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segunda-feira, 21 de maio de 2012

AUTO-PERDÃO - Entendemos assim que, para atingir o autoperdão, é necessário que a criatura reexamine suas crenças ...



"Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo...”.

““... Porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tendes maior necessidade de indulgência?
(Cap. X, item 15)



Nossas reações frente à vida não acontecem em função dos estímulos ou dos acontecimentos exteriores, mas sim em função de como percebemos e julgamos interiormente esses mesmos estímulos e acontecimentos. Em verdade, captamos a realidade dos fatos com nossas mais íntimas percepções, desencadeando consequentemente peculiares emoções, que serão as bases de nossas condutas e reações comportamentais no futuro.



Portanto, nossa forma de avaliar e reagir frente anos nossos atos e atitudes frente aos outros, conceituando-os como bons ou maus, é determinada por um sistema de autocensura que se encontra estruturado nos "níveis de consciência" da criatura humana.
Toda e qualquer postura que assumimos na vida se prende á maneira como olhamos o mundo fora e dentro de nós, podendo nos levar a uma sensação íntima de realização ou de frustração, de contentamento ou de culpa, de perdão ou de punição, de acordo com nosso "código moral" modelado na intimidade de nosso psiquismo.
Nosso "julgador interno" foi formado sobre as bases de nossos conceitos acumulados nos tempos passados das vidas incontáveis, como também com os pais atuais, com os ensinamentos de professores, com líderes religiosos, com o médico da família, com as autoridades políticas de expressão, com a sociedade enfim.
Também, de forma sutil e quase inconsciente, no contato com informações, ordens, histórias, superstições, preconceitos e tradições assimilados dos adultos com quem convivemos em longos períodos de nossa vida. Portanto, ele, o julgador interno, nem sempre condiz com a realidade perfeita das coisas.
Essa "consciência crítica" que julga e cataloga nossos feitos, auto censurando ou auto-aprovando, influencia a criatura a agir da mesma maneira que os adultos agiram sobre ela quando criança, punindo-a, quando não se comportava da maneira como aprendeu ser justa e correta, ou dando toda uma sensação de aprovação e reconforto, quando ela agia dentro das propostas que assimilou como sendo certas e decentes.
A gênese do não-perdão a si mesmo está baseada no tipo de informações e mensagens que acumulamos através das diversas fases de evolução de nossa existência de almas imortais.
Podemos experimentar culpa e condenação, perdão e liberdade de acordo com os nossos valores, crenças, normas e regras vigentes, podendo variar de indivíduo para indivíduo, conforme seu país, sexos, raça, classe social, formação familiar e fé religiosa.
Entendemos assim que, para atingir o autoperdão, é necessário que a criatura reexamine suas crenças profundas, sob a natureza do seu próprio ser, estudando as leis da Vida Maior, bem como as raízes de sua educação da infância atual.
Uma das grandes fontes de auto-agressão vem da busca apressada de uma perfeição absoluta, como se todos devêssemos ser deuses ou deusas de um momento para outro. Aliás, a exigência de perfeição é considerada a pior inimiga da criatura, pois a leva a uma constante hostilidade contra si mesma, exigindo-lhe capacidades e habilidades ainda não adquiridas por ela.
Se padrões muito severos de censura foram estabelecidos por pais perfeccionistas à criança, ou se lhe foi imposto um senso de justiça implacável, entre regulamentos disciplinadores e rígidos, provavelmente ela se tornará um adulto inflexível e irredutível para com os outros e consigo mesmo.
Quando sempre esperamos perfeição em tudo e confrontamos o lado "inadequado" de nossa natureza humana, sentir-nos-emos fatalmente diminuídos e envolvidos por uma aura de fracasso. Não tomar consciência de nossas limitações é como se admitíssemos que os outros e nós mesmos devêssemos ser oniscientes e todo-poderosos. Afirmam as criaturas: "Recrimino por ter sido tão ingênuo naquela situação..." "Tenho raiva de mim mesmo por ter aceitado tão facilmente aquelas mentiras..."; "Deveria ter previsto estes problemas atuais"; "Não consigo perdoar-me, pois pensei que ele mudaria...".
São maneiras de expressarmos nossa culpa e o não-perdão a nós mesmos – exigências desmedidas atribuídas a pessoas perfeccionistas.
Os viciados em perfeição acham que podem fazer tudo sempre melhor e, portanto, rejeitam quase tudo o que os outros fazem ou fizeram. Não aceitam suas limitações e não enxergam a "perfeição em potencial", que existe dentro deles mesmos, perdendo assim a oportunidade de crescimento pessoal e de desenvolvimento natural, gradativo e constante, que é a técnica das leis do universo.
A desestima a nós próprios nasce quando nós não nos aceitamos como somos. Somente a auto-aceitação leva a criatura a sentir uma plena segurança frente aos fatos e às ocorrências do seu cotidiano, ainda que os indivíduos a seu redor não a aceitem e nem entendam suas melhores intenções.
O perdão concede a paz de espírito, mas essa concessão nos escapará da alma se estivermos presos ao desejo de dirigir os passos de alguém, não aceitando o seu propósito de viver.
Deveremos compreender que cada um de nós está cumprindo um destino só seu, e que as atividades e modos das outras pessoas ajustam-se somente a elas mesmas. Estabelecer padrões de comportamento e modelos idealizados para os nossos semelhantes é puro desrespeito e incompreensão frente ao mecanismo da evolução espiritual. Admitir e aceitar os outros como eles são nos permite que eles nos admitam e nos aceitem como somos.


Perdoar-nos resulta no amor a nós mesmos - o pré-requisito para alcançarmos a plenitude do "bem-viver".
Perdoar-nos é não importar-nos com o que fomos, pois a renovação está no instante presente e o que importa é como somos agora e quais são as determinações atuais para o nosso progresso espiritual.
Perdoar-nos é conviver com a mais nítida realidade, não se distraindo com as ilusões de que os outros e nós mesmos "deveríamos ser" algo que imaginamos ou fantasiamos.
Perdoar-nos é compreender que os que nos cercam são reflexos de nós mesmos, criações nossas que materializamos com nossos pensamentos e convicções íntimas.


O texto em estudo - "perdoar aos inimigos é pedir perdão a si mesmo" - quer dizer: enquanto nós não nos libertarmos da necessidade de castigar e punir ao próximo, não estaremos recebendo a dádiva da compreensão para o autoperdão.
"... porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve...", como haveremos de criar oportunidades novas para que o "Divino Processo da Vida" nos fecunde a alma com a plenitude do Amor a fim de que possamos perdoar- nos?

Hammed.



domingo, 20 de maio de 2012

Você acredita que a educação ao longo do tempo vem sofrendo problemas pela maioria das escolas tratarem todos os alunos da mesma maneira? Gardner balançou as bases da Educação ao defender um método novo e ousado para medir o grau de inteligência nas pessoas.



Os critérios para determinar se alguém é inteligente mudaram radicalmente nos últimos 20 anos. E um dos responsáveis por essa transformação, sem sombra de dúvida, foi o psicólogo americano Howard Gardner. Ele desafiou a sabedoria convencional sobre a compreensão da inteligência humana ao concluir que a mente é composta de múltiplas capacidades independentes entre si, ao invés de apenas uma. Para Gardner, a inteligência não pode ser medida só pelo raciocínio lógico-matemático, geralmente o mais valorizado na escola.







