progresso na Terra, desde antropóides nus até especialistas vestidos, deu aos seres humanos um conjunto específico de ferramentas emocionais e/ou intelectuais, úteis e produtivas, para que todos possamos nos complementar e trabalhar unidos na comunidade planetária.
Cada criatura deve auscultar a verdade que está em seu âmago, pois é aí que habita a fonte sapiencial que nos leva a viver em paz com a nossa natureza e, igualmente, com a dos outros.

Há vários modos de percebermos a vida em nós. São inúmeras as vezes em que olhamos para fora, e raras as que voltamos os olhos para dentro. Devemos estar voltados para nosso interior, mas sem subestimar nosso exterior. Se aquietarmos nossos pensamentos o bastante para entrarmos em contato com nossas características inatas, entenderemos com mais clareza as "qualidades distintivas" ou os "traços dominantes" dos seres e das coisas:

"Depois de conservar por muito tempo um licor, o vaso continua a guardar seu odor. Não perde o pano a antiga dobra, por mais que se tente esticá-lo: passado um tempo, ele a recobra. O natural não sofre abalo quando escondido. Só descansa. Subitamente, entra na dança, e não há como refreá-lo, nem a bastão, espada ou lança. Fecha-se a porta com tramela, e ei-lo que sai pela janela".

As orações dos grandes sábios afirmam no final: "que assim seja!", ou mesmo, "assim é!". Não existe diferença entre essas duas frases .

Os emissários celestes não ficam pensando como as coisas poderiam ou deveriam ser. Eles têm o conhecimento de que para certas coisas somos impotentes, e tomam para si esta verdade.

Sabem que podemos lapidar o diamante, não mudar sua propriedade íntima; que somos capazes de entalhar a madeira, não transformar sua natureza orgânica; estão convencidos de que podemos esculpir o mármore, não reformar sua estrutura interna. Aliás, aprimorar ou aperfeiçoar é diferente de alterar ou descaracterizar a essência de algo ou de alguém.



Os espíritos sábios não ficam se lastimando quando as pessoas não são como eles gostariam que fossem. Simplesmente, distinguem o que está fora de suas possibilidades, o que é qüiditativo, o que podem ou não podem mudar e, quando preciso, declaram com firmeza: "é assim, assim seja". Isso é tudo, pronto.

Conhecendo as leis naturais ou divinas que regem a vida como um todo, acompanham o fluxo de suas transformações, deixam-se levar de forma intuitiva por meio do curso dos fatos e acontecimentos, sem jamais compelir tentando modificá-los caprichosamente.
Não é correto dizer "que as faculdades instintivas diminuem à medida que crescem as faculdades intelectuais". "( ... ) o instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre e, algumas vezes, com mais segurança que a razão. Ele não se transvia nunca'. (Questão 75 de O Livro dos Espíritos).

Por analogia, as expressões instinto, essência inata, tendência qüididativa, natureza fundamental, são termos que se correspondem perfeitamente.
Quando não percebemos a Natureza em toda a sua imensa biodiversidade de criações e criaturas - uma verdadeira "vitrina" de multiplicidade de seres diferentes -, não alcançamos a realidade da vida íntima e aí podemos ser corrompidos por caprichos, preconceitos, expectativas, obstinações e devaneios.
Jamais devemos permitir que os delírios alheios nos induzam a um modo de viver que não condiz com nossos reais atributos naturais ou motivações internas; nem que eles criem em nós "scripts" de como deveríamos ser e como nos comportar; nem mesmo do que falaríamos para essa ou aquela pessoa, nesta ou naquela situação.

Tudo que existe ou possa vir a existir tem sua própria natureza, sua própria qualidade intrínseca. Não é possível mudar a realidade externa simplesmente por acreditarmos nisso ou naquilo, por preconceitos, caprichos, vontades ou prazeres pessoais.

Como na fábula, não conseguiremos jamais transformar gatos em seres humanos, nem anular ou exterminar nossa índole - conjunto de qualidades e características inerentes a todas as criaturas -, porque simplesmente não conseguimos deixar de viver a normalidade da condição humana.

