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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz. Reverência ao destino


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.



Carlos Drummond de Andrade

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples/ A dor é inevitável. O sofrimento é opcional... Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.


Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples
como um verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Kenneth Shinozuka O jovem cientista criou um dispositivo revolucionário que pode mudar a vida de quem luta contra o Alzheimer.


Tenho prazer em compartilhar a história de Kenneth Shinozuka, um neto que teve o avô diagnosticado com Alzheimer, mas que também resolveu mudar a vida do idoso para sempre.
O jovem cientista criou um dispositivo que pode ser grudado no calcanhar do idoso com esparadrapo ou então por fora da meia. Esse dispositivo flexível - que não causa incômodo - conta com um botão que é acionado sempre que o idoso pisa no chão, enviando um alarme para o celular do cuidador.
Qual a grande sacada? O idoso com Alzheimer tende a levantar-se durante a noite, no horário em que todos dormem. É nessas horas que um senhor sem malícias coloca um garfo no microondas, uma panela pra ferver, tropeça em tapetes ou até mesmo sai pra rua e se perde na madrugada. Histórias como essas são comuns, mas a invenção de Kenneth pode mudar esse cenário!
Ao receber o aviso, o cuidador pode acordar já no primeiro passo do idoso fora da cama, evitando todos esses cenários.
Nos 6 meses de teste o aparelho demonstrou 100% de eficácia, avisando nas 437 vezes em que o idoso ensaiou uma escapadinha noturna.
O garoto já está entre os 15 finalistas da reconhecida Feira de Ciências da Google, e espera doar centenas de dispositivos como esse para asilos e instituições de apoio.
Muito contente com a notícia, apenas aguardando para que esse projeto seja um sucesso em breve! Custo baixo para produção e segurança garantida para nossos idosos, que acham?

Confira o vídeo de apresentação do projeto: http://goo.gl/p7m10y

CHA – conhecimento, habilidade e atitude. Uma nova filosofia que surgiu nos últimos anos para avaliação profissional é o intitulado CHA - conhecimento, habilidade e atitude. Outro tema que vem ganhando força nas organizações é a Gestão por Competência.


Uma nova filosofia que surgiu nos últimos anos para avaliação profissional é o intitulado CHA - conhecimento, habilidade e atitude. Outro tema que vem ganhando força nas organizações é a Gestão por Competência. O governo federal tem exigido que seus órgãos comecem a pensar numa administração baseada em competências do servidor, algo bem utópico ainda, mas que eu acredito que deve ganhar força nos próximos anos.
Eu vejo o CHA como uma ferramenta que pode ajudar na implantação da Gestão por Competência.
Conhecimento é o sabor teórico. O conhecimento, em geral, é tácito, presente apenas na mente do profissional. O grande desafio das organizações é transformar o conhecimento tácito em conhecimento explicito, em um patrimônio da organização. É fazê-lo fazer parte da estrutura da organização, estar disponível a todos, ser democratizado por toda a empresa. O saber fazer deve ser conhecido de todos, isso é vital para sobrevivência de uma organização.

Habilidade é o saber fazer. O ideal seria a junção de conhecimento e habilidade, mas essa combinação nem sempre é possível. Muitas vezes quem tem o conhecimento não é quem executa. A habilidade, em regra, depende de prática, treino, erros e acertos. A prática leva a perfeição. Só que quanto mais se sobe na hierarquia, mais teórico e menos prático se fica. Em quase toda organização profissional quem planeja não executa e como "teoria na prática é outra" o serviço que é executado é muito diferente do que foi pensado. É necessária uma maior aproximação da equipe que planeja com a equipe que executa. Como fazer isso é a questão. Vejo isso como um problema grave organizacional e que muito pouco tem sido feito para ser corrigido ou pelo menos amenizado.