Porém, seus estudos vão além. Gardner também desenvolveu uma tese daquilo que chama de "Cinco mentes para o futuro", ao demarcar os tipos de competências que são necessárias para alcançar o sucesso pessoal e profissional no século 21. Ele promove, ainda, o grupo de pesquisa Good Work Project, com atuação pelo mundo, que defende o comportamento ético e a melhora na autoestima profissional. O psicólogo conversou com a Administradores sobre o seu trabalho realizado desde meados de 1980, e também sobre os novos caminhos da sociedade para a educação e para o trabalho.






Em sua teoria das Inteligências Múltiplas, você destaca que cada pessoa possui uma mistura singular de vários tipos de inteligência. Mas como exatamente funciona esse processo?






Todos os seres humanos possuem oito ou nove inteligências principais - linguística, lógica,


musical, espacial, corporal, interpessoal, intrapessoal e naturalista. Além disso, existe a possibilidade de possuirmos uma inteligência existencial - a inteligência de refletimos sobre grandes questões.






No entanto, duas pessoas não possuem exatamente o mesmo perfil de inteligências - nem mesmo gêmeos idênticos. Isso acontece porque nós temos experiências e motivações diferentes, e não queremos ser como os outros.






Conhecidas essas diferenças, educadores e pessoas de negócios têm uma escolha. Cada um de nós pode tentar fazer o mesmo, ou podemos celebrar as diferenças e tentar ajudar indivíduos a encontrarem seu próprio nicho, de acordo com seus potenciais e interesses.






Se pensarmos nos administradores pelo mundo e nos tipos de inteligência que descreve, quais seriam as inteligências mais necessárias para saber administrar? Por quê?






Isso depende da natureza do trabalho. Se você trabalha em algum tipo de organização artística (museus ou moda), você lida com inteligências diferentes das quais lidaria se trabalhasse em uma companhia manufatureira, financeira ou tecnológica. É claro que o papel que você exerce na organização também importa. Se você trabalha com cálculo e orçamento, a inteligência lógica é importante. Caso a pessoa trabalhe na área de recursos humanos, as inteligências pessoais se tornam mais relevantes. Já para quem pretende atuar com comunicação, a inteligência linguística é crucial.






É claro que cada gestor precisa ser capaz de trabalhar com diferentes indivíduos e, neste caso, ambas as inteligências - a interpessoal (compreender os outros) e a intrapessoal (compreender a si mesmo) são vitais.






Você tem uma análise bem crítica sobre os testes padronizados e os famosos testes de QI. Qual seria o motivo?







Há 100 anos, os testes de QI tinham o objetivo de predizer quem melhor se encaixaria em um determinado tipo de escola. Eles fazem isso muito bem, mas eu tenho um preditor muito melhor - a performance no último ano de escola. O problema com testes de QI é que eles fazem um trabalho racional de análise das inteligências linguística e lógica, mas não testam as outras inteligências que, inclusive, são muito importantes para o trabalho no século 21.






Quanto a testes padronizados, o que realmente contesto são as respostas curtas e opções de múltipla escolha, que primeiramente observam o conhecimento factual. A vida não consiste em testes de múltipla escolha - você precisa decidir o que é importante e como lidar com isso. Usar padrões é muito bom, mas padrões precisam ser apropriados às tarefas imediatas.






Agora com computadores, podemos olhar diretamente para as performances, através de simulações diretas das capacidades que são necessárias. Essa é uma maneira muito melhor de avaliar competências que um teste de múltipla escolha.






Além disso, não existe mais a necessidade de memorizar fatos. Eles podem ser rapidamente obtidos em computadores pessoais e smartphones. Precisamos de pessoas para entender como aqueles fatos são apurados - os métodos que são usados por diferentes disciplinas e diferentes profissões... e que se alega não terem nenhum mérito.






Você acredita que a educação ao longo do tempo vem sofrendo problemas pela maioria das escolas tratarem todos os alunos da mesma maneira?






Sim, mas quando você tem aulas extensas e professores que não são versáteis, isso é inevitável. No passado, apenas um grupo tinha educação individual - os muito ricos, que podiam contratar tutores. Agora, vivemos pela primeira vez na história da humanidade um tempo em que educação individual pode ser amplamente distribuída, através dos computadores. Se existem dez maneiras de se aprender álgebra, ou como consertar uma máquina, ou como dar sentido a uma guerra civil, todas essas respostas podem ser obtidas on-line ou por aprendizado a distância. A perspectiva é muito animadora!






Analisando os países emergentes, como o Brasil poderia melhorar a educação nas escolas para potencializar as habilidades e os tipos de inteligências dos nossos alunos?






A teoria das inteligências múltiplas recomenda dois passos: individuação e pluralização. Individuação significa que devemos ensinar a cada indivíduo de modo que ele possa aprender facilmente, e avaliar esta pessoa de maneiras que sejam cômodas. Pluralização significa que devemos ensinar assuntos importantes de mais de uma maneira. Se você pode lecionar um assunto de diferentes modos, você recebe duas recompensas importantes:






1) você alcança mais estudantes, porque alguns aprendem melhor através de histórias, outros por meio da lógica, ou trabalhos artísticos, ou esquemas; 2) você tem uma demonstração do que significa compreender bem alguma coisa. Se você compreende bem qualquer assunto ou ofício, você pode apresentá-lo de diferentes maneiras.






Nós temos uma vasta experiência em treinar a mente disciplinada, muito menor que nas mentes sintética ou ética. E então aqueles países que podem buscar esses tipos de mentes com êxito terão uma grande vantagem. Muito do que é errado nos Estados Unidos, e em países influenciados pelos Estados Unidos, é que estamos preparando nossos jovens para os séculos 19 ou 20.






Você também desenvolveu a tese das "Cinco mentes para o futuro", na qual ressalta como essenciais para o século 21 a mente sintética, disciplinada, criativa, respeitosa e ética. Quais foram as razões que o levaram a escolher essas cinco abordagens como fundamentais?






Em meu trabalho com inteligências, eu operei como um pesquisador, tentei definir as inteligências humanas essenciais. Quando recomendo cinco mentes para o futuro, estou agindo como um diplomata. Não existe nada mágico sobre as cinco mentes. Eu poderia ter escrito sobre a 'mente tecnológica' ou 'a mente digital' ou 'a mente intercultural'. Escrevi sobre mentes que considerei importantes e acredito que contribuí para coisas importantes.






Mas qual delas é a mais importante?






Acredito que todas elas são necessárias, mas a respeitosa e a ética são as mais importantes. Se não tivermos respeito pelos indivíduos, particularmente aqueles aparentemente diferentes de nossas famílias, e se não nos comportarmos de um modo ético, o planeta que conhecemos não existirá. As pessoas no Brasil têm a imensa vantagem de viver em uma cultura muito diversa. Isso é muito mais difícil para pessoas que vivem em uma cultura mais homogênea, como na área agrária da China, ou Escandinávia.






Quanto às outras três mentes, existem mais opções: algumas pessoas serão peritas sintéticas e algumas pessoas serão criativas/empresariais. Mas todas as pessoas precisam ter habilidade em alguma área, e esse é o aspecto onde a mente disciplinada se torna crucial.






Ainda sobre as cinco mentes, você poderia nos apontar pessoas que seriam excelentes exemplos por possuírem com desenvoltura uma dessas mentes?