Nós, os homens, convivemos presos a regras "desnaturadas", pois estamos vivendo distanciados da condição "natural" a que fomos chamados a viver; não cumprimos os desígnios divinos da Natureza da qual fazemos parte na atual encarnação. Por sinal, na Natureza (interna e externa) estão as mãos sutis do Criador agindo em toda parte. "Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu" - disse Jesus.

CONCEITOS-CHAVE
A - QUIDIDADE

Provém do latim escolástico quidditas, que, por sua vez, tem origem na expressão latina "quid est", que quer dizer "o que é". Assim sendo, qüididade significa essência, cerne, âmago, o objeto primordial. A mesma coisa que substância Íntima, centro, fundamento inerente, imo, base, atributo natural, óbvio, "evidente", "tendência nata".



B - OUSIA
Do latim eclesiastíco ousia/oussia; substância essencial, em português, fundamento primeiro das coisas, de que tudo o mais decorre. Pronuncia-se "ussía" e quer dizer mais especificamente "o que é por si mesmo", isto é, "o que não pode ser tirado". O atributo essencial é imprescindível, porque é aquilo que está numa coisa e que, por conseqüência, se não estivesse, a coisa não seria. É bom lembrar que a palavra "essência" provém do latim, idioma posterior ao grego. Dizem os tradutores e estudiosos da Filosofia que, por falta de uma expressão que pudesse traduzir literalmente a palavra ousia, a tradição se fixou nos termos "essência" ou em seu equivalente, "qüididade".

C - NATUREZA
A Divindade não pode ser identificada de forma literal, como fiscal, censor ou imperador militar do Universo, e não pode, igualmente, ser reconhecida como imagem de um soberano partidário, que rege a Natureza externamente. O Criador busca atingir uma união com as criaturas e as criações. Todos os seres são fundamentalmente inseparáveis da essência do Ser Maior, do qual muitas vezes os indivíduos se sentem separados apenas por sua percepção equivocada. Na tradição judaico-cristã, o Criador deu origem ao Universo, mas é algo separado dele; no entanto, Ele nunca está separado da Natureza e de tudo o que existe. As leis que regem o Cosmos podem ser chamadas de "Divina Providência", porém elas são simplesmente o outro nome de Deus.

MORAL DA HISTÓRIA:
Eis uma lição extraordinária que nos quer mostrar La Fontaine: é difícil impor nossas regras e normas à Natureza, ou melhor, mudar nossa essência desferindo "golpes verbais ou emocionais". E por mais que façamos para dominar nossos impulsos, ei-los que surgem inesperada e imperceptivelmente. Embora tomemos todas as precauções possíveis para amordaçá-los, basta uma só oportunidade favorável para eles voltarem à tona. O que é inato, natural e instintivo não se elimina, equilibra-se. Se reprimido, ele descansa, some aparentemente. E quando o julgamos eliminando, ei-lo que surge, imponente e soberano, como se nunca dali tivesse se ausentado.

"Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu." (Mateus, 6:9 e 10.)

"É MAIS FÁCIL SER SENSATO COM OS OUTROS DO QUE SER CONSIGO MESMO." - LA ROCHEFOUCAULD

HAMMED

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

FÁBULA: O CORVO E A RAPOSA. A TEIA DA ADULAÇÃO Indivíduos imaturos gostam das pessoas não por aquilo que elas são, mas por aquilo que elas os fazem sentir. O elogio é um dos mais fortes aliados da sedução...



