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domingo, 28 de setembro de 2014

Se uma pessoa passar a vida toda evitando o sofrimento, Também acabará evitando o prazer que a vida oferece. O RIACHO E O PÂNTANO. As pessoas engatinham nas mudanças... Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo do seu curso, Dará voltas e inevitavelmente acabarás misturando suas águas com as do pântano, O que o tornará igual a ele.


Era uma vez, um riacho de águas cristalinas,
Muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.
Em certo ponto de seu percurso,
Notou que a sua frente havia um pântano, por onde deveria passar:
Olhou, então, para Deus e protestou: “Senhor, que castigo!...”.
Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso
E você me obriga a um pântano sujo como este? Como faço agora?”“.
Deus respondeu:
“Isso depende da sua maneira de encarar o pântano”.
Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo do seu curso,
Dará voltas e inevitavelmente acabarás misturando suas águas com as do pântano,
O que o tornará igual a ele.
Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão,
Suas águas se espalharão sobre ele,
A umidade as transformará em gotas que formarão nuvens,
E o vento levará essas nuvens sobre o oceano. Ai, você as transformará em mar. ““.
Assim é a vida...
As pessoas engatinham nas mudanças...
Na maioria das vezes quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas,
Tornam-se tensas e perdem a fluidez, a força...
É preciso entrar pra valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar.
Se uma pessoa passar a vida toda evitando o sofrimento,
Também acabará evitando o prazer que a vida oferece.
Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los.
Há tesouros guardados num projeto, numa praia deserta, nas montanhas,
Numa noite estrelada, numa viagem inesperada, numa busca desejada...
O mais importante é ir ao encontro deles...,
Ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.
Não procure sofrimento. Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.
Arrisque, ouse, avance na vida. 
Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem
De arriscar.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A escola mais verde do mundo . Em Bali, na Indonésia, fica a Green School, que abriga 330 estudantes de 50 nacionalidades e tem um jeito diferente de ensinar


Por Daiana Stolf, da Vida Simples
Fonte: Planeta Sustentável
Você é uma criança. Mora ao lado da escola, em uma casa feita de bambu. De manhã, acorda com os passarinhos e caminha até o campus. Alguns passos e já enxerga a ponte, também de bambu, que a leva até o jardim; o verde das árvores, vistoso, toma conta dos olhos. Você faz um carinho no filhote de cabra, dá bom-dia aos outros animais, passa pela lagoa de aquicultura e segue o caminho de pedras até o campo de educação física, a primeira aula do dia.

Terminados os exercícios, você caminha para a aula de música. Daqui a pouco tem recesso. Meia hora depois, chega o momento de ir para a sala de aula. Ela não tem paredes. Você se senta na cadeira e puxa a mesa, ambas de bambu, para continuar o dia de aprendizados. Olha para frente e enxerga o quadro branco feito a partir de para-brisa de carro. É hora de aprender bahasa, a língua local, seguida de matemática e inglês.

O tempo passa rápido e você nem nota que já está na hora de almoçar. Vai até a cantina e se delicia com os pratos – os vegetais são plantados ali atrás, na horta orgânica de que você ajuda a cuidar. Ainda pensa se quer experimentar se tornar vegetariano, vai discutir a questão com sua professora mais tarde. Ops, uma e quinze, corre para a aula de empreendedorismo. Ah, não se esqueça também de preparar o material para o projeto da comunidade ali perto, no qual você ajuda a plantar um campo de arroz.

No fim da tarde, seus colegas de escola se reúnem em uma grande poça de lama. E assim você termina o dia: correndo, brincando e se esbaldando na lama – sem se preocupar se sua mãe vai ficar brava com toda aquela sujeira. Ela parece gostar de ver você se divertindo.

A história acima não é fruto da minha imaginação. Faz parte da rotina dos 330 estudantes de 50 nacionalidades e seis continentes da Green School, localizada na cidade de Ubud, na ilha de Bali, Indonésia, em um terreno de 16 hectares no meio da floresta. Em 2012, foi considerada a escola mais verde do planeta – e não é à toa.

O foco da escola é a sustentabilidade, começando pela estrutura: os banheiros têm um sistema de compostagem; o bambu, material local, é largamente usado como matéria-prima; os alunos aprendem a cultivar o jardim orgânico e a cuidar dos animais. Até o momento, 80% da escola funciona com energia solar, com planos de atingir 100% em alguns meses, e a construção valoriza a luz natural – os raios do Sol entram por entre as frestas do bambu



ESCOLA ORGÂNICA
Idealizada em 2006 pelo casal John e Cynthia Hardy, a Green School começou a funcionar oficialmente em setembro de 2008, com 90 alunos. Ele canadense, ela americana, ambos se encantaram com as ideias do educador Alan Wagstaff, que já havia arquitetado uma learning neighborhood (“comunidade de aprendizado”, em português) no documento Three Springs.

Alan sonhava com uma vila onde a escola fosse o centro de atividades educacionais, sociais e comerciais. O foco recairia inteiramente sobre os estudantes, e quatro premissas fundamentais formariam a base educacional: capacidades físicas (o que ele chamou de kq), emocionais (eq), intelectuais (iq) e sinestésicas (sq). Ele também idealizou uma comunidade participativa, integrada e desenvolvida ao redor da escola – que seria também utilizada para festivais e eventos culturais.

Com a Green School, a visão de Wagstaff se tornou realidade. O currículo é bem diferente, apesar de todos aprenderem as disciplinas acadêmicas básicas, como matemática, inglês e bahasa, a tal língua local. Há, por exemplo, aulas temáticas nas quais meninos e meninas são desafiados a desenvolver as capacidades citadas ao lado (físicas, emocionais, intelectuais e sinestésicas). E todos aprendem, ainda, metodologias de cooperação e são apresentados à teoria de inteligências múltiplas do pesquisadorHoward Gardner, renomado psicólogo de Harvard.

Por fim – e para atrelar a teoria à prática -, os estudantes, constantemente, analisam casos de empresas reais e são estimulados a se envolverem em projetos práticos na escola e na comunidade. Nas turmas do ensino médio, por exemplo, os estudantes têm a aula empresa verde, na qual são instigados a elaborar uma ideia para criar seu próprio empreendimento sustentável.

Além disso, a instituição é totalmente integrada à comunidade que a rodeia: tanto o café como o restaurante da escola são geridos pelos pais dos estudantes e o lucro, revertido para bolsas de estudo que possibilitam o engajamento de alunos locais, que constituem cerca de 10% do corpo estudantil. À medida que a primeira turma do colegial se prepara para entrar na universidade – a formatura ocorre em junho -, desenha-se a questão: será que uma educação diferente é capaz de formar cidadãos conscientes, preocupados com suas ações no mundo e em como mudá-lo para melhor? Que caminhos seguirão?

O educador Paulo Freire gostava de dizer que a escola deveria ensinar o aluno a “ler o mundo”, a “conhecer a realidade”, para então conseguir transformá-la. O que se vê na Green School é exatamente isso: um lugar sem paredes, que não delimita fronteiras e que ajuda seus alunos a despertarem o que têm de melhor.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tudo Passa Todas as coisas, na Terra, passam... Os dias de dificuldades, passarão... Passarão também os dias de amargura e solidão... As dores e as lágrimas passarão.



Tudo Passa
Todas as coisas, na Terra, passam...
Os dias de dificuldades, passarão...
Passarão também os dias de amargura e solidão...
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar um dia passarão.
A saudade do ser querido que está longe, passará.
Dias de tristeza... Dias de felicidade...
São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao Alto, e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: isso também passará...
E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.
O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.
Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade, e que um dia também passará...
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação.

Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo também passarão..."

" Tudo passa..........exceto DEUS!"
Deus é o suficiente!


Chico Xavier - Emmanuel

domingo, 14 de setembro de 2014

O Carpinteiro: Um carpinteiro estava para se aposentar. Ele contou a seu chefe os seus planos de parar com o serviço de carpintaria e construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família.





Um carpinteiro estava para se aposentar. Ele contou a seu chefe os seus planos de parar com o serviço de carpintaria e construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele já estava com certa idade e queria descansar. O dono da empresa ficou triste em saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial.

O carpinteiro concordou, mas era fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Ele não se empenhou no serviço e utilizou matéria prima de qualidade inferior. Seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.


Quando o carpinteiro terminou seu trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro, dizendo.

- “Essa é a sua casa. Meu presente a você, que trabalhou tantos anos para mim.”

Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira, sem carinho, sem amor.