Existem exemplos em abundância de indivíduos com mentes disciplinadas - bons estudiosos, artistas, profissionais. Como um grande sintético, menciono o biólogo Charles Darwin. Na era contemporânea, dois grandes biólogos sintéticos são E. O. Wilson e Stephen Jay Gould, ambos colegas em Harvard.






Eu escrevi um livro chamado "Criando Mentes", sobre sete grandes criadores da era moderna: o físico Albert Einstein, o poeta T. S. Eliot, o pintor Pablo Picasso, o músico Igor Stravinsky, o psicanalista Sigmund Freud, a dançarina Martha Graham, e o líder religioso-político Mahatma Gandhi.






O presidente Barack Obama exemplifica uma mente respeitosa, enquanto o presidente Abraham Lincoln tinha uma mente ética. Desculpem-me por esses exemplos não incluírem indivíduos do Brasil, pois tive que mencionar pessoas que conheço bem.






Quais são seus próximos passos em relação a pesquisas? No momento, está trabalhando alguma nova pesquisa que poderia nos contar?






Meu trabalho atual representa um esforço em dar condições ao meu país e a outras localidades. Nos últimos cinquenta anos, os mercados também se tornaram poderosos em demasia nos Estados Unidos e acabaram trazendo uma situação em que a maioria da população é impulsionada pelo medo, de um lado, ou pela ganância, por outro. Então, colegas e eu temos tentado promover o bom trabalho, ou seja, o trabalho que é excelente, engajado e ético.






Além disso, pregamos a boa cidadania, sendo ela, que consta em membros que conhecem as leis e regulamentos de uma sociedade, preocupam-se com eles e tentam fazer o que é certo para uma convivência mais plena. Nós também estamos empreendendo esforços para aumentar a incidência do bom trabalho nos Estados Unidos. Você pode aprender mais sobre esse projeto visitando os sites goodworkproject.org e hgoodworktoolkit.org.







sábado, 19 de maio de 2012

APENAS LEIA !!! "Dar conselhos é facil".


Um médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado ...... é uma cirurgia de urgência. Ele respondeu ao chamado o mais rápido possível, trocou de roupa e foi direto para centro cirurgico.



Ele encontrou o pai do menino indo e vindo na sala de espera do médico. Depois de vê-lo, o pai gritou:


"Por que você levou todo esse tempo para vir? Você não sabe que a vida do meu filho está em perigo? Você não tem senso de responsabilidade? "
O médico sorriu e disse:
"Lamento, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a ligação ...... E agora, eu gostaria que você se acalmasse para que eu possa fazer meu trabalho"
"Acalmasse? Se fosse seu filho que estivesse nesta sala agora, iria se acalmar? Se o seu próprio filho morresse agora oque você iria fazer? ", Disse o pai com raiva
O médico sorriu novamente e respondeu: "Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia Sagrada" Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus ". Os médicos não podem prolongar a vida. Vá e interceda por seu filho, vamos fazer o nosso melhor pela graça de Deus "
"Dar conselhos é facil", murmurou o pai.
A cirurgia levou algumas horas e depois o médico saiu feliz, "Graças a Deus! Seu filho está salvo! "
E sem esperar a resposta do pai o medico saiu correndo. "Se você tem alguma dúvida, pergunte a enfermeira! Disse o medico."
"Por que ele é tão arrogante? Ele não podia esperar alguns minutos para que eu pudesse perguntar sobre o estado do meu filho ", comentou o pai ao ver os enfermeiros minutos depois que o médico saiu.
A enfermeira respondeu, com lágrimas descendo seu rosto: "O filho dele morreu ontem num acidente de avião, ele estava no enterro, quando o hospital o chamou para a cirurgia de seu filho. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele saiu correndo para terminar o enterro do filho dele. "
Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe como a vida daquela pessoa, o que está acontecendo, ou pelo que estão passando.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

APRENDER A OUVIR, EITA COISA COMPLICADA!


APRENDER A OUVIR, EITA COISA COMPLICADA! OUVIR AS PESSOAS É O SEGREDO PARA MANTER SAUDÁVEL QUALQUER RELACIONAMENTO. QUANDO OUVIMOS IDENTIFICAMOS E CONHECEMOS MELHOR AS PESSOAS. AS VEZES RECLAMAMOS DA SOLIDÃO E QUANDO TEMOS A OPORTUNIDADE DE OUVIR OS OUTROS ENFIAMOS OS PÉS PELAS MÃOS COM NOSSOS DISCURSOS E FILOSOFIAS INTERMINÁVEIS. AO ESCUTAR OS OUTROS PASSAMOS A CONHECER A ALMA DE QUEM FALA. E MUI...TAS VEZES, O NOSSO INTERLOCUTOR NOS DA SINAIS CLAROS DO QUE PRECISAMOS MUDAR EM NOSSO COMPORTAMENTO. POR VEZES NOS TORNAMOS INACESSÍVEIS AS PESSOAS, SIMPLESMENTE PORQUE NÃO PRESTAMOS ATENÇÃO NOS SINAIS QUE ELAS NOS PASSAM. VAMOS PARAR DE FALAR COM AS PESSOAS, POIS CONVERSAR É BEM MELHOR. QUANDO FALAMOS QUEREMOS SER OUVIDOS, QUANDO CONVERSAMOS A GENTE OUVE E FALA, É MUITO DIFERENTE. O BOM DA VIDA É CONVERSAR, FALAR DEMAIS É PARA OS DITADORES. DESEJO QUE SEU DIA SEJA REPLETO DE CONVERSAS INTERMINÁVEIS.


ADEILSON SALLES

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Muitas instituições caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. - Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?



Muitas instituições caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.

Elas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência, quando somos percebidas pelo cachorro, é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Pensei, sim! E fui conversar com a minha avó, que tinha a resposta na ponta da língua.
- E o quê ela disse?
- Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança.


MORAL: Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.
Virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.


II Timóteo 4.3-4

A NEGAÇÃO DE PEDRO - “Pedro, o homem do mundo é mais frágil do que perverso!...”


Compartilhando essa linda passagem do livro Boa Nova.

Uma ótima Semana a todos. Victor Fofonka.


XXVI- A NEGAÇÃO DE PEDRO


O ato do Messias, lavando os pés de seus discípulos, encontrou certa incompreensão da parte de Simão Pedro. O velho pescador não concordava com semelhante ato de extrema submissão. E, chegada a sua vez, obtemperou, resoluto:


– Nunca me lavareis os pés, Mestre; meus companheiros estão sendo ingratos e duros neste


instante, deixando-vos praticar êsse gesto, como se fôsseis um escravo vulgar.


Em seguida a essas palavras, lançou à assembléia um olhar de reprovação e desprezo, enquanto


Jesus lhe respondia:


– Simão, não queiras ser melhor que os teus irmãos de apostolado, em nenhuma circunstância da


vida. Em verdade, assevero-te que, sem o meu auxílio, não participarás com o meu espírito das alegrias


supremas da redenção.


O antigo pescador de Cafarnaum aquietou-se um pouco, fazendo calar a voz de sua generosidade


quase infantil.