No alto de uma árvore, um corvo segurava no bico um pedaço de carne.
Uma raposa, atraída pelo cheiro, aproxima-se e lhe dirige a palavra:
‚ Ei! Bom dia, senhor corvo! Como o senhor está lindo! Como é bela a sua plumagem! Se o seu canto for tão bonito quanto ela, sinceramente, o senhor será a fênix dos convidados destas florestas.
E para mostrar sua “melodiosa” voz, ele abre o grande bico e deixa cair a presa.
A raposa se apodera da carne e diz ao corvo:
‚ Meu bom senhor, aprenda que todo adulador vive à custa de quem o escuta. Esta lição vale, sem dúvida, pela carne que agora comerei.
O corvo, envergonhado e aborrecido, jurou, embora um pouco tarde, que nunca mais se deixaria levar por elogios.
A TEIA DA ADULAÇÃO
Indivíduos imaturos gostam das pessoas não por aquilo que elas são, mas por aquilo que elas os fazem sentir.
O elogio é um dos mais fortes aliados da sedução, é algo de que esta se serve frequentemente na "arte da adulação" para atrair e conquistar coisas ou pessoas. Lisonja é a expressão acentuada que emoldura reais ou fictícias qualidades, ações ou feitos de alguém, utilizando dissimulação dos próprios sentimentos, intenções, desejos. A função primordial da lisonja é evidenciar qualidades que não existem.
A partir do momento em que se deseja e em que se busca algo, a sedução poderá ocorrer. Inicia-se de modo capcioso o processo de atrair direcionado aos pontos vulneráveis de alguém. Quase sempre provoca nele uma reação de grande prazer, sensação de deslumbramento, encanto e fascínio ao exaltar uma suposta qualidade sua.
Adular é exaltar de forma exagerada os feitos ou o modo de ser de um indivíduo para a obtenção de favores e privilégios. A adulação é a capacidade de convencer com artimanha, persuadir com astúcia, sob promessa de vantagens, aplausos e engrandecimento, pessoas submissas à vontade de outrem ou dependentes da opinião alheia.
Existem várias formas de magnetizar utilizando a teia da bajulação, e são inúmeras as táticas da sedução. Vão desde pequenas expressões e entonações especiais ao se movimentar o corpo, mãos e braços até ao se pronunciar uma breve frase aparentemente sem intenção. Analisados nas entrelinhas, tais procedimentos revelarão um intuito ardiloso, imperceptível de imediato, mas altamente arrebatador.
Como esse jogo da sedução, ou melhor, essa estratégia psicológica se processa em nossa intimidade?
O primeiro requisito para a compreensão desse procedimento é avaliarmos o grau de persuasão ou intencionalidade do sedutor, pois é ele que determina a força e a intensidade que serão lançadas à criatura suscetível à sedução. E o segundo requisito é admitirmos a suscetibilidade do seduzido, porque este indivíduo deslumbrado tem em sua intimidade uma tendência ou predisposição para ceder a esse tipo de influência e se deixar contaminar pela adulação.
O aplauso ou o elogio que ele busca, muitas vezes à custa dos outros, pode ser fruto de privação emocional ou de falta de autoaprovação na vida pessoal. A incerteza íntima leva-o a questionar o valor de seu desempenho e a estar sempre tentando provar sua importância por meio de louvor e apoio. Sua carência de autovalorização é atenuada com manifestações de enaltecimento.
Mais cedo ou mais tarde, será envolvido por uma aura de fracasso, porquanto a necessidade de sucesso se torna cada vez mais intensa. Por fim, não consegue demonstrar sua superioridade e acaba frustrado.
Para que possamos compreender esse fenômeno psicológico, é imprescindível aceitarmos que “onde há uma ‘raposa’ sedutora, sempre haverá um ‘corvo’ seduzido; onde há um trapaceado, sempre haverá um trapaceiro”. Existe nesta parceria uma retroalimentação de atitudes íntimas – a ação controla a conduta e vice-versa.
Quem adula suborna o outro. Suborno não é simplesmente dar dinheiro ou bens a terceiros com a finalidade de conseguir alguma coisa ilegal, mas, igualmente, dar fictícias qualidades, servir-se da fraqueza alheia, adulterar as possibilidades de alguém, utilizando manifestações exteriores que tendem a exagerar ou enaltecer descompensações psíquicas com o intuito de tirar algum tipo de vantagem.
Existem criaturas que se autoenganam, crendo que o comportamento dos outros é apenas um "erro bondoso" ou equivocada demonstração de afeto. De alguma maneira, tudo aquilo que não é claramente definido ou entendido estimula a repetição de atos e atitudes, quer dizer, a perpetuação de comportamentos intrusivos.
"Como o senhor está lindo! Como é bela a sua plumagem! Se o seu canto for tão bonito quanto ela, sinceramente, o senhor será a fênix dos convidados destas florestas." O ser amadurecido impõe respeito e não cede diante da adulação.
Entre adulação e admiração há uma divergência incondicional: o que admira não adula; o que adula não admira. A adulação é uma porta escancarada para o favoritismo, mas muito estreita para aqueles dotados de autoconfiança. A vaidade é a ostentação dos que procuram lisonjas, ou a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo, e não dentro de si mesmos.
CONCEITOS-CHAVES
SEDUÇÃO
Somos ensinados, desde a mais tenra idade, a resistir às seduções exteriores e explícitas, mas não estamos preparados para tomar consciência daquelas sutis e imperceptíveis. Vangloriamo-nos quando resistimos a algumas horas de sono a mais, a um romance casual, a uma fatia de bolo, mas nos entregamos, sem avaliar, às ínfimas seduções, ou seja, àquelas que nos impedem de sentir nossas emoções íntimas - alegria, raiva, tristeza, amor, medo e outras tantas. Sem discernimento do que elas podem nos mostrar, não podemos ter uma verdadeira consciência da realidade que nos cerca.
INSEGURANÇA
A insegurança traz à criatura um estado íntimo de desagrado e descontentamento, pois ela espera que os outros façam o que ela própria não consegue realizar, isto é, suas necessidades emocionais básicas. O inseguro busca nas pessoas consideração, valorização, afeto, aceitação, etc.; tem dificuldade para tomar decisões; é hesitante, embaraçado; espera muito dos outros e confia pouco em si mesmo .
SUBORNO
Não é somente dar dinheiro ou objetos de valor a alguém com a finalidade de ganhar ou obter coisas de forma ilegal; é também a atitude astuta de fazer promessas, oferecer dádivas, préstimos, afeto, carinho, a quem quer que seja, a fim de conseguir proveito ou vantagem pessoal.