Muitas vezes, isso acontece conosco. Nós construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais do que agindo, colocando menos quando deveríamos colocar o melhor. Nos assuntos importantes nós não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, nós olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, também teríamos feito diferente. Mas ainda há tempo…

Pense em você como o carpinteiro. Pense sobre sua vida. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente. É a única vida que você construirá. Mesmo que você tenha somente mais um dia de vida, este dia merece ser vivido intensa e graciosamente, com dignidade. A vida é um projeto de você mesmo. Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Suas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a “casa” em que você vai morar amanhã. Construa com sabedoria! E lembre-se: Trabalhe como se não precisasse de dinheiro. Ame como se você nunca tivesse se magoado antes. O homem é livre, mas também é responsável por suas escolhas.
Reflita sobre isto!

Carlos Hilsdorf

sábado, 13 de setembro de 2014

TER SEMPRE RAZÃO. Quanto custa ter sempre razão?


TER SEMPRE RAZÃO
Quanto custa ter sempre razão?


Em algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?

É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.

Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.

Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?

Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?

Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?

Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?

Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.

Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.

Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial.

Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.

Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.

Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.

Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.

Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.

Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.

Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.

Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.

Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.

Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.

Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.

A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.

Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.

Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.

Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.

Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.

Pensemos nisso.
Redação do M.E.

domingo, 7 de setembro de 2014

Quando estamos inquietos, desordenados e sem clareza interna, projetamos a agitação que sentimos para o mundo ao nosso derredor.Quando estamos serenos, podemos ver com mais lucidez e agir com capacidade e segurança, atingindo bons resultados nas decisões vivenciais.. A paz e a lucidez começam no Íntimo. O CACHORRO QUE TROCOU SUA PRESA PELO REFLEXO. VER AS COISAS TAIS COMO SÃO. Auto-ilusão é o processo pelo qual enganamos a nós mesmos, passando a aceitar como verdadeiro ou válido o que é falso ou inválido; é não ver as coisas tais como são. Ela tem como raiz os preconceitos, desejos, insegurança, cobiça, exclusivismo e outros tantos fatores psicológicos que, inconscientemente, afetam o jeito de perceber a realidade. Hammed Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele ... " (I Timóteo, 6:7.)







O CACHORRO QUE TROCOU SUA PRESA PELO REFLEXO


"VER AS COISAS TAIS COMO SÃO".

Auto-ilusão é o processo pelo qual enganamos a nós mesmos, passando a aceitar como verdadeiro ou válido o que é falso ou inválido; é não ver as coisas tais como são. Ela tem como raiz os preconceitos, desejos, insegurança, cobiça, exclusivismo e outros tantos fatores psicológicos que, inconscientemente, afetam o jeito de perceber a realidade. Hammed

O CACHORRO QUE TROCOU SUA PRESA PELO REFLEXO:

Se os que buscam ilusões forem chamados de loucos, os dementes então são milhões, e os sensatos, muito poucos.

Esopo exemplifica essa falta de nexo com a fábula do cão que trazia nos dentes uma presa, um bom bocado de carne. Debruçando-se sobre um barranco, ele viu, refletida na água, a imagem da própria presa, que ele acreditou ser outra ainda maior do que aquela que ele levava.

Iludido pela imagem, larga a presa e atira-se nas águas correntes em busca da "outra". Como o rio estava muito agitado, ele quase se afoga e, só com muito esforço e sofrimento, alcança a margem. Obviamente, sem a presa e sem o reflexo dela.

Quantos, como o cachorro, arriscam-se por uma ilusão!

VER AS COISAS TAIS COMO SÃO:

A paz e a lucidez começam no Íntimo. Já que vivemos num mundo conflituoso e agitado, devemos dedicar algum tempo para orar ou meditar, pois apenas assim encontraremos mais conciliação, concórdia e harmonia em nossa intimidade. Entregarmo-nos a longas e profundas reflexões é essencial para a nossa sanidade mental.

Quando estamos inquietos, desordenados e sem clareza interna, projetamos a agitação que sentimos para o mundo ao nosso derredor. Quando estamos serenos, podemos ver com mais lucidez e agir com capacidade e segurança, atingindo bons resultados nas decisões vivenciais.

A afobação diária não nos permite entrar em contato ativo com nosso "espaço sapiencial"; por isso, em nós não se estabelece ordem e muito menos lucidez na intimidade, onde, aliás, Jesus afirmou estar o "reino dos céus".

A quietude Íntima faz com que alcancemos o equilíbrio perfeito para mantermos adequadas relações com as pessoas que encontramos, ou para agirmos convenientemente diante das situações que se sucedem em nosso dia-a-dia. Sem a permanente deterioração causada por ilusões ou desajustes emocionais, teremos mais tempo para diferenciar os fatos das ocorrências ilusórias. Compensados, auto-responsáveis e serenos em nós mesmos, irradiaremos paz para todos aqueles que encontrarmos.

Conta uma antiga história persa que, em certa ocasião, um afortunado negociante buscou seu conselheiro espiritual. Sentia-se deprimido, atribulado, cheio de amargura, pois acreditava estar lucrando pouco com seu comércio.

"- Não sei o que está acontecendo comigo. Tenho tudo o que sempre quis, mas ainda quero mais e mais. Por isso me sinto infeliz.

O conselheiro, que era um homem sábio, olhou-o demoradamente, mas nada lhe disse. Tomou-o pelo braço e pediu que olhasse através dos vidros da janela e descrevesse o que via lá fora.

- Vejo árvores, casas, jardins, fontes, pessoas, crianças distraindo-se com brincadeiras.

O conselheiro então colocou o negociante diante de um espelho. - E agora o que você vê? - perguntou-lhe.

- Eu vejo a mim mesmo - respondeu ele.

E o sábio retrucou:

- Na verdade, o que agora você vê é seu reflexo no espelho. O vidro espelhado o impede de vislumbrar a realidade, que existe além da sua imagem. A ilusão assemelha-se a um espelho onde vemos unicamente a nós próprios. Em muitas circunstâncias, não enxergamos os fatos como eles são, mas, sim, como aparentam ser. Há muitas coisas que não nos deixam ver a realidade nem o que realmente somos: a ganância, o preconceito, o poder, as homenagens, a preocupação de ganharmos destaque, de nos considerarmos melhores do que os outros ... Será que seus negócios e sua desmedida ambição não lhe permitem ver a beleza da vida tal como ela é, com as criações e as criaturas de Deus, pois você apenas tem olhos para si mesmo?"

Assim termina o diálogo entre os dois homens.

Realmente, o espelho possui uma excelente relação de semelhança para conceituarmos a ilusão. A palavra "miragem" vem da palavra francesa "mirage", que significa "ser refletido". É um efeito óptico que ocorre em dias muito quentes, principalmente nos desertos, produzido pela reflexão da luz solar, que cria imagens semelhantes a lagos límpidos, onde por vezes se refletem árvores, plantas ou cidades longínquas.

Metaforicamente, podemos dizer que "miragem" é tudo aquilo que se apresenta como um fato ou evento verdadeiro, mas que, em verdade, é uma irrealidade, ilusão, alucinação, devaneio.

Na vida social, por ambição, "Quantos, como o cachorro, arriscam-se por uma ilusão!" E "Se os que buscam ilusões forem chamados de loucos, os dementes então são milhões, e os sensatos, muito poucos".

Auto-ilusão é o processo pelo qual enganamos a nós mesmos, passando a aceitar como verdadeiro ou válido o que é falso ou inválido; é não ver as coisas tais como são. Ela tem como raiz os preconceitos, desejos, insegurança, cobiça, exclusivismo e outros tantos fatores psicológicos que, inconscientemente, afetam o jeito de perceber a realidade.

Um exemplo clássico disso é quando pais e/ou cônjuges acreditam que o filho e/ou parceiro afetivo estão falando a verdade, mesmo quando as evidências provam claramente o contrário. Os indivíduos se auto-iludem porque querem sempre acreditar nos entes amados e desejam ansiosamente que estejam dizendo a verdade.

Paulo de Tarso escreveu aos Coríntios: " ... para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade". A Vida Providencial nos restabelece a saúde do corpo e da alma por meio do "espinho da desilusão" (II Coríntios, 12:7). Na verdade, a desilusão, em muitas ocasiões, é o recusro utilizado pela misericórdia Divina para nos afastar de pessoas e situações, a fim de que não nos afundemos ainda mais no poço do desequilíbrio.

Enquanto houver ilusão, há possibilidade de distorção da direção almejada ou desencaminhamento da jornada escolhida. Somente quando grande parte da ilusão já tenha cedido à verdade é que poderá haver estabilidade e segurança no caminho a ser percorrido.

Quando o Mestre disse a seus discípulos que deveriam colocar a luz no candelabro ("Traz-se porventura a candeia para ser colocada debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser posta no candeeiro?") (Marcos, 4:21), propunha a todos o serviço da superação do binômio ilusão-desilusão, a fim de que pudessem adquirir uma visão clara e profunda das numerosas relações de dependência entre a vida dentro e fora de nós mesmos.