Atitude está ligada a ação. Não adianta ter conhecimento e habilidade e não ter atitude. Atitude é querer fazer. Muitos profissionais estão poucos dispostos a ter atitudes de mudança. Sabem que se algumas coisas mudassem o resultado final seria melhor. Mas para que mudar o que de certa forma está dando certo? Essa atitude é necessária para ocorrer à mudança. Atitudes são necessárias para se mudar paradigmas.

Conhecimento se adquire estudando e habilidade vem com a prática. O grande problema que eu vejo é a falta de atitude, algo meio místico, algo que vem no DNA da pessoa, difícil de ser adquirido, difícil de ser aprendido. Observe que eu disse difícil e não impossível. Só que para ter atitude é necessário atitude.

BRINCADEIRA. Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse: - Eu sei de tudo. cronicas de luis fernando verissimo


Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:
- Eu sei de tudo.
Depois de um silêncio, o outro disse:
- Como é que você soube?
- Não interessa. Sei de tudo.
- Me faz um favor. Não espalha.
- Vou pensar.
- Por amor de Deus.
- Está bem. Mas olhe lá, hein?

Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.
- Sei de tudo.
- Co- como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Mas é impossível. Como é que você descobriu?

A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:
- Alguém mais sabe?

Outras se tornavam agressivas:
- Está bem, você sabe. E daí?
- Daí nada. Só queria que você soubesse que eu sei.
- Se você contar para alguém, eu…
- Depende de você.
- De mim, como?
- Se você andar na linha, eu não conto.
- Certo.

Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.
- Eu sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Não sei. O que é que você sabe?
- Não se faz de inocente.
- Mas eu realmente não sei.
- Vem com essa.
- Você não sabe de nada.
- Ah, quer dizer que existe alguma coisa pra saber, mas eu é que não sei o que é?
- Não existe nada.
- Olha que eu vou espalhar…
- Pode espalhar que é mentira.
- Como é que você sabe o que eu vou espalhar?
- Qualquer coisa que você espalhar será mentira.
- Está bem. Vou espalhar.

Mas dali a pouco veio um telefonema.
- Escute. Estive pensando melhor. Não espalha nada sobre nada daquilo.
- Aquilo o quê?
- Você sabe.

Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurrava:
- Você contou para alguém?
- Ainda não.
- Puxa. Obrigado.

Com o tempo, ganhou uma reputação. Era de confiança. Um dia, foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.
- Por que eu? – quis saber.
- A posição é de muita responsabilidade – disse o amigo. – Recomendei você.
- Por quê?
- Pela sua descrição.

Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos, mas nunca abria a boca para falar de ninguém. Além de bem-informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz misteriosa que disse:
- Sei de tudo.
- Co- como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.

Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino. Investigara. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia remota. Os vizinhos contam que a voz que uma noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que mais se ouvia era a dele, gritando:
- Era brincadeira! Era brincadeira!

Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o conheciam não têm dúvidas sobre o motivo.

Sabia demais.

A ATITUDE DE UM VENCEDOR . Reflexão: Numa determinada floresta havia três leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse: - Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem três leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?


Os três leões souberam da reunião e comentaram entre si:

- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir ?

Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de muito tempo eles tiveram uma idéia excelente.

O macaco se encontrou com os três felinos e contou o que eles decidiram:

- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.

- Montanha Difícil ? Como assim ?

- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês três deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.

A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.

O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.

O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.

O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.

Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os três foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:

- Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.

Todos gritaram para a Águia:

- A senhora sabe, mas como sabe?

- É simples… eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.

O primeiro leão disse:

- Montanha, você me venceu!

O segundo leão disse:

- Montanha, você me venceu!

O terceiro leão também disse que foi vencido, mas, com uma diferença. Ele olhou para sua dificuldade e disse:

- Montanha, você me venceu, por enquanto! mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.
E calmamente a águia completou:

- A diferença é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros!

Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis, porque teve a atitude de um vencedor

Moral da história: o vencedor nunca desiste, mesmo na derrota!