Terminada a lição e retomando o seu lugar à mesa, o Mestre parecia meditar gravemente. Logo


após, todavia, dando a entender que sua visão espiritual devassava os acontecimentos do futuro,


sentenciou :


– Aproxima-se a hora do meu derradeiro testemunho! Sei, por antecipação, que todos vós estareis


dispersados nesse instante supremo.É natural, porquanto ainda não estais preparados senão para


aprender. Antes, porém, que eu parta, quero deixar-vos um novo mandamento, o de amar-vos uns aos


outros como eu vos tenho amado ; que sejais conhecidos como meus discípulos, não pela superioridade


no mundo, pela demonstração de poderes espirituais, ou pelas vestes que envergueis na vida, mas pela


revelação do amor com que voa amo, pela humildade que deverá ornar as vossas almas, pela boa


disposição no sacrifício próprio.


Vendo que Jesus repetia uma vez mais aquelas recomendações de despedida, Pedro, dando


expansão ao seu temperamento irrequieto,


adiantou-se, indagando :


– Afinal, Senhor, para onde ides?


O Mestre lhe lançou um olhar sereno, fazendo-lhe sentir o interesse que lhe causava a sua


curiosidade e redargüiu :


– Ainda não te encontras preparado para seguir-me. O testemunho é de sacrifício e de extrema



abnegação e somente mais tarde entrarás na posse da fortaleza indispensável.


Simão, no entanto, desejando provar por palavras aos companheiros o valor da sua dedicação,


acrescentou, com certa ênfase, ao propósito de se impor à confiança do Messias :


– Não posso seguir-vos? Acaso, Mestre, podereis duvidar de minha coragem? Então, não sou um


homem? Por vós darei a minha própria vida.


O Cristo sorriu e ponderou :


– Pedro, a tua inquietação se faz credora de novos ensinamentos. A experiência te ensinará


melhores conclusões, porque, em verdade, te afirmo que esta noite o galo não cantará, sem que me


tenhas negado por três vezes.


– Julgais-me, então, um espírito mau e endurecido a êsse ponto? – Indagou o pescador, sentindo-se


ofendido.


– Não, Pedro – adiantou o Mestre, com doçura – não te suponho ingrato ou indiferente aos meus


ensinos. Mas, vais aprender, ainda hoje, que o homem do mundo é mais frágil do que perverso.


***


Pedro não quis acreditar nas afirmações do Messias e tão logo se verificara a sua prisão, no


pressuposto de demonstrar o seu desassombro e boa disposição para a defesa do Evangelho do Reino,


atacou com a espada um dos servos do sumo sacerdote de Jerusalém, compelindo o Mestre a mais


severas observações. Consoante as afirmativas de Jesus, o colégio dos apóstolos se dispersara, naquele


momento de supremas resoluções. A humildade com que o Cristo se entregava desapontara a alguns


deles, que não conseguiam compreender a transcendência daquele Reino de Deus, sublimado e distante.


Pedro e João, observando que a detenção do Mestre pelos emissários do templo era fato


consumado, combinaram, entre si, acompanhar, de longe, o grupo que se afastava, conduzindo o


Messias. Debalde, procuraram os demais companheiros que, receosos da perseguição, haviam


debandado.


Ambos, no entanto, desejavam prestar a Jesus o auxílio necessário. Quem sabe poderiam encontrar


um recurso de salvá-lo? Era mister certificar-se de tôdas as ocorrências. Mobilizariam suas humildes


relações em Jerusalém, a favor do Mestre querido. Compreendiam a extensão do perigo e as ameaças que


lhes s pesavam sobre a fronte. De incitante a instante, eram surpreendidos por homens do povo que, em


palestra de caminho, acusavam a Jesus de feiticeiro e herético.


A noite caíra sobre a cidade ..


Os dois discípulos observaram que a expedição de servos e soldados chegava à residência de Caifaz,


onde o Cristo foi recolhido a uma cela úmida, cujas grades davam para um pátio extenso.


O prisioneiro fora trancafiado, por entre zombarias e impropérios. Ao grupo reduzido, juntava-se



agora a massa popular, então em pleno alvoroço festivo, nas comemorações da Páscoa. O pátio amplo foi


invadido por uma aluvião de pessoas alegres.


Pedro e João compreenderam que as autoridades do Templo imprimiam caráter popular ao movimento de perseguição ao Messias, vingando-se de sua vitória na entrada triunfal em Jerusalém, como uma nova esperança para o coração dos desalentados e oprimidos.


Depois de ligeiro entendimento, o filho de Zebedeu voltou a Betânia, afim de colocar a mãe de Jesus ao corrente dos fatos, enquanto Pedro se misturava à aglomeração, de maneira a observar em que poderia ser útil ao Messias.


O ambiente estava já preparado pelo farisaísmo para os tristes acontecimentos do dia imediato. Em tôdas as rodas, falava-se do Cristo como de um traidor ou revolucionário vulgar. Alguns comentadores mais exaltados o denunciavam como ladrão. Ridicularizava-se o seu ensinamento, zombava-se de sua exemplificação e não faltavam os que diziam, em voz alta, que o Profeta Nazareno havia chegado à cidade chefiando um bando de salteadores.


O velho pescador de Cafarnaum sentiu a hostilidade com que teria de lutar, afim de socorrer o Messias, e experimentou um frio angustioso no coração. Sua resolução parecia vencida. A alma ansiosa se deixava dominar por dúvidas e aflições. Começou a pensar nos seus familiares, em suas necessidades comuns, nas convenções de Jerusalém que ele não poderia afrontar sem pesados castigos. Com o cérebro fervilhando de expectativas e cogitações de defesa própria, penetrou no pátio extenso, onde se adensava a multidão.


Para logo, uma das servas da casa se aproximou dele e exclamou, surpreendida:


– Não és tu um dos companheiros deste homem? – Indagou, designando a cela onde Jesus se achava encarcerado.


O pescador refletiu um momento e, reconhecendo que o instante era decisivo, respondeu, dissimulando a própria emoção :


– Estás enganada. Não sou.


O apóstolo ponderou aquela primeira negativa e pôs-se a considerar que semelhante procedimento, aos seus olhos, era o mais razoável, porquanto tinha de empregar tôdas as possibilidades ao seu alcance, a favor de Jesus.


Fingindo despreocupação, o irmão de André se dirigiu a uma pequena aglomeração de populares, onde cada qual procurava esquivar-se ao frio intenso da noite, aquentando-se junto de um braseiro.


Novamente um dos circunstantes, reconhecendo-o, o interpelou nestes termos :


– Então, vieste socorrer o teu Mestre?


– Que Mestre? – perguntou o pescador de Cafarnaum, entre receoso e assustado – Nunca fui discípulo desse homem. Fornecida essa explicação, todo o grupo se sentiu à vontade para comentar a situação do prisioneiro. Longas horas passaram-se para Simão Pedro, que tinha o coração a duelar-se com a própria consciência, naqueles instantes penosos em que fora chamado ao testemunho. A noite ia adiantada, quando alguns servidores vieram servir bilhas de vinho. Um deles encarando o discípulo com certo espanto, exclamou de súbito:


– É este!... É bem aquele discípulo que nos atacou à espada, entre as árvores do horto!...


– Simão ergueu-se pálido e protestou :


– Estás enganado, amigo! Vê que isso não seria possível!...


Logo que pronunciou sua derradeira negativa, os galos da vizinhança cantaram em vozes estridentes, anunciando a madrugada.



Pedro recordou as palavras do Mestre e sentiu-se perturbado por infinita angústia. Levantou-se cambaleante e, voltando-se instintivamente para a cela em que o Mestre se achava prisioneiro, viu o semblante sereno de Deus a contemplá-lo através das grades singelas.