Ir além dessa ilusão multimilenar que domina os homens é a prioridade da filosofia cristã. Se não atendermos a essa solicitação do Cristo, dificultaremos a marcha, convertendo a própria alma em cidadela de desenganos; seduzidos pelo leito da ilusão, viveremos períodos de confusão ou insânia mental.

Nesse círculo perverso, vive o indivíduo, de forma geral, sob o domínio do pseudo-afago da ignorância, enganando-se na vida terrena, para desenganar-se depois no além-túmulo; gastando várias encarnações, iniciando e reiniciando a meta que lhe cabe transpor, recusando a metafísica, isto é, tudo aquilo que transcende a natureza física das coisas.

O ato de saber quando agir e não-agir, aliado à prática da oração e/ou da meditação, não só oferece harmonia interior e vitalidade, como igualmente nos proporciona, com o correr do tempo, uma ampliação da própria consciência. Leva-nos à prática da verdadeira experiência pela paz e com a paz que tanto buscamos.

Não-agir é seguir a correnteza, em vez de ir contra ela. É uma excelente idéia: um indivíduo nada e chega à margem de um rio muito mais rápido quando, não resistindo ao fluxo da água, permanece tranqüilo e deixa-se conduzir pelas "mãos da natureza. Em outras palavras: confiando na Vida Providencial e moderando nossa pretensão de resolver todos os conflitos e dificuldades de forma puramente racional, poderemos encontrar equilíbrio e alegria sem uma vida desgastante de contínua luta contra forças reais ou ilusórias.

O culto à nossa intimidade deve ser praticado na sucessão de nossos dias como um potencial a ser desenvolvido para promover a clareza de idéias e de expressão, a percepção dos sentimentos e as emoções. Ela está aqui, em nós. Se quisermos, ela pode ser tão familiar quanto é familiar o sono, a respiração, os pensamentos mais estreitos.

CONCEITOS-CHAVE

A - AMBIÇÃO

Abrir a alma à ambição é fechá-la à serenidade, porquanto a ambição que se alimenta é peso inútil ao coração. Cultivá-la é o mesmo que guardar espinhos na própria intimidade. Diz o ditado popular: "Tudo falta a quem tudo quer". Em razão disso, o ganancioso não possui bens, mas é dominado por eles. A ambição produz mais insatisfeitos por não conquistarem as coisas, do que saciados com o que possuem. A cobiça não ouve a razão nem o bom senso; nela, o desejo ardente sempre reaparece quando já deveria ter acabado.

B - QUIETUDE ÍNTIMA

A reflexão e a prece proporcionam uma energia sutil em nossas experiências cotidianas. Nesse "estado interior", onde reina a tranqüilidade, o ser tem um encontro consigo mesmo, com sua mais pura essência - a alma. Criaturas distraídas entre os episódios do passado e os do presente turvam sua visão, julgando apressadamente as decisões alheias apenas por divergirem das suas. Como discernir tudo o que nos acontece sem usar o próprio sentido consciencial? É possível avaliar ou ponderar as coisas, utilizando a consciência alheia? É possível perceber a realidade, usando um coração que não nos pertence? Existem fatos emaranhados nos quais a quietude Íntima é o único remédio eficaz, porque cada um de nós encontra resposta de acordo com o silêncio que cultivou dentro de si mesmo.

C - NÃO-AGIR

Não significa prostração, ócio, morosidade, indolência, nem viver numa atmosfera do "esperar sentado ou mostrar uma disposição mínima para o trabalho". Essa filosofia de vida descreve uma prática de realizar ou buscar as coisas suavemente, obedecendo ao movimento contínuo de algo que segue um curso natural, sem utilizar ações bruscas e intrusivas. Por exemplo: se observamos a naturalidade e espontaneidade da vida, podemos tomar decisões utilizando a sutileza, em vez da força.

MORAL DA HISTÓRIA

Saber iludir-se bem é uma das muitas lições que recebemos na vida familiar. A título de exemplo, citamos os pais que sempre acreditam nos filhos, mesmo percebendo que suas afirmações são contraditórias ou vazias de verdade. Os pais iludem-se porque são afetados por desejos inconscientes de terem filhos fiéis e perfeitos. Adultos assim são incapazes de auscultar o próprio coração e utilizar a percepção e o discernimento. Em razão disso, familiares apontam defeitos de educação nos filhos alheios, mas demonstram ignorar os defeitos dos próprios filhos. Não obstante, é bom lembrar que a auto-ilusão pode não ser simplesmente uma espécie de desonestidade ou fraqueza moral. Muitas vezes, trata-se de uma questão de "cegueira cognitiva", processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio; ou mesmo de incompetência. Os que buscam ilusões acabam tendo muito sofrimento, pois, quando se deparam com a realidade, censuram-se e incriminam-se, às vezes por anos a fio.

REFLEXÕES SOBRE ESTA FÁBULA E O EVANGELHO:

"Os homens correm atrás dos bens terrestres como se os devessem guardar para sempre; mas aqui não há mais ilusão; eles se apercebem logo de que não agarraram senão uma sombra, e negligenciaram os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes são de proveito na morada celeste, os únicos que podem a ela lhes dar acesso." (ESE, cap. II, item 8, Boa Nova Editora)

" ... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele ... " (I Timóteo, 6:7.)

"NOSSAS AÇÕES SÃO COMO OS MOTES (PROVÉRBIOS): CADA UM ENTENDE COMO QUER." - LA ROCHEFOUCAULD

HAMMED

Críticas: As mentiras que mais nos causam danos e nos impedem o crescimento espiritual não são tanto as que verbalizamos, mas as que contamos inconscientemente para nós, aquelas que projetamos. - Hammed. OS DOIS ALFORJES "Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mateus, 7:5.)


OS DOIS ALFORJES


"O QUE ESTÁ POR DENTRO É LANÇADO FORA."

As mentiras que mais nos causam danos e nos impedem o crescimento espiritual não são tanto as que verbalizamos, mas as que contamos inconscientemente para nós, aquelas que projetamos. - Hammed

"OS DOIS ALFORJES"

Um dia, Júpiter convocou todos os animais para comparecerem diante dele, a fim de que, comparando-se com os outros, cada animal reconhecesse o próprio defeito ou a própria limitação. Assim, Júpiter poderia corrigir as imperfeições.

E os animais, um a um, elogiavam a si próprios, gabavam-se de suas qualidades e só relatavam os defeitos alheios. O macaco, ao ser questionado se estava feliz com seu aspecto, respondeu:

_ Mas claro que sim! Cabeça, tronco e membros, eu os tenho perfeitos. Em mim, praticamente, não acho defeitos. É pena que nem todo o mundo seja assim ... - Os ursos, por exemplo, que deselegantes!

O urso veio em seguida, mas não se queixou de seu aspecto físico, até se gabou de seu porte. Fez críticas aos elefantes: orelhas demasiadamente grandes; caudas insignificantes. Animais grandalhões, sem graça e sem beleza.

Já o elefante pensa o oposto e se acha encantador; porém, a natureza exagerou, para o seu gosto, quanto à gordura da baleia.

A formiga, ao falar da larva, franze o rosto: - Que pequenez mais triste e feia!

Assim são os homens. É como se lhes tivessem colocado dois alforjes (duplo saco, ligado por uma faixa no meio (por onde se dobra), formando duas bolsas iguais; usado ao ombro ou no lombo nos animais, de forma que um lado fique oposto ao outro): no peito, o alforje com os males alheios, e nas costas, o - alforje com os próprios males. De tal modo que eles são cegos quanto aos próprios defeitos, mas enxergam com nitidez os defeitos dos outros.

" O QUE ESTÁ POR DENTRO É LANÇADO FORA"

Uma forma de evitar claramente que sensações, pensamentos, impulsos ou lembranças cheguem ao nosso consciente tem o nome de transferência ou projeção.

Projetar nossas ações e emoções nos outros, agindo como se elas não nos pertencessem, e recusar nosso mundo íntimo, não aceitando as coisas em nós como elas realmente são, pode se tornar um constante "acessório psicológico", um processo preferencial do ego.

O método para projetarmos nossa vida íntima em outra pessoa funciona de certa forma em duas etapas: negação e deslocamento.

Primeiro, um fato ou acontecimento que provoca um sentimento inadequado é negado, bloqueado do consciente e deslocado para o mundo externo. Tomemos por exemplo: um indivíduo que num determinado momento da vida teve um desentendimento com uma pessoa e desenvolve um sentimento de antipatia e aversão por ela pode, posteriormente, julga que superou as diferenças e que aquele episódio é uma "página virada". No entanto, ele não consegue perceber que sua emoção pode ter sido inconscientemente projetada sob forma de uma suposta antipatia e aversão dessa pessoa por ele. O que estava dentro foi jogado para fora.

Uma vez que é atribuida a outras criaturas, a sensação de aversão é notada como completamente alheia, não nos pertence, não nos diz respeito. É, simplesmente, de outrem; jamais nossa. Nós somos bons e perdoamos, mas os outros são maus, rancorosos e não perdoam.