MORAL DA HISTÓRIA
Assim como o corvo, há na sociedade homens que se deixam levar por elogios: são inseguros e desprovidos de coerência e geralmente não atingem o ideal pretendido ou não realizam seu projeto de vida. Precisariam reconhecer e valorizar seus potenciais internos, não dar importância a adulações, opiniões e julgamentos alheios e entender que ninguém pode desejar ser diferente da finalidade para a qual foi criado. Uma das consequências a longo prazo de conviver num ambiente doméstico sem organização e estrutura - seja como crianças, seja como adultos - é que não se adquire segurança para viver. Quem desenvolve sua individualidade não cria ilusões, pois tem as próprias razões e discernimentos perante a vida. 



Fonte: La Fontaine e o Comportamento Humano – Francisco do Espírito Santo Neto, pelo              
Espírito Hammed. Ed.Boa Nova.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

“Dividir para conquistar”


Li essa semana um desabafo de um Maçon que me fez pensar um pouco mais em segregação e as debilidades e fraquezas causadas por esta.


Fiquei pensando no quanto estamos divididos e separados por rótulos colocados por nós mesmos e reafirmei a minha concordância com o escritor Vivaldo Coaiacy, quando diz que somos o nosso próprio inimigo. Que fomos nós que inventamos a mentira e a falsidade. Criamos as seitas, religiões, países, Estados e Governos. E criamos isso para nos separarmos uns dos outros.



Quando o nosso objetivo principal deveria ser o de vivermos em um núcleo de fraternidade, acabamos esquecendo disso e pensando – e vivendo – em segregação.

Cada religião foi dividida em milhares de outras, os deuses começaram a receber nomes e mais nomes e a verdade recebe uma cor diferente de um lugar para outro.

Isso me fez lembrar de duas histórias que ilustram bem nossa forma atual de vida.

A primeira fala de quatro viajantes – um persa, um árabe, um turco e um grego – que receberam uma moeda de prata durante a viagem e começaram a discutir o que poderiam comprar com a moeda. O persa deu a idéia de comprarem ANGUR, para saciarem a fome, mesmo sem saber de que o persa falava, o árabe o chamou de tolo e disse que era melhor se comprassem INAB. Em seguida o turco discordou de ambos e exigiu que fosse comprado UZUM. O grego, que tinha ¼ da moeda, disse que pelo menos sua parte seria usada para comprar ISTRATIL. Nenhum sabia de que o outro falava e o que significava cada palavra, assim começaram uma discussão que beirava à agressão física. Eis que um homem sábio e conhecedor de varias línguas se aproximou deles e se ofereceu para solucionar o problema. Não vendo melhor opção, os quatros resolveram entregar a moeda ao sábio, que comprou uma boa porção de uvas. Que era exatamente o que cada um pedia em seu idioma.