***


Presa de indizível remorso, o apóstolo retirou-se envergonhado de si mesmo. Dando alguns passos, alcançou os muros exteriores, onde se deteve a chorar amargamente. Ele, que fora sempre homem ríspido e resoluto, que condenara invariàvelmente os transviados da verdade e do bem, que nunca conseguira perdoar as mulheres mais infelizes, ali se encontrava, abatido como uma criança, em face de sua própria falta. Começava a entender a razão de certas experiências dolorosas de seus irmãos em humanidade. Em seu espírito como que desabrochava uma fonte de novas considerações pelos infortunados da vida. Desejava, ansiosamente, ajoelhar-se ante o Messias e suplicar-lhe perdão para a sua queda dolorosa.


Através do véu de lágrimas que lhe obscurecia os olhos, Simão Pedro experimentou uma visão controladora e generosa. Figurou-se-lhe que o Mestre vinha vê-lo, em espírito, na solidão da noite, trazendo nos lábios aquele mesmo sorriso sereno de todos os dias. Ante a emoção confortadora e divina, Pedro ajoelhou-se e murmurou:


– Senhor, perdoai-me!


Mas, nesse instante, não mais viu, na confusão de seus angustiados pensamentos. Luar alvíssimo enfeitava de luz as vielas desoladas. Foi ai que o antigo pescador refletiu mais austeramente, lembrando as advertências amigas de Jesus, quando lhe dizia : – “Pedro, o homem do mundo é mais frágil do que perverso!...”

sábado, 5 de maio de 2012

“Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Reflita um momento. A vida é muito curta. Você, em que lista está?


A NOTA DE R$ 100,00



Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200... pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. Ele perguntou: “Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Todos ergueram a mão...


Então ele disse: “Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas.


E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor. Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.”


Agora, reflita bem e procure em sua memória:


Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.


Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso de Miss Universo.


Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel.


Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.


Como vai? Mal, né? Difícil de lembrar? Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem.


Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Os vencedores são esquecidos.


Agora faça o seguinte:


Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação.


Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis.


Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial.


Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o teu tempo.


Como vai? Melhor, não é verdade?


As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios.



São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.


Reflita um momento. A vida é muito curta. Você, em que lista está?
 
Reflita e enterneça...

terça-feira, 1 de maio de 2012

As Emoções. Anciedades. Não se podendo viver sem as emoções, cuidar daqueles que edificam em detrimento das que perturbam, tal é a missão do homem e da mulher inteligentes na Terra.


A palavra emoção provém do verbo latino emovere, que significa mover ou movimentar, sendo, portanto, qualquer tipo de sentimento que produza na mente algum tipo de movimentação, que tanto pode ser positiva, negativa ou mesmo neutra.

Importantes na ocorrência desse fenômeno são o seu propósito assim como as suas consequências. Quando se direciona ao bem estar, à paz, à alegria de viver e de construir, contribuindo em favor do próximo, temo-la como positiva ou nobre, porque edificante e realizadora. No entanto, se inquieta, estimulando transtornos e ansiedade conduzindo nossa mente a distúrbios de qualquer natureza, temo-la negativa ou perturbadora, que necessita de orientação e equilíbrio.
Os resultados serão analisados pelos efeitos que produzam no indivíduo assim como naqueles com os quais convive, estabelecendo harmonia ou gerando empecilhos.
São as emoções responsáveis pelos crimes hediondos, quando transtornadas, assim como pelas grandes realizações da Humanidade, quando direcionadas para os objetivos dignificantes do ser.
No primeiro caso, desfruta-se da alegria de viver e de produzir o bem, enquanto que, no segundo, proporciona sofrimento e angústia, desespero e consumpção.
Para um ou outro objetivo são necessárias ferramentas específicas, tais como o amor, a bondade, a compaixão, a gentileza, a caridade, a fim de se lograr os resultados nobres, ou, do contrário, a ira, a cólera, o ódio, o ressentimento, a desonestidade, que levam ao crime e a todas as urdiduras do mal.
No primeiro caso encontramos a nobreza de caráter e dos sentimentos edificantes, enquanto que, no segundo, constatamos a pequenez moral, o primarismo em que se detém o ser humano.
As emoções, do ponto de vista psicológico, podem ser agradáveis ou perturbadoras, estabelecendo identidades, tais como aproximação, medo, repugnância e rejeição.
O importante, no que concerne às emoções, é o esforço que deve ser desenvolvido a fim de que sejam transformadas as nocivas em úteis.
Quando se expressam prejudiciais, o indivíduo tem o dever de trabalha-las, porque algo em si mesmo não se encontra saudável nem bem orientado. Ao invés de dar expansão às sujas tempestades interiores, deve procurar examinar em profundidade a razão pela qual assim se encontra, de imediato, tentando alterar-lhe o direcionamento.
As emoções têm sua origem nas experiências anteriores do ser, que se permitiu o estabelecimento de paisagens internas de harmonia ou de conflitos.
Não se deve lutar contra as emoções, mesmo aquelas denominadas prejudiciais, antes cabendo o esforço para desviar-se a ocorrência daquilo que possa significar danos em relação a si mesmo ou a outrem.
Inevitavelmente ocorrem momentos em que as emoções nocivas assomam volumosas. A indisciplina mental e de comportamento abrem-lhes espaços para que se expandam, no entanto, a vigilância ao lado do desejo de evitar-se danos morais oferece recurso para impedir-lhe as sucessivas consequências infelizes.
Nem sempre é possível evitar-se ocorrências que desencadeiam emoções violentas. Pode-se, porém, equilibrar o curso da sua explosão e o direcionamento dos seus efeitos.
Raramente alguém é capaz de permanecer emocionalmente neutro em uma situação conflitiva, especialmente quando o seu ego é atingido. Irrompe, automaticamente, a hostilidade, em forma de autodefesa, de acusação defensiva, de revide...
Pode-se, no entanto, evitar que se expanda o sentimento hostil, administrando-se as reações que produz, mediante o hábito de respeitar o próximo, de te-lo em trânsito pelo nível de sua consciência, se em fase primária ou desenvolvida.
Torna-se fácil, desse modo, superar o primeiro impacto e corrigir-se o rumo daquele que se transformou em emoção de ira ou de raiva...


Se tomas consciência de ti mesmo, dos valores que te caracterizam, das possibilidades de que dispõe, é possível exercer um controle sobre as tuas emoções, evitando que as perniciosas se manifestem ante qualquer motivação e as edificantes sejam equilibradas, impedindo os excessos que sempre são prejudiciais.
Quando são cultivadas as reminiscências das emoções danosas, há mais facilidade para que outras se expressem ante qualquer circunstância desagradável. Como não se pode nem se deve viver de experiências transatas, o ideal é diluir-se em novas experiências todas aquelas que causaram dor e hostilidade.
Isso é possível mediante o cultivo de pensamento de paz e de solidariedade, criando um campo mental de harmonia, capaz de manifestar-se por automatismo, diante de qualquer ocorrência geradora de aflição.
Gandhi afirmava que não deve matar o indivíduo hostil, mas matar a hostilidade nesse indivíduo, o que corresponde ao comportamento pacífico encarregado de desarmar o ato agressivo de quem se faz adversário.
Eis por que a resistência passiva consegue os resultados excedentes da harmonia. Provavelmente, ou outro, o inimigo, não entenderá de momento a não violência daquele a quem aflige, mas isso não é importante, sendo valioso para aquele que assim procede, porque não permite que a insânia de fora alcance o país da sua tranqüilidade interior.