"Assim são os homens. É como se lhes tivessem colocado dois alforjes: no peito, o alforje com os males alheios, e nas costas, o alforje com os próprios males. De tal modo que eles são cegos quanto aos próprios defeitos, mas enxergam com nitidez os defeitos dos outros."

É comum encontrar no dia-a-dia indivíduos que apresentam comportamento idêntico. Ao invés de se dedicarem à tarefa de conscientização da própria vida íntima, evidenciam o argueiro no olho do vizinho e, por conseqüência, potencializam a trave que lhes obscurece a visão do mundo anterior.

As mentiras que mais nos causam danos e nos impedem o crescimento espiritual não são tanto as que verbalizamos, mas as que contamos inconscientemente para nós, aquelas que projetamos.

Vivemos ilusões quando desfiguramos a realidade de nossa experiência ou a verdade de nosso ser e adotamos um "papel" que não corresponde à verdade. Apresentamos aqui o que em linguagem informal denominamos "máscaras": são elas que turvam nossa verdadeira realidade interior; é delas que nos servimos para lançar fora o que está em nossa intimidade.

Projetamos e interpretamos papéis quando nossas reivindicações internas não são admitidas, ou são contrárias àquelas que estão sendo solicitadas pelo mundo externo.

Projetamos e interpretamos "scripts" quando nossas exigências pulsionais (processos psíquicos fortemente emocionais, impulsivos e basicamente irracionais) entram em choque com as regras e normas sociais, passando do campo da consciência para o da inconsciência .

Representamos como se fôssemos verdadeiros atores, interpretando uma personagem no palco ou no cinema, quando nos colocamos diante de alguém como sendo mais do que somos; quando dissimulamos um amor ou um desinteresse que não sentimos; quando nos mostramos alegres, e na realidade estamos tristes; quando aparentamos uma frieza que não experimentamos; quando escondemos e mantemos em segredo tudo aquilo que mais queremos e desejamos; quando aderimos a associações de caráter recreativo, cultural, artístico, religioso, político, social, etc., para obter benesses que não merecemos, recebendo elogios e reconhecimento.

O crescimento pessoal exige, acima de tudo, coerência, o que significa que o si-mesmo (Self em inglês) deve estar numa relação harmônica entre o que se sente e o que se vive; deve haver uma identidade ou semelhança entre as partes de um todo.

Por que falsificamos nossa realidade? Afinal, o que conseguimos com isso? Danificamos nossa própria intimidade e atravessamos toda uma existência com a angustiante sensação de sermos impostores ou farsantes. Além disso, vivemos aprisionados à angústia e ao medo de um dia descobrirem quem realmente somos.

O alvorecer do despertar manifesta-se no ser amadurecido quando a luz da consciência ilumina não apenas as áreas externas, mas, acima de tudo, as internas. Muitos indivíduos se satisfazem apenas por possuírem os olhos físicos, que lhes oferecem uma visão parcial ou incompleta da vida. Mas para vermos as coisas tais como são, é preciso desenvolvermos a acuidade do olho que esclarece, ilumina e guia - aquele voltado para o mundo Íntimo. A partir daí, cessamos de projetar de forma contínua.

Como todos os nossos companheiros de viagem transcendental, desejamos preencher ou compensar o vazio existencial que sentimos por não vivermos a essencialidade de nosso ser.

(..) Deus suprirá todas as suas necessidades de acordo com as riquezas de sua glória ... " (Filipenses, 4:19)

Nossos anseios de ser e de possuir alguma coisa são, no fundo, a compensação da falta de não termos quase nenhuma consciência do que somos e nem para que fomos criados.

CONCEITOS-CHAVE

A - NEGAÇÃO

É a recusa de aceitar as coisas como são. Na negação, embora os fatos e as circunstâncias não estejam completamente apagados do consciente, como acontece na repressão, eles estão recolocados de tal forma que distorcem ou encobrem a realidade.

B - DESLOCAMENTO

É o mecanismo psicológico de defesa através do qual a pessoa substitui a finalidade inicial de uma pulsão por outra diferente e socialmente menos desastrosa. Durante uma discussão, por exemplo, a pessoa tem um forte impulso em esmurrar a outra; contudo, acaba deslocando tal ímpeto para uma garrafa, que ela quebra sobre a mesa. Também pode ser qualificado como uma idéia ou vivência que são trazidas simbolicamente na mente por uma outra idéia ou vivência que estejam emocionalmente associadas. Por exemplo: uma criatura que teve uma experiência amorosa desagradável com alguém no passado reage, no presente, com desprezo ou aversão por todos aqueles que se aproximam dela afetivamente.

C - SI-MESMO

Sustenta Carl Jung que trazemos em nosso íntimo um arquétipo principal, que ele denominou Si-mesmo. Segundo as teorias junguianas, "o Si-mesmo não é apenas o centro, mas também toda a circunferência que contém em si tanto o consciente quanto o inconsciente". Jung afirmava que o 'Self' preside a todo o governo psíquico, é uma autoridade suprema e é considerado a unificação, a reconciliação, o equilíbrio dinâmico, um fator interno de orientação do mais alto valor.

MORAL DA HISTÓRIA:

Sempre que distinguimos alguma coisa fora de nós e a reprovamos em demasia como sendo perniciosa, perigosa, pervertida, imoral, e assim por diante, é provavel que ela represente conteúdos existentes em nós mesmos, sem que os reconheçamos como possíveis características nossas. A ameaça é tratada como se fosse uma força externa, e não interna. Se afirmarmos categoricamente "todos são desonestos", estamos, na verdade, tentando projetar nos outros nossas próprias tendências. Ou então, ao dizermos "tudo gira em torno de uma só coisa: sexo", podemos estar direcionando nossa disposição interna nas demais criaturas, por estarmos pessoalmente insatisfeitos. Muitas vezes dizemos "é inexplicável como aquela pessoa não gosta de mim", quando, na realidade, somos nós que não gostamos dela, sem nos darmos conta.

REFLEXÕES SOBRE ESTA FÁBULA E O EVANGELHO

"Um dos defeitos da Humanidade é ver o mal de outrem antes de ver o que está em nós. Para se julgar a si mesmo, seria preciso poder se olhar num espelho, transportar-se, de alguma sorte, para fora de si e se considerar como uma outra pessoa, em se perguntando: Que pensaria eu se visse alguém fazendo o que faço?" (ESE, cap. X, item 10, Boa Nova Editora)

"Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mateus, 7:5.)

"DEPLORAMOS COM FACILIDADE OS DEFEITOS ALHEIOS, MAS RARAMENTE NOS SERVIMOS DELES PARA CORRIGIR OS NOSSOS."
LA ROCHEFOUCAULD

HAMMED

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Átomo e o Preconceito. Quantos dias, anos, décadas, séculos, ainda faltam para compreender que somos todos irmãos, que temos todos o mesmo objetivo, e que não precisamos competir, e sim buscar a união para sermos felizes? O homem do novo século necessita derrubar antigos conceitos e abrir sua mente para as verdades novas que lhe chegam. O homem moderno precisa urgentemente rever seus valores. Conta-se que um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, uma escada no centro e, sobre ela, um cacho de bananas. O grande Albert Einstein, certa feita disse: Triste época esta, em que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Quantas das guerras modernas ainda são resultado de preconceitos antigos!



Conta-se que um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, uma escada no centro e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros batiam nele.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.

Então os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.

Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo macaco foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.

Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se caso fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui!

* * *

É dessa forma que vemos a Humanidade agindo, no que diz respeito aos preconceitos.

Herdamos valores do passado sem questioná-los, sem pensar sobre sua validade, sobre seu conteúdo.

O grande Albert Einstein, certa feita disse: Triste época esta, em que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Em seus pensamentos, com toda certeza, fulgurava essa dificuldade que tem o homem de se libertar de sua ignorância, de agir de acordo com a racionalidade, e não conforme as convenções descabidas.

Por isso, conceituamos antecipadamente muitas coisas, como uma raça, uma religião, uma profissão, uma opção de vida, uma pessoa.

Escondemo-nos na ideia de que sempre foi assim, escapando de ter que pensar, de ter que mudar.

Nesse momento, chegamos bem próximos das atitudes dos animais, que agem apenas por instinto, e se encontram na primitividade da evolução terrena.

O homem moderno precisa urgentemente rever seus valores.

O homem do novo século necessita derrubar antigos conceitos e abrir sua mente para as verdades novas que lhe chegam.

Juntamente com a importantíssima evolução do intelecto, que nos possibilitou dividir o átomo, precisamos cuidar também do crescimento ético, do desenvolvimento espiritual que nos fará, finalmente, livres dos preconceitos, que até hoje na História do Mundo, só trouxeram a espada, a divisão, o sofrimento.