A segunda, fala sobre quatro amigos que se dirigiram a um farol e se posicionaram cada um de um lado da torre esperando que a luz do farol se acendesse. No momento que a luz se acendeu, um comentou como era bela aquela luz verde. O outro riu e disse que a luz era azul. O terceiro não se conformava com o fato de confundirem a luz vermelha com azul ou verde. E o quarto riu do fato de discutirem sobre a cor da luz, que pra ele era amarela. Os quatro iniciaram então uma briga e começaram a jogar pedras um no outro, até que uma pedra atingiu o vidro amarelo da torre, revelando a luz branca que saia e se projetava através das vidraças, azul, verde, vermelha e amarela.

Fico imaginando se os quatro amigos ou os quatro viajantes fossem atacados por inimigos reais enquanto defendiam suas idéias e atacavam a dos outros. Sem dúvida, mesmo falando da mesma coisa, eles acabariam abandonando seus companheiros ou ainda ajudando os inimigos a derrotá-los, simplesmente por não entender seu ponto de vista. Os homens falam da mesma coisa de formas diferentes, e iniciam guerras somente para se fazer aceitar sua opinião. Se cada um desses amigos ou dos viajantes fossem uma nação, as chances de se iniciar uma guerra seriam gigantes. Genocídios aconteceriam por não saberem falar “uva” em outras línguas, ou por não conseguirem ver através de vidros e nem se importarem em conhecer a visão dos outros.



A História revela vários casos onde grandes generais ou chefes de estados usavam a estratégia de “dividir para conquistar”. Alexandre conquistou o império persa assim. Os mongóis usavam o terror para separar os aldeões das terras para as quais se dirigiam, Sun Tzu ensinou a separar e confundir os inimigos. A velha frase “a união faz a força” é esquecida cada vez mais, e isso pode, sem duvidas levar qualquer nação ao fim e qualquer homem à ruína.

Certamente “nenhum homem é uma ilha”, mas nos comportamos como palmeiras isoladas. Enquanto o homem continuar a defender suas idéias revestidas de preconceito com as demais, não haverá idéias reais a serem defendidas. Enquanto olhares cada instituição religiosa como dona da verdade, haverá guerra em nomes de deuses deturpados. Enquanto mancharmos filosofias profundas com “achismos” e opiniões apaixonadas e desejosas, seremos parias para o mundo.

Há de se viver a filosofia atemporal, onde se busca formar um núcleo de FRATERNIDADE UNIVERSAL. Onde se busca Investigar as leis da natureza e a alma do Homem. Onde se busca estudar comparativamente as vias de conhecimento e pilares da humanidade (arte, ciência, religião e política).

O poder do Guerreiro. Assim como no passado hoje também existem guerreiros. Guerreiros do futuro que honram o servir


Assim como no passado hoje também existem guerreiros.

Guerreiros do futuro que honram o servir

O verdadeiro guerreiro saberá que sua sobrevivência no campo de batalha dependerá da sua espada, da sua coragem e do escudo do soldado ao seu lado.

Saberá que a invencibilidade está na defesa
E a possibilidade da vitória, no ataque.
Buscará o equilíbrio em elementos da natureza, assim como o fogo e a água.
Energia e vigor do fogo tendo cuidado para não se consumir sozinho.

Persistência e sabedoria da água, que desce a montanha.

Nos caminhos mais estreitos e tortuosos aumentará sua velocidade

Diante de um obstáculo buscará sempre um caminho alternativo.

E quando não encontra alternativas encara seu obstáculo de frente e cautelosamente ganha força e volume para superá-lo e seguir sua jornada.

Se unirá a outros rios que também descem a montanha ganhando mais força para chegar ao seu destino final.

Entenderá que é na queda que a água produz energia.
E, assim como a aranha que reconstrói sua teia, levantará do seu cavalo quantas vezes for derrubado.