A problemática apresenta-se como necessidade de eliminar os sentimentos negativos, o que não é fácil, tornando-se mais eficiente diluí-los mediante outros de natureza harmônica e saudável.
Acredita-se que a supressão da angústia, da ansiedade, da raiva proporciona felicidade. Não será o desaparecimento de um tipo de emoção que fará com que se desfrute imediatamente de outra. A questão deve ser colocada de maneira mais segura, trabalhando-se, sim, pela eliminação das emoções perturbadoras, porém, ao mesmo tempo, cultivando-se e desenvolvendo-se aquelas que são as saudáveis e prazenteiras.
Não se torna suficiente, portanto, libertar-se daquilo que gera mal estar e produz decepção, mas agir de maneira correta, a fim de que se consiga alegria e estímulo para uma vida produtiva.


Viver por viver é fenômeno biológico, automático, no entanto, é imprescindível viver-se em paz, bem viver-se, ao invés do tradicional conceito de viver de bem com tudo e com todos, apoiado em reservas financeiras e em posições relevantes, sempre transitórias...
Pensa-se que é uma grande conquista não se fazer o mal a ninguém. Sem dúvida que se trata de um passo avançado, entretanto, é indispensável fazer-se o bem,promover-se o cidadão, a cultura, a sociedade, ao mesmo tempo elevando-se moralmente.
Quando se está com a emoção direcionada ao bem e à evolução moral, o pensamento torna-se edificante e tudo concorre para a ampliação do sentimento nobre. O inverso também ocorre, porquanto o direcionamento negativo, as suspeitas que se acolhem, a hostilidade gratuita que se desenvolve, contribuem para que o indivíduo permaneça armado, porque sempre se considera desamado.
Mediante o cultivo das emoções positivas, aclara-se a percepção da verdade, das atitudes gentis, dos sentimentos solidários, enquanto que a constância das emoções prejudiciais faculta a distorção da óptica em torno dos acontecimentos, gerando sempre mau humor, indisposição e malquerença.
Quando se alcançar o amor altruísta haverá o sentimento da real fraternidade e o equilíbrio real no ser que busca de si mesmo e de Deus.

Jesus permanece como sendo o exemplo máximo do controle das emoções, não se deixando perturbar jamais por aquelas que são consideradas perniciosas. Em todos os Seus passos, o amor e a benevolência, assim como a compaixão e a misericórdia estavam presentes, caracterizando o biótipo ideal, guia e modelo para todos os indivíduos.
Traído e encaminhado aos Seus inimigos, humilhado e condenado à morte, não teve uma emoção negativa, mantendo-se sereno e confiante, lecionando em silêncio o testemunho que é pedido a todos quantos se entregam a Deus e devem servir de modelo à Humanidade.
Não se podendo viver sem as emoções, cuidar daqueles que edificam em detrimento das que perturbam, tal é a missão do homem e da mulher inteligentes na Terra.

Joanna de Ângelis
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 09 de março de 2009, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia, publicada em "Reformador" de junho de 2009).



domingo, 29 de abril de 2012

codigo Florestal. Em Ecologia, resiliência é a capacidade de um determinado ecossistema de retomar sua forma original após uma perturbação. Pode também ser definida como o limite da resistência do ecossistema a uma mudança para que esta não se converta numa situação irreversível.



 ARI RANGEL
“A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível”1

Ultimamente, temos visto muitos desastres naturais, catástrofes e para nós, brasileiros, quando chega o verão, estação em que as chuvas são mais abundantes, estes tristes acontecimentos envolvendo a natureza se intensificam. E por que tantas tempestades, tantas inundações, tantas catástrofes? Por que até tornados, furacões, fenômenos que antes não aconteciam em nosso país agora estão acontecendo? O que será que está havendo? O que a Doutrina Espírita nos ensina a respeito? Estes acontecimentos têm alguma relação com a Lei de Destruição, observada pelos espíritos, em O Livro dos Espíritos?... Reflitamos...

Causas...
A terceira parte de O Livro dos Espíritos, que fala das Leis Morais, em seu capítulo VI, ensina-nos sobre a Lei de Destruição, uma lei natural, necessária à própria renovação da natureza e conseqüentemente, da perpetuidade da vida, mas que nada tem a ver com a destruição decorrente das atividades e ações humanas, ou seja, provocada pelo homem e que tem degradado dia-a-dia o planeta Terra como a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, o gás, o carvão; o desmatamento; a queimada de matas e florestas; a emissão de gases poluentes, também conhecidos como gases de efeito estufa, que aceleram superlativamente o aquecimento global e que têm provocado, em todo o planeta, uma devastação sem precedentes na história, como o derretimento das calotas polares e consequentemente o aumento do nível dos oceanos e a sua acidificação; a desertificação de florestas; a perda gradativa da biodiversidade; os problemas na agricultura; o aumento de refugiados ambientais; as epidemias e, a continuar a elevar-se a temperatura média como prevêem os cientistas, a intensificação dos chamados desastres naturais, os mesmos que estamos assistindo e/ou vivendo, tanto aqui, no Brasil, como nos quatro cantos do planeta, inclusive ceifando muitas vidas humanas, principalmente aquelas mais expostas às regiões onde estes fenômenos são mais intensos. Fácil, compreender, então, que estes tristes acontecimentos são, fundamentalmente, frutos, não de uma lei natural de destruição, mas, consequência de atividades humanas irresponsáveis e inconsequentes, desde a Revolução Industrial, quando a produção e o consumo (exagerados) passaram a alterar o clima do planeta. A esta “resposta” à intervenção desmedida do homem na natureza dá-se o nome de resiliência. Em Ecologia, resiliência é a capacidade de um determinado ecossistema de retomar sua forma original após uma perturbação. Pode também ser definida como o limite da resistência do ecossistema a uma mudança para que esta não se converta numa situação irreversível. Fácil concluir, portanto, que a destruição a que assistimos é de natureza humana, antrópica e não o produto natural da chamada Lei de Destruição. Esta verdadeira hecatombe ecológica que tem grassado muito próximo de nós é mais um sinal desta mudança climática, cujo autor é unicamente o homem.

(Des)construindo um planeta melhor...

Alguns irmãos espíritas, provavelmente, vejam com certa reserva e até com certa incredulidade, a necessidade de adotarmos atitudes ambientalmente responsáveis e sustentáveis para melhorarmos a catastrófica face do planeta, partindo daquela premissa de que a Terra está em transição de um mundo de expiações e provas para um mundo de regeneração, e que, portanto, estas atitudes são um tanto quanto redundantes. Em um excelente livro, Espiritismo e Ecologia, o jornalista e especialista em meio ambiente, espírita, André Trigueiro, nos chama a atenção para uma mensagem de Santo Agostinho, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu capítulo III, a despeito desta premissa determinista, de que transitamos para um mundo melhor: “(...) às vicissitudes de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados; há ainda provas a suportar (...) nesses mundos, o homem ainda é falível, e o Espírito do mal não perdeu, ali, completamente o seu império. Não avançar é recuar, e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e terríveis provas“. O autor nos chama muito bem a atenção para que não aguardemos de braços cruzados este salto evolutivo, sem nenhum prejuízo futuro. Precisamos, sim, dar o nosso contributo, vivendo como seres integrais as responsabilidades que nos cabem no uso dos recursos naturais (finitos!) e como co-autores do planeta, responsáveis pela sua sustentabilidade, que presentemente nos acolhe, e, quiçá, amanhã, quando pelas portas da reencarnação retornarmos para novas experiências, possamos (re)encontrar boas reservas de água doce, boa qualidade do ar, amplos espaços verdes preservados, enfim, providências que se não forem adotadas hoje, mudando, aqui e agora, nossa forma predatória de viver, seremos os legítimos e justos herdeiros de nossa própria imprevidência e indiferença...