* * *

Quantas das guerras modernas ainda são resultado de preconceitos antigos!

Quantos sentimentos de ódio por outras raças, por outras crenças, responsabilizando milhões, pelos erros passados de alguns poucos!

Quantos dias, anos, décadas, séculos, ainda faltam para compreender que somos todos irmãos, que temos todos o mesmo objetivo, e que não precisamos competir, e sim buscar a união para sermos felizes?

Pensemos nisso.
Redação do Momento E.

A desvantagem histórica do negro em relação ao branco. Dívida histórica. Dívida histórica é um termo usado para afirmar que a população do presente deve pagar (resgatar) as injustiças que as populações do passado cometeram contra algum grupo. Florestan Fernandes assinala que “enquanto não alcançarmos esse objetivo, não teremos uma democracia racial e tampouco uma democracia. Por um paradoxo da história, o negro converteu-se, em nossa era, na pedra de toque da nossa capacidade de forjar nos trópicos esse suporte da civilização moderna”.


(Negros libertos em Porto Alegre em 1895. Foto de Herr Colembusch. Acervo Ronaldo Bastos)


A Alemanha tem uma "dívida histórica" com os judeus, por causa do Holocausto praticado pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

O Brasil tem uma "dívida histórica" com os negros, por causa da escravidão negra que existiu no Brasil até 1888.

A Europa tem uma "dívida histórica" com a África, devido aos protetorados europeus do passado na África.

Os norte-americanos tem uma "dívida histórica" com os índios apaches, devido a colonização das terras desses índios no passado.

Uma das maiores balelas do discurso anti-cotas no Brasil é que as políticas de ação afirmativa não se justificam porque “todos são iguais perante à lei”. Iguais como, se uns saíram na frente, com séculos de vantagem, em relação aos outros? As cotas vieram justamente para ser uma ponte sobre o fosso histórico entre negros e brancos. Para dar aos negros condições de alcançarem mais rápido esta “igualdade” que alguns insistem que já existe.

“igualdade” de condição nada mais é do que uma falácia por parte de quem, no fundo, deseja perpetuar as desigualdades raciais em nosso país. Os trechos que selecionei são do livro O O Povo Brasileiro.




Por Darcy Ribeiro

CLASSE E RAÇA

A distância social mais espantosa no Brasil é a que separa e opõe os pobres dos ricos. A ela se soma, porém, a discriminação que pesa sobre negros, mulatos e índios, sobretudo os primeiros.

Entretanto, a rebeldia negra é muito menor e menos agressiva do que deveria ser. Não foi assim no passado. As lutas mais longas e cruentas que se travaram no Brasil foram a resistência indígena secular e a luta dos negros contra a escravidão, que duraram os séculos do escravismo. Tendo início quando começou o tráfico, só se encerrou com a abolição.

Sua forma era principalmente a da fuga, para a resistência e para a reconstituição de sua vida em liberdade nas comunidades solidárias dos quilombos, que se multiplicaram aos milhares. Eram formações protobrasileiras, porque o quilombola era um negro já aculturado, sabendo sobreviver na natureza brasileira, e, também, porque lhe seria impossível reconstituir as formas de vida da África. Seu drama era a situação paradoxal de quem pode ganhar mil batalhas sem vencer a guerra, mas não pode perder nenhuma. Isso foi o que sucedeu com todos os quilombos, inclusive com o principal deles, Palmares, que resistiu por mais de um século, mas afinal caiu, arrasado, e teve o seu povo vendido, aos lotes, para o sul e para o Caribe.

Mas a luta mais árdua do negro africano e de seus descendentes brasileiros foi, ainda é, a conquista de um lugar e de um papel de participante legítimo na sociedade nacional. Nela se viu incorporado à força. Ajudou a construí-la e, nesse esforço, se desfez, mas, ao fim, só nela sabia viver, em função de sua total desafricanização. A primeira tarefa do negro brasileiro foi a de aprender a falar o português que ouvia nos berros do capataz. Teve de fazê-lo para poder comunicar-se com seus companheiros de desterro, oriundos de diferentes povos. Fazendo-o, se reumanizou, começando a sair da condição de bem semovente, mero animal ou força energética para o trabalho. Conseguindo miraculosamente dominar a nova língua, não só a refez, emprestando singularidade ao português do Brasil, mas também possibilitou sua difusão por todo o território, uma vez que nas outras áreas se falava principalmente a língua dos índios, o tupi-guarani.

Calculo que o Brasil, no seu fazimento, gastou cerca de 12 milhões de negros, desgastados como a principal força de trabalho de tudo o que se produziu aqui e de tudo que aqui se edificou. Ao fim do período colonial, constituía uma das maiores massas negras do mundo moderno. Sua abolição, a mais tardia da história, foi a causa principal da queda do Império e da proclamação da República. Mas as classes dominantes reestruturaram eficazmente seu sistema de recrutamento da força de trabalho, substituindo a mão de obra escrava por imigrantes importados da Europa, cuja população se tornara excedente e exportável a baixo preço.

(…)

O negro, sentindo-se aliviado da brutalidade que o mantinha trabalhando no eito, sob a mais dura repressão –inclusive as punições preventivas, que não castigavam culpas ou preguiças, mas só visavam dissuadir o negro de fugir– só queria a liberdade. Em consequência, os ex-escravos abandonam as fazendas em que labutavam, ganham as estradas à procura de terrenos baldios em que pudessem acampar, para viverem livres como se estivessem nos quilombos, plantando milho e mandioca para comer. Caíram, então, em tal condição de miserabilidade que a população negra reduziu-se substancialmente. Menos pela supressão da importação anual de novas massas de escravos para repor o estoque, porque essas já vinham diminuindo há décadas. muito mais pela terrível miséria a que foram atirados. não podiam estar em lugar algum, porque cada vez que acampavam, os fazendeiros vizinhos se organizavam e convocavam forças policiais para expulsá-los, uma vez que toda a terra estava possuída e, saindo de uma fazenda, se caía fatalmente em outra.

As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era facilmente substituído por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inatas e inelutáveis. Todos eles são tidos consensualmente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa.

A nação brasileira, comandada por gente dessa mentalidade, nunca fez nada pela massa negra que a construíra. Negou-lhe a posse de qualquer pedaço de terra para viver e cultivar, de escolas em que pudesse educar seus filhos, de qualquer ordem de assistência. Só lhes deu, sobejamente, discriminação e repressão. Grande parte desses negros dirigiu-se às cidades, onde encontraram, originalmente, os chamados bairros africanos, que deram lugar às favelas. Desde então, elas vêm se multiplicando, como a solução que o pobre encontra para morar e conviver. Sempre debaixo da permanente ameaça de serem erradicados e expulsos.

(…)

BRANCOS VERSUS NEGROS

Examinando a carreira do negro no Brasil, se verifica que, introduzido como escravo, ele foi desde o primeiro momento chamado à execução das tarefas mais duras, como mão-de-obra fundamental de todos os setores produtivos. Tratado como besta de carga exaurida no trabalho, na qualidade de mero investimento destinado a produzir o máximo de lucros, enfrentava precaríssimas condições de sobrevivência. Ascendendo à condição de trabalhador livre, antes ou depois da abolição, o negro se via jungido a novas formas de exploração que, embora melhores que a escravidão, só lhe permitiam integrar-se na sociedade e no mundo cultural, que se tornaram seus, na condição de um subproletariado compelido ao exercício de seu antigo papel, que continua sendo principalmente o de animal de serviço.

Enquanto escravo poderia algum proprietário previdente ponderar, talvez, que resultaria mais econômico manter suas “peças” nutridas para tirar delas, a longo termo, maior proveito. Ocorreria, mesmo, que um negro desgastado no eito tivesse oportunidade de envelhecer num canto da propriedade, vivendo do produto de sua própria roça, devotado a tarefas mais leves requeridas pela fazenda. Liberto, porém, já não sendo de ninguém, se encontrava só e hostilizado, contando apenas com sua força de trabalho, num mundo em que a terra e tudo o mais continuava apropriada. Tinha de sujeitar-se, assim, a uma exploração que não era maior que dantes, porque isso seria impraticável, mas era agora absolutamente desinteressada do seu destino. Nessas condições, o negro forro, que alcançara de algum modo certo vigor físico, poderia, só por isso, sendo mais apreciado como trabalhador, fixar-se nalguma fazenda, ali podendo viver e reproduzir. O débil, o enfermo, o precocemente envelhecido no trabalho, era simplesmente enxotado como coisa imprestável.