Desenvolverá o seu espírito como fonte de equilíbrio e reencontro com a vontade de ser feliz.

Não travará batalhas para humilhar ou esmagar seus adversários, apenas vencê-los respeitando valores na preservação da vida.
Terá o amor como principal estratégia

Amando sempre o que faz.
Conquistará a confiança e o respeito de todos os soldados sem impor nem abusar de seu poder.
Os incentivará sempre a vencer por mais que a batalha seja difícil e dolorosa.

Será sempre o primeiro e o ultimo a sair do campo de batalha.
Entre as batalhas afiará suas espada e adestrará suas habilidades sem perder de vista o horizonte.

Terá em mente o desenvolvimento dos seus soldados para que sejam novos lideres com o passar das estações.
Para que não sejam como lagos, parados e estáticos. Limitados as fronteiras que a natureza criou.

Que sejam como o oceano

Sempre em movimento

Repleto de vida

E abrindo-se sempre para o horizonte.



Rafa Martins

sábado, 15 de dezembro de 2012

Felicidade: Passamos a vida em busca da felicidade. Procurando o tesouro escondido. e assim, uns fogem de casa para serem felizes. Outros fogem para casa em busca da felicidade...


Não espere para aproveitar a vida A revista Istoé, publicou esta excelente entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional. Uma das perguntas, veja a seguir e medite.





A revista Istoé, publicou esta  excelente entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto  Shinyashiki, médico psiquiatra, 
com Pós-Graduação em administração de  empresas pela USP, consultor  organizacional e conferencista de  renome nacional e internacional. 
 
Uma das perguntas, veja a seguir e medite. 

ISTO É :  Muitas pessoas têm buscado sonhos  que não são seus?
Shinyashiki : A sociedade quer definir o  que é certo. São quatro loucuras da sociedade: 
A primeira é : instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados  individuais. 
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os  dias. 
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. 
Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. 
Jeito certo não existe. Não há um  caminho único para se fazer as coisas. 
As metas são interessantes  para o sucesso, mas não para a felicidade. 
Felicidade não é uma meta, mas  um estado de espírito. Tem gente que  diz  que não será feliz enquanto não  casar, enquanto outros se dizem infelizes  justamente por causa do  casamento. 
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família  ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. 
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de  pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre  procurei conversar com eles na hora da morte. 
A maior parte pega o médico  pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe  morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser  feliz".
Eu sentia uma dor enorme  por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a  felicidade é feita de coisas pequenas. 
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o  dinheiro  em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter  esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a  vida.
Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres...não se deixe escravizar...não seja escravo da ganância... do egoísmo... da amargura... do ressentimento...da falta de tempo...
Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!
Seja livre para amar...para perdoar...para sonhar...para viver !
"Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!"

O Iluminismo História do Iluminismo, o pensamento no Século das Luzes, critica ao absolutismo, pensadores iluministas, Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Locke, Diderot e D'Alembert, idéias dos principais filósofos, filosofia e política nos séculos XVII e XVIII.

O Iluminismo História do Iluminismo, o pensamento no Século das Luzes, critica ao absolutismo, pensadores iluministas, Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Locke, Diderot e D'Alembert, idéias dos principais filósofos, filosofia e política nos séculos XVII e XVIII.

Jean Jacques Rousseau: um dos principais filósofos do iluminismo.



Introdução
Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.
Os ideais iluministas 
Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé. 
Século das Luzes
A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil. 
Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero. 
Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas. 
No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa. 
Principais filósofos iluministas 
Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a idéia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu(1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.
                          fonte:sua pesquisa.

Onde você quer chegar... “... Onde você quer chegar? ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor... queira coisas boas para a vida...



Onde você quer chegar...
“... Onde você quer chegar?
ir alto...
sonhe alto...
queira o melhor do melhor...
queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno...
coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor...
o melhor vai se instalar na nossa vida.”

"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."
Carlos Drummond Andrade

domingo, 9 de dezembro de 2012

Charles Chaplin: Tua caminhada ainda não terminou.... A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio.


Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

Charles Chaplin

A Falta de Paciência. Por Arnaldo Jabor: Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Sem Paciência?


Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

 Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado... Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.  

E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai aguentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui? Respire... Acalme-se... O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.
Crônica de Arnaldo Jabor


“Pessoas inteligentes falam sobre idéias; pessoas comuns falam sobre coisas; pessoas mesquinhas falam sobre pessoas” AS TRÊS PENEIRAS DE SÓCRATES: Da Verdade,bondade e a da necessidade.



“Pessoas inteligentes falam sobre idéias; pessoas comuns falam sobre coisas; pessoas mesquinhas falam sobre pessoas”


Conta-se que a ideia das três peneiras foi atribuída a Sócrates, filósofo ateniense, que se pautava a sua vida sob três pilares: VERDADE, BONDADE  e NECESSIDADE.

Esses pilares  por sua vez, foram supostamente  transformados em peneiras.

Sempre que algo lhe ocorrer e sentir desejo de compartilhar com os demais, lembre-se das Três Peneiras:

1)- A primeira peneira é a da VERDADE:

Pergunte-se se você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro. Se lhe sobrar no espírito alguma dúvida ou receio, então, não pode ser tido como verdadeiro.

2)- A segunda peneira é a da BONDADE:

“Pergunte-se se o que você vai contar,mesmo que seja verdade, se gostaria que os outros também dissessem a seu respeito”. Se por qualquer motivo lhe causar horror ou transtorno, então não pode ser tido como algo bondoso.



3)- A terceira peneira é a da NECESSIDADE:

Pergunte-se se você acha mesmo realmente necessário contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante ? Respondendo : Por que ? A pessoa te deu esta liberdade ? Isto irá beneficiá-la ? Irá fazer-lhe algum bem ? 

Se o que você irá  contar realmente passou pela terceira peneira, então, poderá passar adiante.


Se as pessoas usassem desses critérios, seriam mais felizes e usariam seus esforços e talentos em outras atividades, antes de obedecer ao impulso de simplesmente passá-los adiante, pois:

“Pessoas inteligentes falam sobre idéias; pessoas

 comuns falam sobre coisas; pessoas mesquinhas 

falam sobre pessoas”

sábado, 1 de dezembro de 2012

Reflexão - Pai, tô com fome!!! Ricardinho não aguentou o cheiro bom do pão e falou: historia veridica


Ricardinho não aguentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência....

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar, dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...


Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...
Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá....
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!


Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...


Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...

Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...


Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma.. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'



(História verídica)
Mensagem nos enviada pela amiga: Marilei de Souza Fontoura.

Neste mais um ano que se passa desejo a vc toda a alegria, saúde e paz, peço a DEUS que guie todos vcs meus amigos no melhor caminho que consigam realizar todos os seus sonhos.




OBRIGADA POR SUA AMIZADE

Educação vai receber 100% dos royalties futuros do petróleo. BRASÍLIA - O governo federal anunciou que 100% dos royalties futuros do regime de concessão da exploração do petróleo e 50% de todo o rendimento do fundo social do petróleo deverão ser direcionados para a educação, a partir de 2013. A medida provisória foi divulgada nesta sexta-feira (30), durante a coletiva de imprensa convocada para explicar o veto parcial da presidente Dilma Rousseff ao projeto que muda as regras de distribuição dos royalties.



BRASÍLIA - O governo federal anunciou que 100% dos royalties futuros do regime de concessão da exploração do petróleo e 50% de todo o rendimento do fundo social do petróleo deverão ser direcionados para a educação, a partir de 2013. A medida provisória foi divulgada nesta sexta-feira (30), durante a coletiva de imprensa convocada para explicar o veto parcial da presidente Dilma Rousseff ao projeto que muda as regras de distribuição dos royalties.



- A presidente tomou decisão que tem significado histórico. Todos os royalties a partir das futuras concessões em terra ou em mar irão para a educação. Isso envolve todas as prefeituras, os governos dos estados e a União. Ou seja, 100% dos royalties vão para a educação - disse o ministro da Educação, Aloisio Mercadante.




O ministro deixou claro que a decisão se refere apenas à arrecadação com os novos contratos. O valor, segundo ele, é um acréscimo ao mínimo constitucional exigido atualmente.