No centro dos centros...

É óbvio que neste cenário de extrema preocupação, sem nenhuma retórica alarmista ou falaciosa, cabe-nos a todos uma mudança radical de valores frente à devastação planetária; sociedade civil, governos, empresas, igrejas, enfim, todos nós, e, neste particular também às casas espíritas um papel primordial de trazer o debate em seus círculos de palestras e estudos, a fim de que não descuidemos de um tema tão urgente e que muito nos diz respeito, para nos alfabetizarmos ambientalmente e incorporarmos e vivenciarmos, de fato, posturas ecologicamente corretas. Um grande exemplo, neste sentido, deu a Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros, a CNBB, quando por dois anos distintos, em sua campanha anual de fraternidade, levou até seus fíéis os temas: água e Amazônia, com amplas discussões, propostas e diretrizes, discutidos em todo Brasil. Conforme assevera André Trigueiro em seu maravilhoso livro Espiritismo e Ecologia, são ciências afins, sinérgicas. Se o Espiritismo, como já foi dito, é uma revolução, na melhor acepção desta palavra, o movimento espírita não pode e nem deve deixar de lado um tema tão capital quanto a sustentabilidade da vida neste planeta degradado. Que em nossos ideários coloquemos, antes de nossas pretensões azuis celestes, prioritariamente, um planeta necessariamente mais verde esperança, agindo, aqui e agora, como cidadãos espíritas, cônscios da imensa responsabilidade que nos pesa com as informações que já dispomos! Ecologia quer dizer, literalmente, estudo da casa. Portanto, palestras, fóruns, seminários, estudos, Já!!!... Afinal, centro espírita é ou não é uma um espaço amplamente educativo? Saudações ecológicas!

Bibliografia
1 Conduta Espírita (André Luiz/Waldo Vieira), FEB, página 113, 14ª edição
Espiritismo e Ecologia, FEB, André Trigueiro - 1ª edição
Le Monde Diplomatique Brazil, ano 3, número 29
Revista Veja, edição 2143
Revista Isto É, edições 2093 e 2096
Site Mundo Sustentável
Site Akatu
O Livros dos Espíritos, FEB, 1ª edição do Sesquicentenário
O Evangelho Segundo O Espiritismo, Fundação Espírita André Luiz, 1ª edição, 1996





quinta-feira, 26 de abril de 2012

Reflexão: Só para pessoas que sabem refletir!!! Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?


Era uma vez um Rei muito triste; que tinha um pajem, que como todo pajem de um Rei triste, era muito feliz... Todas as manhãs, o pajem chegava com o desjejum do seu Amo, sempre rindo e cantarolando alegres canções... O sorriso sempre desenhado em seu rosto, e a atitude para com a vida sempre serena e alegre...


 
Um dia o Rei mandou chamá-lo:

 
- Pajem - disse o Rei - qual é o seu segredo?

 
- Qual segredo, Alteza?

 
- Qual o segredo da tua alegria?

 
- Não existe nenhum segredo, Majestade...

 
- Não minta, pajem... bem sabes que já mandei cortar muitas cabeças por ofensas menores do que a sua mentira!

 
- Mas não estou mentindo! Não guardo nenhum segredo.

 
- E por que estás sempre alegre e feliz?

 
- Majestade, eu não tenho razões para estar triste: muito me honra servir à Vossa Alteza, tenho minha esposa e meus filhos, e vivemos na casa que a Corte nos concedeu; somos vestidos e alimentados, e sempre recebo algumas moedas de prata para satisfazer alguns gostos.... como não estar feliz?


 
- Se você não me disser agora mesmo qual é o seu segredo, mandarei decapitá-lo - disse o Rei - Ninguém pode ser feliz por essas razões que você me deu!

 
- Mas Majestade, não há nenhum segredo... Nada me satisfaria mais do que sanar a vossa curiosidade, mas realmente não há nada que eu esteja escondendo.

 
- Vá embora daqui antes que eu chame os guardas.

 
O pajem sorriu, fez a habitual reverência e deixou o Rei em seus pensamentos.

 
O Rei estava como louco.

 
Não podia entender como o pajem poderia ser feliz vivendo em uma casa que não lhe pertencia, usando roupas de terceira mão e se alimentando dos restos dos cortesãos.

 
Quando se acalmou mandou chamar o mais sábio de seus conselheiros, e lhe contou a conversa que tivera com o pajem pela manhã.

 
Sábio, por que ele é feliz?


 
- Ah, Majestade! O que acontece é que ele está fora do Círculo...

 
- Fora do Círculo?

 
- Sim.

 
- E é isso o que faz dele uma pessoa feliz?

 
- Não, Majestade. Isso é o que não o faz infeliz...

 
- Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?

 
- Exato.

 
- E como ele saiu desse tal Círculo?

 
- Ele nunca entrou.

 
- Nunca entrou? Mas que Círculo é esse?

 
- É o Círculo dos 99...

 
- Realmente não entendo nada do que você me diz.

 
- A única maneira para que Vossa Alteza entenda seria mostrando pelos fatos.

 
- Como?

 
- Fazendo com que ele entre no Círculo.

 
Isso! Então o obrigarei a entrar!


 
- Não, Alteza, ninguém pode ser obrigado a entrar...

 
- Então teremos que enganá-lo

 
- Não será necessário... se lhe dermos a oportunidade, ele entrará por si mesmo.

 
- Por si mesmo? Mas ele não notará que isso acarretará sua infelicidade?

 
- Sim, mas mesmo assim entrará... Não poderá evitar!

 
- Me diz que ele saberá que isso será o passo para a infelicidade e que mesmo assim entrará?

 
- Sim. O senhor está disposto a perder um excelente pajem para compreender a estrutura do Círculo?

 
- Sim.*

 
- Então nesta noite passarei a buscar-lhe. Deves ter preparada uma bolsa de couro com 99 moedas de ouro. Mas devem ser exatas 99, nem uma a mais, nem uma a menos.

 
- O que mais? Devo levar escolta para proteger-nos?

 
- Nada mais do que a bolsa de couro, Majestade...

 
- Então vá. Nos vemos à noite

 
Assim foi...


 
Nessa noite o sábio buscou o Rei e juntos foram até os pátios do Palácio.

 
Se esconderam próximo à casa do pajem, e lá aguardaram o primeiro sinal.

 
Quando dentro da casa se acendeu a primeira vela, o sábio pegou a bolsa de couro e junto a ela atou um papel que dizia as seguintes palavras: "Este tesouro é teu. É o prêmio por seres um bom homem. Aproveite e não conte a ninguém como encontrou esta bolsa".