Depois da primeira lei abolicionista –a Lei do Ventre Livre, que liberta o filho da negra escrava–, nas áreas de maior concentração da escravaria, os fazendeiros mandavam abandonar, nas estradas e nas vilas próximas, as crias de suas negras que, já não sendo coisas suas, não se sentiam mais na obrigação de alimentar. Nos anos seguintes à Lei do Ventre Livre (1871), fundaram-se nas vilas e cidades do Estado de São Paulo dezenas de asilos para acolher essas crianças, atiradas fora pelos fazendeiros. Após a abolição, à saída dos negros de trabalho que não mais queriam servir aos antigos senhores, seguiu-se a expulsão dos negros velhos e enfermos das fazendas. Numerosos grupos de negros concentraram-se, então, à entrada das vilas e cidades, nas condições mais precárias. Para escapar a essa liberdade famélica é que começaram a se deixar aliciar para o trabalho sob as condições ditadas pelo latifúndio.

Com o desenvolvimento posterior da economia agrícola de exportação e a superação consequente da auto-suficiência das fazendas, que passaram a concentrar-se nas lavouras comerciais (sobretudo no cultivo do café, do algodão e, depois, no plantio de pastagens artificiais), outros contingentes de trabalhadores e agregados foram expulsos para engrossar a massa da população residual das vilas. Era agora constituída não apenas de negros, mas também de pardos e brancos pobres, confundidos todos como massa dos trabalhadores “livres” do eito, aliciáveis para as fainas que requeressem mão-de-obra. Essa humanidade detritária predominantemente negra e mulata pode ser vista, ainda hoje, junto aos conglomerados urbanos, em todas as áreas do latifúndio, formada por braceiros estacionais, mendigos, biscateiros, domésticas, cegos, aleijados, enfermos, amontoados em casebres miseráveis. Os mais velhos, já desgastados no trabalho agrícola e na vida azarosa, cuidam das crianças, ainda não amadurecidas para nele engajar-se.

(…)

Assim, o alargamento das bases da sociedade, auspiciado pela industrialização, ameaça não romper com a superconcentração da riqueza, do poder e do prestígio monopolizado pelo branco, em virtude da atuação de pautas diferenciadoras só explicadas historicamente, tais como: a emergência recente do negro da condição escrava à de trabalhador livre; uma efetiva condição de inferioridade, produzida pelo tratamento opressivo que o negro suportou por séculos sem nenhuma satisfação compensatória; a manutenção de critérios racialmente discriminatórios que, obstaculizando sua ascensão à simples condição de gente comum, igual a todos os demais, tornou mais difícil para ele obter educação e incorporar-se na força de trabalho dos setores modernizados. As taxas de analfabetismo, de criminalidade e de mortalidade dos negros são, por isso, as mais elevadas, refletindo o fracasso da sociedade brasileira em cumprir, na prática, seu ideal professado de uma democracia racial que integrasse o negro na condição de cidadão indiferenciado dos demais.



Florestan Fernandes assinala que “enquanto não alcançarmos esse objetivo, não teremos uma democracia racial e tampouco uma democracia. Por um paradoxo da história, o negro converteu-se, em nossa era, na pedra de toque da nossa capacidade de forjar nos trópicos esse suporte da civilização moderna”.

Alvo de racismo, Aranha cita Martin Luther King e diz: "Acordei aliviado" Goleiro repudia ato de torcedora do Grêmio, que o chamou de "macaco" na partida da última quinta-feira, na Arena. "Eu tenho um sonho. Que um dia viveremos em uma nação onde as pessoas não serão julgadas pela cor da pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”.


Alvo de insultos racistas na vitória do Santos por 2 a 0 contra o Grêmio, na última quinta-feira, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o goleiro Aranha se manifestou na manhã desta sexta-feira. Em nota redigida pelo próprio jogador, o camisa 1 do Peixe disse que, apesar das ofensas, ficou satisfeito com a identificação dos responsáveis pelos xingamentos.
O atleta santista ainda citou o norte-americano Martin Luther King, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racial. 
- Depois de uma noite mal dormida, acordei aliviado e satisfeito, porque ao meu modo de ver, o racismo de qualquer modo ou gênero é um mal e todo mal não detectado cresce e se fortalece. Ontem, esse mal mostrou sua cara e isso foi bom, porque eu tenho certeza que será, mais uma vez, combatido e enfraquecido, como em 1963, quando Martin Luther King fez o famoso discurso "I Have a Dream" - disse o goleiro.
Além do desabafo em campo após o jogo e do texto escrito por ele mesmo, Aranha se manifestou também em nota divulgada no site do Santos. Jogadores como Robinho, Arouca e Edu Dracena prestaram solidariedade ao camisa 1.

O Santos promete se empenhar para punir os torcedores que xingaram Aranha. O advogado do Peixe, Cristiano Caus, afirmou ao GloboEsporte.com que o clube vai "até o fim" no caso. O presidente Odílio Rodrigues exigiu a identificação dos responsáveis pelas ofensas. A delegação do Alvinegro deixa Porto Alegre nesta sexta-feira à tarde e vai direto para o Rio de Janeiro. 
Confira o texto escrito por Aranha na íntegra:
Gostaria de dizer a todos os interessados nesse polêmico e triste episódio de ontem, que depois de uma noite mal dormida, acordei aliviado e satisfeito, porque ao meu modo de ver, o racismo de qualquer modo ou gênero é um mal e todo mal não detectado cresce e se fortalece.
Ontem, esse mal mostrou a sua cara e isso foi bom porque tenho certeza de que será, mais uma vez, combatido e enfraquecido, como em 1963, quando Martin Luther king fez o seu famoso discurso “I Have a Dream”.
"Eu tenho um sonho. Que um dia viveremos em uma nação onde as pessoas não serão julgadas pela cor da pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”. 
Aranha

terça-feira, 26 de agosto de 2014

11 Traits of a True Innovator. No one is born with the title “innovator” and that each person who wants it must work to achieve it in their own way. Rich or poor, blind or deaf, tough or soft, there is not anything that makes all innovators the same. Yet, each had a common desire to push on the glass ceiling and created room for the world to grow. DISCLAIMER: This is a fairly long post, but hope you agree it's worth the read



DISCLAIMER: This is a fairly long post, but hope you agree it's worth the read

It is important when considering what it takes to be innovative, to take a look at those who have been notable innovators in the past, as a means to gain context of how you can add to the pages of the history of your company, and perhaps the world. No one is born with the title “innovator” and that each person who wants it must work to achieve it in their own way. Rich or poor, blind or deaf, tough or soft, there is not anything that makes all innovators the same. Yet, each had a common desire to push on the glass ceiling and created room for the world to grow. These are not the greatest in history or put in any particular order.

These names were chosen because they all contributed to something different and did it in a variety of ways. There are names missing from this list, but it is impossible to build all-time greatest hits with something this subjective, so I looked for different traits outside of just “the best ever”. Whether you agree they are a legend or not you can’t deny they made an impact, and it is worth understanding how their contribution can help you in yours.

Peter Drucker – Systems Thinking

Peter Drucker was a management consultant, an educator, and an author who contributed a great deal to the modern business corporation. Throughout his life, he invented a number of concepts and wrote several books that are considered foundational in management theory and practice. Yet, when told he was a guru he once replied, “I have been saying for many years that we are using the word ‘guru’ because ‘charlatan’ is too long to fit into a headline”. His insights were often applied with lessons from history, sociology, psychology, philosophy, culture and religion. He focused on relationships between people and did not bother as much with the math. He wrote much about interpersonal relationships in organizations rather than focusing too much on the metrics-driven side of the business. He had a passion for learning, writing, and teaching which led to accomplishments such as winning the Presidential Medal of Freedom in 2002, and 7 McKinsey awards, along with receiving several honorary doctorates in various countries. Peter Drucker was a smart man, but more importantly he worked to make unique contributions in his field and did the hard work to develop concepts and theories that others could use.

He put his intelligence to good work and changed the world of management theory as a result. There are a lot of intelligent people that taught at schools during the same period of time that did not have nearly the affect. His greatness was not just in that he was intelligent, but that he had the insight to build a system and set of theories around what he was spending his time researching. There are many people that would have enjoyed sitting down and spending time talking with him about management theory. There were a number of ways he could have spent his time rather than writing books and papers on his research, however you do not get a medal from the President of the United States for having great conversations or taking up a number of hobbies. Good ideas need a place to go. Developing systems thinking means you are building models for thoughts and creating frameworks for all those great ideas to fit into so they can be replicated and shared with others.

This can also turn into a concept and series of innovations as they continue to develop. Every good idea needs a place to go. When you find yourself not able to bridge from common sense in the field you are in to ground breaking stuff, studying unrelated fields to gain additional context, as well as working with those that are not as deep in the weeds, can often help add insight as well as getting a knack for building systems which can lead to concepts. This in turn leads to innovative ideas and more pronounced impacts. Do the research, test the theory and build the concept, but make sure it lands in a form that others can receive value from and do something with it. In Peter Drucker’s case, the product was his insight and theories. Whether it is written down, built, or delivered in the form of a service – innovation can look many different ways, but should always provide greater benefit to the people around you and will be noted as such if it proves useful.