- Hoje, o município tem que aplicar 25% (das receitas), os estados, 25% e a União, 18%. Então, a receita do petróleo é acima dos 25% dos municípios, acima dos 25% dos estados e acima dos 18% da União. Ou seja, é um acréscimo da receita. O que vier de receitas do petróleo é para acrescer ao mínimo constitucional - enfatizou Mercadante.



O petista disse que a nova medida viabilizará as metas que tramitam no Congresso para desenvolver a educação no país.



- Estamos decidindo, no Senado, o Plano Nacional da Educação com metas extremamente ambiciosas. Se não quisermos que o plano seja um Protocolo de Kyoto, com o qual todo mundo concorda mas não tem como cumprir, é fundamental ter uma fonte de receita. E a presidente Dilma está dizendo de onde virá essa receita.



Vetos



Na ocasião, Mercadante e outros representantes do governo explicaram que a presidente Dilma Rousseff sancionou, com vetos, o projeto do Congresso para mudar as regras de distribuição. Dilma vetou o integralmente o artigo terceiro do texto, para resguardar os contratos já estabelecidos. A presidente também corrigiu o erro na distribuição dos recursos dos royalties, que somava 101% em 2017. As novas regras de distribuição dos royalties valerão para os contratos assinados a partir deste anúncio.



A presidente editou uma medida provisória com novas regras de distribuição dos royalties para substituir os artigos vetados para assegurar o respeito à Constituição, a garantia dos contratos e estabelecer regras claras para a exploração de petróleo seja pelo modelo de partilha ou de concessão.



- A MP a ser encaminhada ao Congresso tem como premissas o respeito à Constituição, aos contratos, definição de regras claras para garantir retomada de licitações, garantia da distribuição das riquezas a todo o povo brasileiro, nos royalties firmados a partir desta data, e dar recursos para a educação brasileira - disse a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman.





A inclusão precisa ser compreendida para ser oferecida da melhor maneira possível. Inclusão é inserir a “todos”, independente de sexo, idade, religião, origem étnica, raça, orientação sexual ou deficiência, oferecendo a oportunidade de viverem em sociedade, dando-lhes o auxilio e adaptações necessárias.

                                                                   Flávia Cristiane Fuga e Silva Advogada
O termo inclusão social tem diversas conotações nas mais variadas questões sociais por isso ainda é muito distorcido pela sociedade. A inclusão precisa ser compreendida para ser oferecida da melhor maneira possível. Inclusão é inserir a “todos”, independente de sexo, idade, religião, origem étnica, raça, orientação sexual ou deficiência, oferecendo a oportunidade de viverem em sociedade, dando-lhes o auxilio e adaptações necessárias.


A sociedade precisa modificar-se em suas estruturas e serviços oferecidos, abrindo espaços conforme as necessidades de adaptação específicas para cada pessoa com deficiência a serem capazes de interagir naturalmente na sociedade. Todavia, este parâmetro não promove a discriminação e a segregação na sociedade. A pessoa com deficiência passa a ser vista pelo seu potencial, suas habilidades e outras inteligências e aptidões.

Desta forma é proposto o paradigma da inclusão social. Este consiste em tornar toda a sociedade um lugar viável para a convivência entre pessoas de todos os tipos e inteligências na realização de seus direitos, necessidades e potencialidades.

Por este motivo, os inclusivistas (adeptos e defensores do processo de inclusão social) trabalham para mudar a sociedade, a estrutura dos seus sistemas sociais comuns e atitudes em todos os aspectos, tais como educação, trabalho, saúde, lazer.

Sobretudo, a inclusão social é uma questão de políticas públicas, pois cada política pública foi formulada e basicamente executada por decretos e leis.

       Georges Gomes de Oliveira estudante de história.                                       Carla Costa Kind da Silva professora.                                       
 
                                  Débora Araújo Seabra de Moura Professora auxiliar.
 
    Patrícia professora de língua de sinais e língua portuguesa para alunos com deficiência auditiva.

Rodrigo trabalha na administração de uma empresa e da aula de matemática.


( Texto nos enviado pela amiga:  Monalisa da Silva)