 
Logo deixou a bolsa com o bilhete na porta da pajem. Golpeou uma vez e correu para esconder-se. Quando o pajem abriu a porta, o sábio e o Rei espiavam por entre as árvores para verem o que aconteceria. O pajem viu o embrulho à sua porta, olhou para os lados, leu o papel, agitou a bolsa e, ao escutar o som metálico, estremeceu dos pés à cabeça, apertou a bolsa contra o peito e rapidamente entrou em sua casa.

 
O Rei e o sábio se aproximaram então da janela para presenciar a cena.

 
O pajem havia despejado todo o conteúdo da bolsa sobre a mesa, deixando somente a vela para iluminar. Havia se sentado e seus olhos não podiam crer no que estavam vendo..

 
Era uma montanha de moedas de ouro !


 
Ele, que nunca havia tocado em uma dessas, de repente tinha um monte delas...

 
Ele as tocava e amontoava, acariciava e fazia brilhar à luz da vela.

 
Juntava e esparramava, fazendo pilhas...

 
E assim, brincando, começou a fazer pilhas de 10 moedas. Uma, duas, três, 4, 5.... e enquanto isso somava 10, 20, 30, 40, 50... até que formou a última pilha... 99 moedas?

 
Seu olhar percorreu a mesa primeiro, buscando uma moeda a mais, logo o chão e finalmente a bolsa. "Não pode ser" – pensou.

 
Pôs a última pilha ao lado das outras 9 e notou que realmente esta era mais baixa.

 
- Me roubaram! Me roubaram - gritou

 
Uma vez mais procurou por todos os cantos, mas não encontrou o que achava estar faltando....

 
Sobre a mesa, como que zombando dele, uma montanha resplandecia e lhe fazia lembrar que haviam SOMENTE 99 moedas. "99 moedas... é muito dinheiro"- pensou -


 
"Mas falta uma... Noventa e nove não é um número completo. 100 é, mas 99 não..."

 
O Rei e o sábio espiavam pela janela e viam que a cara do pajem já não era mais a mesma: ele estava com as sobrancelhas franzidas, a testa enrugada, os olhos pequenos e o olhar perdido... sua boca era uma enorme fenda, por onde apareciam os dentes que rangiam..

 
O pajem guardou as moedas na bolsa, jogou o papel na lareira e olhando para todos os lados e constatar que ninguém havia presenciado a cena, escondeu a bolsa por entre a lenha. Pegou papel e pena e sentou-se a calcular. Quanto tempo teria que economizar para poder obter a moeda de número 100?

 
O tempo todo o pajem falava em voz alta, sozinho...Estava disposto a trabalhar duro até conseguir. Depois, quem sabe, não precisaria mais trabalhar... com 100 moedas de ouro ninguém precisa trabalhar.


 
Finalizou os cálculos. Se trabalhasse e economizasse seu salário e mais algum extra que recebesse, em 11 ou 12 anos conseguiria o necessário para comprar a última moeda.

 
" Mas 12 anos é tempo demais... Se eu pedisse à minha esposa que procurasse um emprego no vilarejo, e se eu mesmo trabalhasse à noite, em 7 anos conseguiríamos" - concluiu depois de refazer os cálculos -

 
"Mesmo sendo muito tempo, é isso o que teremos que fazer..."

 
O Rei e o sábio voltaram ao Palácio.

 
Finalmente o pajem havia entrado para o Círculo dos 99!!!

 
Durante os meses seguintes, o pajem seguiu seus planos conforme havia decidido naquela noite.

 
Numa manhã, entrou nos aposentos reais com passos fortes, batendo nas portas, rangendo dentes e bufando com todo o mau humor típico dos ultimos tempos...

 
O que lhe acontece, pajem? - perguntou o Rei de bom grado


 
- Nada, não acontece nada...

 
- Antigamente, não faz muito, você ria e cantava o tempo todo...

 
- Faço ou não o meu trabalho?

 
- O que Vossa Alteza esperava?

 
- Que além de pajem sou obrigado a estar sempre bem por que assim o deseja?

 
Não se passou muito e o Rei despediu o seu pajem, afinal, não era nada agradável para um Rei triste ter um pajem mau humorado o tempo todo...

 

 

 

 

 
Você, Eu e todos ao redor fomos educados nessa psicologia: Sempre falta algo para estarmos completos, e somente completos podemos gozar do que temos...

 
Portanto, nos ensinaram que a Felicidade deve esperar até estar completa com aquilo que falta. E como sempre falta algo, a idéia volta ao início e nunca se pode desfrutar plenamente da vida...Mas, o que aconteceria se a iluminação chegasse às nossas vidas e nos déssemos conta, assim, de repente, que nossas 99 moedas são os nossos 100% ?


 
Que nada nos faz falta?

 
Que ninguém tomou aquilo que é nosso?

 
Que não se é mais feliz por ter 100 e não 99 moedas?

 
Que tudo é uma armadilha posta à nossa frente para que estejamos sempre cansados, mau humorados, desanimados, infelizes?

 
Uma armadilha que nos faz empurrar cada vez mais e ainda assim tudo continue igual... eternamente iguais e insatisfeitos....

 
Quantas coisas mudariam se pudéssemos desfrutar de nosso tesouro tal como é!!!

 
Se este é o seu problema, a solução para sua vida está em saber valorizar o que você tem ao seu redor, e não lamentar-se por aquilo que não tem ou que poderia ter...



terça-feira, 24 de abril de 2012

A Morte na visão Espírita. A Doutrina Espírita não apenas consola, mas também alumia o raciocínio dos que indagam e choram na grande separação.

 



Toda religião procura confortar os homens, ante a esfinge da morte. A Doutrina Espírita não apenas consola, mas também alumia o raciocínio dos que indagam e choram na grande separação. Toda religião admite a sobrevivência.

A Doutrina Espírita não apenas patenteia a imortalidade da vida, mas também demonstra o continuísmo da evolução do ser, em esferas diferentes da Terra. Toda religião afirma que o mal será punido, para lá do sepulcro. A Doutrina Espírita não apenas informa que todo delito exige resgate, mas também destaca que o inferno é o remorso, na consciência culpada, cujo sofrimento cessa com a necessária e justa reparação. Toda religião ensina que a alma será expurgada de todo o erro, em regiões inferiores. A Doutrina Espírita não apenas explica que a alma, depois da morte, se vê mergulhada nos resultados das próprias ações infelizes, mas também esclarece que, na maioria dos casos, a estação terminal do purgatório é mesmo a Terra, onde reencontramos as conseqüências de nossas faltas, a fim de extingui-las, através da reencarnação. Toda religião fala do céu, como sendo estância de alegria perene. A Doutrina Espírita não apenas mostra que o céu existe, por felicidade suprema no espírito que sublimou a si mesmo, mas também elucida que os heróis da virtude não se imobilizam em paraísos estanques, e que, por mais elevados, na hierarquia moral, volvem a socorrer os irmãos da Humanidade ainda situados na sombra. Toda religião encarece o amparo da Providência Divina às almas necessitadas. A Doutrina Espírita não apenas confirma que o amor infinito de Deus abraça todas as criaturas, mas também adverte que todos receberemos, individualmente, aqui ou além, de acordo com as nossas próprias obras. Os espíritas, pois, realmente não podem temer a morte que lhes sobrevém, na pauta dos desígnios superiores. Para todos eles, a desencarnação em atendimento às ordenações da Vida Maior é o termo de mais um dia de trabalho santificante, para que se ponham, de novo, a caminho do alvorecer.

Emmanuel