Thomas Alva Edison – Persistence

Regardless of what kind of person you think Thomas Edison was there is one thing he can go down in history as, and that is he was persistent. Making the several hundred attempts at getting the light bulb working, or building all the components necessary to make DC viable for people, moving this many concepts forward was not easy for him, or the grad students that helped contribute to his many patents. With each of the ideas he worked on to develop it required a long period of time to get from the concept to the invention, but he recognized when he was onto something and would work persistently to get there. All one has to do is look through several of his famous quotes to get a sense of how he felt about giving up:

“Our greatest weakness lies in giving up. The most certain way to succeed is always to try just one more time.”

“I have not failed. I have just found 10,000 ways that won’t work”

“Many of life’s failures are people who did not realize how close they were to success when they gave up”.

Thomas Edison was a man that was willing to try things multiple times until it worked, and he pushed others around him to do the same. Often you will fail the first time out of the gate getting traction with your concept, so it is important to be persistent and make adjustments each time until it works. Perhaps the initial concept you had was bad, and the idea is determined to be a failure. You are most likely still to stumble onto something great, so refine what you need and keep working on it till you strike gold.

Nicola Tesla – Underdog

Nicola Tesla was not popular and there was more than enough negative press about him from competitors, much like the aforementioned Thomas Edison. Yet he had brilliant ideas and knew it. He kept at his research even when everyone else turned against him. Things did not end well for him, he was a true underdog and his ideas have gone on to influence modern day electricity technologies both large and small. People may not always understand your concepts, and it may even turn into a negative experience for you, but being the underdog does not mean they are bad ideas. Sometimes the most impactful ideas will run into the steepest resistance, so hold your ground and do your best to weather the storm because if the idea is truly disruptive then someday it will find a home.

Henry Ford – More with less

Henry Ford did not invent the automobile, but he did develop the assembly line and that let middle class Americans afford cars due to his innovations in the mass production space. His genius was in taking something expensive and out of reach to the average citizen, and bring it down to a level that more people could afford. Things that are rare, hard to come by, or overpriced are ripe for someone to come along and reduce the cost so more people can afford them. Luxury means scarcity, and in many cases there are barriers keeping it from the everyman that you could potentially tackle. Is the watch made with rare materials in the machinery? Try using different materials to build the same clock movements, so the same quality can be afforded by more people. Are certain functions of a luxury car not offered on mid-priced brands? Build an after-market version of the same thing and find a distributor to make it available to more people. There are some things you will not be able to manufacture yourself, such as gold (unless you know a good alchemy recipe). However, a great way to start thinking about innovative concepts is reducing scarcity and creating more of something there is not enough of. Whether it is creating a new way to make less expensive cars or finding new methods to make high end watches cheaper.

Wright Brothers – Partnership

When one thinks of the invention of the airplane, it is hard to differentiate where one brother contributed more or less than the other because the brothers took credit for inventing it together. Whether it was Wilber who engineered more of the three-axis control that enabled the pilot to keep the plane in the air or Orville, the two went down in history as doing it together. Other great partnerships have existed in history such as Hewlett & Packard or Ben & Jerry. In these partnerships, to bring a concept the partners were both passionate about bringing something better to life. You do not always have to do it alone and sharing the credit does not mean fading into the backlogs of corporate history. Sometimes great ideas can be magnified, by seeking out like-minded people and collaborating to bring the concept to life rather than trying to go it alone.

Benjamin Franklin – Multifaceted

Benjamin Franklin was a man of many inventions in various fields, from the Franklin Stove to inventing the bifocals. In each field he ventured into, he was a newcomer but kept his focus. He had a naturally inquisitive personality that allowed him to explore a number of different fields and make a successful concept or business out of each. There is a benefit to being a specialist in one area, such as Benjamin Franklin being a printer; it does not mean you are bound to that one area. Having a variety of educational pursuits can lead to creative ideas in areas you may be completely new to. Often when someone focuses too hard on one thing, they can miss the obvious things that a set of new point of view might bring to light. You will be surprised what may end up being the significant contribution you make. Benjamin Franklin was not known for the profession he held for a number of years or the area he knew most about, but rather his contributions in the founding of the United States of America and his experiments with electricity are more closely associated with his place in history. Step outside of the area you know best and you may be surprised what you come up with.

Fred Smith – Observation

Fred Smith, the CEO and founder of FedEx, built his system based on the time he spent in Viet Nam during his tour in the military, where he learned how logistics played a big factor. He developed a business idea to create a shipment version of a bank clearing house for a new type of integrated air-ground system which had not existed prior to FedEx. In combining the experiences he had and observing systems that worked in unrelated fields he was able to transform the face of shipping packages around the world. Whether it is systems in nature, or methods for doing business in the non-profit sector, the greatest business ideas might not always live in the business world. Pulling new concepts from unrelated places can often be the greatest method for innovation, and much easier than trying to invent something completely from scratch. There are so many great things already happening in the world that you can leverage for moving your concept into a viable success.

Ray Kroc – Taking something and improving it

Ray Kroc, upon purchasing McDonald’s in 1961, took an existing company and incorporated changes that have made it the most successful fast food operation in the world. He noticed a number of things wrong with the way McDonald’s was being run after he first met the McDonald’s brothers and incorporated a number of changes such as standardizing operations which ensured that every burger a store made tasted the same regardless of which store it was prepared in. Although Ray Kroc did not invent McDonald’s or found the company, he saw something with a lot of potential and improved it to pave the way for McDonald’s to be the company that it is today. This did not happen early on in his life, but rather success occurred for Ray when he was well past his 50th birthday. Sometimes the innovative idea you are looking for is taking something that is already out there and improving it beyond simply sustaining what is there and pushing the 10% that is different out to the public. Ray did not just improve the one McDonald’s store that existed at the time, but created a new experience from the top down and changed the face of the industry for every chain since. Look at what is in place today in the company you work for, as well as companies you come into contact with every day, and think about how you might improve them if you ran the place. Those ideas just may be the start of your innovative idea.

Andrew Carnegie – Simple beginnings

You do not necessarily have to start big to do big things. Andrew Carnegie’s family had to borrow money to migrate to the US, and his first job was at the age of thirteen working as a bobbin boy, twelve hours a day, six days a week. He later went into the steel industry and leveraged two inventions he helped develop to grow the largest steel company in the US at the time. Hard work and a little ingenuity mean you will be prepared when opportunity strikes. Waiting for greatness to happen versus putting in the time to excelling at what it is you do today while keeping your eyes open for the right opportunity can get you much further than doing just what is expected and waiting for something to come to you. Few people, if any, are given opportunity to succeed without doing something to have gotten them there.

George Washington – Courage

The first President of the United States does not show up on many lists of innovators. It is no small feat of ingenuity to help create a nation, lead an army of rebels against one of the largest militaries in the world, and then go on to direct the constitutional congress followed by becoming the first President of the United States of America. Success was not a slam dunk, and committing treason for a belief in something bigger than himself meant having the courage of conviction and a belief system that not only propelled George Washington to turn his back on his country to form a new one, but helped him lead others to battle against a military he spent most of his natural life fighting for.

There is no doubt George Washington was a smart and talented man, but sometimes it takes real courage to push past all the other obstacles that brains and abilities alone will not help you conquer. You have a concept and a conviction that your ideas will help drive change, not just in the company you work for, but the entire industry and potentially the world. Use that passion to help bring others alongside you. It is a fearful thing to be innovative and to actively try to disrupt the status quo you have been working for during your entire professional life. It is not an easy thing to be an effective innovator, and no amount of thinking will be enough to get stakeholders and team members to rally behind you and help you see your concept take flight. Displacement occurs when something new comes along, and people will undoubtedly lose their jobs or be moved to another one if your concept is successful. Perhaps it will cause profits to slip for a period, or cause a shift in leadership as a result of what you are trying to do. There is no clean way to make a difference; it’s as if you are on a surf board in the ocean and either you ride the wave or you get buried in it. There are certainly ways to minimize chaos, but not entirely, which is why companies are not prone to being disruptive. However, it is still possible to be innovative, and companies have money like never before to support ventures from within. If you have the concept that will make the difference, the first step will be a courageous one. The real test will not be the value of your idea, but the conviction and courage to step out into the spotlight to get your concept in front of the right people, along with the gumption to follow through and see your concept fight its way against the opposition that will show itself along the way.

Steve Jobs – Design

Steve Jobs was a smart man, but also had a passion for well-designed products. He knew the value in building something that looked and worked a certain way and was not content simply building a faster or more efficient machine. He required it to have a certain kind of interaction and a specific kind of aesthetic look and feel before it was brought to market. Whether it was his ruthless nature making sure each detail was just right for his keynotes, or his highly scrutinized management style that focused on details to the nth degree before being released to the public, there is no denying his impact on the world of computing today. He believed that innovations should be beautiful, and not just practical. Though he is an innovator for a number of reasons, it is this one that I believe everyone should take note of. It is easy to get lost in the math of a concept, or the focus to just make it work. Focusing on the design, the look and feel, as well as the operation is something that can take your concept into a complete new category of competition and create something people will remember long past the point that the function is relevant.

Each of these individuals brought something to the table which helped them lead teams, make decisions and impact the world based on the roles they played along the way. For some, it was deciding to see things differently and be ok with not everyone understanding what it was they were trying to share. For others, it was standing by their commitment and conviction regardless of what might happen down the road. For a handful, it was in knowing they had gold in their hands, and that people would eventually come to see it, even if there were numerous road blocks in their way at the time. There is no one single combination of skills that will make someone a better innovator, but, having an idea and building the belief that you have a unique set of skills to bring it to life is the universal starting point. Too many ideas fall by the wayside because someone does not believe in themselves to the same level of belief they have in the idea and so they let it die out of fear.

It could be that the idea in its current form is not enough to get the concept going, so it will take perseverance and belief that it will evolve into something great. That can be the difference between having an idea and having an impact on the world around you. In the corporate space, it will take a lot of things to be successful at bringing about big changes, but you are not more or less qualified than anyone else with ideas and a desire to act on it. People from all walks of life have been or have not been successful at driving concepts into creation. It is the hard work and difficulty you will face that you have to be willing to work past and be prepared for.

domingo, 24 de agosto de 2014

Pensamos em desistir, analisamos se vale a pena perseverar quando a incompreensão e o desestímulo batem a nossa porta... CONFIA E SERVE


Muitas vezes temos dúvidas, experimentamos inseguranças e desafios nas tarefas que abraçamos. Pensamos em desistir, analisamos se vale a pena perseverar quando a incompreensão e o desestímulo batem a nossa porta...
Quem de nós já não passou por isso?
Segue uma bela mensagem de Emmanuel para nos incentivar a prosseguir SEMPRE!  Loiva Karnopp


CONFIA E SERVE

Ainda que tudo pareça perdido, confia e serve.
A esperança é caminho para o triunfo.
Aprendamos com a bondade divina que, diariamente, reforma esse ou aquele crédito em nosso favor.
Se Deus acredita em nós por que desesperarmo-nos uns dos outros.
Se te propões à obra da caridade genuína, não te dês tempo para anotar a alheia incompreensão.
Segue para adiante, entendendo e servindo, na certeza de que o sol levanta novo dia, depois de cada noite, aprendendo com o Cristo que a vitória do amor depende da nossa disposição de começar e recomeçar.
Emmanuel/Chico Xavier - Abençoa sempre.

sábado, 23 de agosto de 2014

Como agir com pessoas que falam mal de você pelas costas Algumas pessoas adoram fofocas e intrigas, causando grandes confusões e transformando o mundo em um lugar de ódio e desordem. Assim, devemos estar preparados para lidar com tais negatividades, não deixando que elas nos contaminem.


Pablo de Paula

Ser inteligente em uma sociedade pouco instruída é como receber uma estrela de xerife no velho oeste bem no dia em que o bandido mais perigoso do local adentrou a cidade. Em outras palavras, o que quero dizer é o seguinte: as pessoas não querem saber o raio de conhecimento que você possui. Elas estão interessadas em si mesmas e em mais nada.

Basta averiguarmos com calma nossa comunidade e veremos que os intelectuais são sempre perseguidos, enquanto os demais são abraçados. Isso acontece porque vivemos em um mundo onde a inveja existe e os seres que aqui estão a valorizam demasiadamente. Por isso Fannie Flagg disse: “Lembre-se, se as pessoas falarem por suas costas, quer dizer apenas que você está dois passos à frente.”

Quando analisamos nosso inimigo devemos tentar discernir suas reais intenções, interpretando seus objetivos e agindo estrategicamente. Desta forma, devemos nos adequar a esses ataques, fazendo com que eles percam força e representatividade.

Por exemplo: no futebol, quando um atacante vai bater um pênalti e o goleiro adversário se aproxima dele, dizendo que vai adivinhar o canto e que vai defender a bola, ele está tentando desconcentrar o atleta para que o mesmo se desequilibre emocionalmente e perca a cobrança. Neste caso, o que o jogador deve fazer é fechar os ouvidos e acreditar em si mesmo, porque fazendo isso, essa ação contrária cairá por terra e não afetará o resultado (ainda que ele perca o pênalti, porque ele não terá perdido por conta desse fator negativo e sim por ser uma obra do destino).

Do mesmo modo do exemplo acima, quando uma pessoa resolver nos agredir longe da nossa presença, devemos simplesmente não nos importar e nos mantermos firmes em nossa conduta. Além disso, não devemos ter ódio, ou sentimentos de vingança por essa pessoa, haja vista que ela possui uma mentalidade atrasada e por isso, ostenta esse tipo de comportamento. Em outras palavras, o desejo de tal criatura é que fiquemos entristecidos, chateados e revoltados com sua postura, logo uma ação inversa destrona o plano inicial dela e a faz se desmanchar por si mesma.

Portanto, seu oponente somente pode te atacar se você permitir que ele te ataque, porquanto o universo permite que sejamos responsáveis por nosso próprio destino (guardadas as devidas proporções). Assim, somos escultores de nossa existência e nossa moldura será perfeita se soubermos trabalhar nossa confiança para agirmos de forma inteligente perante os espinhos existentes em nossa trilha.

A importância do marketing pessoal e da credibilidade

Quem possui uma marca pessoal forte tem uma certa blindagem perante cenários nebulosos. Com toda certeza, as pessoas pensam duas vezes antes de propagarem bobagens sobre alguém que tem crédito no mercado. Destarte, é fundamental trabalharmos nossa imagem, fazendo com que as pessoas vejam nossas virtudes e passem a nos olhar com deferência.

Vale aludir que com o passar do tempo, podemos visualizar que quanto mais investimos em nossa marca, mais crescemos perante a sociedade, pois nosso comportamento reflete para as pessoas quem realmente somos, de sorte que elas irão nos apreciar se formos criaturas virtuosas e, principalmente, se formos capazes de mostrar isso a elas.

A necessidade de se vigiar

As pessoas estão esperando nossos erros para poderem descortiná-los, ou seja, tudo o que elas precisam é de um motivo para nos prejudicar. Deste modo, o que temos que fazer é vigiar nossas palavras, pois elas podem comprometer toda a nossa trajetória pessoal e profissional. Não foi por acaso que Oscar Wilde disse: “Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”

Digo isso porque muitos de nossos companheiros lançam armadilhas para nos apanhar, buscando nos encurralar constantemente. Daí a importância de se conhecer bem o inimigo e de também ter um grande cuidado com os falsos amigos, porque nem tudo aquilo que nossos olhos veem correspondem à realidade e precisamos enxergar além do óbvio em muitas situações.

Em linhas gerais, na dúvida, devemos sempre ter prudência e nunca deixar que nossa ansiedade nos atrapalhe em nossas escolhas. Vale lembrar também que pensar antes de falar é algo impreterível e inegociável, tendo em vista que o homem que aprender a refletir no tempo certo, conquistará todas as vitórias e se tornará quase imbatível com o passar dos anos (pratica = perfeição).

A preciosidade de se ter uma conduta coerente e coesa em todos os sentidos

Agradar a todos é impossível, todavia algumas pessoas possuem esse sonho utópico e infelizmente vivem sofrendo por isso. Sem dúvidas, se alguém busca ter uma vida própria e convicções únicas, é fundamental ter personalidade e não se deixar levar pelas teorias alheias.

Portanto, responda a si mesmo: você vive para si, ou para os outros? Sua liberdade é mais importante que qualquer coisa nessa vida, ou você se acostumou com cheiro do cárcere?

Pode parecer loucura, mas a maioria das pessoas existe para se preocupar com o que as outras vão pensar a respeito delas e não o contrário. São inseguras, teimosas, medrosas e completamente manipuláveis.

Não repita o erro delas, seja diferente: tenha força, energia, entusiasmo e garra, não permitindo que mandem em sua vida, pelo contrário, mostre que é você quem está no controle. Para isso, crie suas crenças, valores, princípios e não se desvie deles, pois assim procedendo, você estará mostrando ao mundo no que consiste a essência de um homem íntegro e do que é formado o coração de um ser de notável nobreza.

Concluindo, digo que precisamos fazer com que esses tagarelas tropecem em suas próprias palavras, tornando-os reféns da própria hipocrisia. Com absoluta certeza, temos poder de influenciar e modificar o ambiente, fazendo com que o mundo seja uma esfera onde a lucidez, a honra e dignidade humana permeiem sempre o topo.