ESPECIAL NELSON MANDELA – FRASES, FILMES E TEXTOS Nelson Mandela foi um dos maiores líderes políticos de todos os tempos, lutando e defendendo seus ideais. Compilamos as mais belas mensagens em uma lista com exemplos de garra, fé e liderança.

Nelson Mandela foi um dos maiores líderes políticos de todos os tempos, lutando e defendendo seus ideais. Compilamos as mais belas mensagens em uma lista com exemplos de garra, fé e liderança.

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FRASES  NELSON MANDELA
Uma das mudanças mais difíceis não é mudar a sociedade – mas cada um mudar a si.

Qualquer pessoa pode elevar-se acima das suas circunstâncias e alcançar sucesso, caso se dedique e tenha entusiasmo pelo que faz.

Uma preocupação fundamental pelos outros nas nossas vidas individuais e comunitárias teria muito efeito em transformar o mundo naquele lugar melhor que tão apaixonadamente sonhamos.

Gosto de amigos com mentes independentes, pois tendem a fazer com que eu veja os problemas de todos os ângulos.

A nossa sociedade necessita  restabelecer uma cultura de amor.

É uma virtude inestimável tentar fazer os outros felizes e esquecer as suas preocupações

Uma vez que uma pessoa esteja determinada em se ajudar, não há nada que possa detê-la.

Tudo parece impossível até que seja feito.

Não há nada melhor que regressar a um local que se mantém inalterado para  percebermos como mudamos.

O hábito de prestar atenção a pequenas coisas e de dar valor a pequenas cortesias é uma das marcas importantes de uma pessoa boa.

FILMES
MANDELA. A LUTA PELA IGUALDADE

INVICTUS

TEXTOS
REINSTALAR A SOLIDARIEDADE HUMANA

Os valores da solidariedade humana que outrora estimularam a nossa demanda de uma sociedade humana parecem ter sido substituídos, ou estar ameaçados, por um materialismo grosseiro e a procura de fins sociais de gratificação instantânea. Um dos desafios do nosso tempo, sem ser beato ou moralista, é reinstalar na consciência do nosso povo esse sentido de solidariedade humana, de estarmos no mundo uns para os outros, e por causa e por meio dos outros.

Nelson Mandela, in ‘Walk to Freedom


AS VERDADEIRAS QUALIDADES AO ALCANCE DE QUALQUER SER HUMANO

Ao avaliar o nosso progresso como indivíduos, tendemos a concentrar-nos nos fatores externos como a nossa posição social, a influência e a popularidade, a riqueza e o nível de instrução. Como é evidente, são importantes para medir o nosso sucesso nas questões materiais, e é bem compreensível que muitas pessoas se esforcem principalmente por alcançar todos eles. Mas os fatores internos podem ser ainda mais cruciais para determinar o nosso desenvolvimento como seres humanos. A honestidade, a sinceridade, a simplicidade, a humildade, a pura generosidade, a ausência de vaidade, a prontidão para servir os outros – qualidades que estão facilmente ao alcance de qualquer criatura -, formam a base da nossa vida espiritual.

Nelson Mandela, Carta a Winnie Mandela, Fevereiro 1975


O BOM E O MAU EM TODOS NÓS

Atrever-me-ia a dizer que há alguma coisa de intrinsicamente bom em todos os seres humanos, que, entre outras coisas, tem origem no atributo de consciência social que todos possuímos. E, sim, também há algo de intrinsecamente mau em todos nós, feitos que somos de carne e osso, com o concomitante desejo de perpetuar e mimar o ego.

Nelson Mandela, in ‘Conferência Mundial sobre Religião e Paz (1994)

Esta é uma história ...Reflexão: A ÁRVORE DOS PROBLEMAS. - Por que você tocou na planta antes de entrar em casa?


Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.

O pneu do seu carro furou, a serra elétrica quebrou, cortou o dedo, e ao final do dia o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.

Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

Quando chegaram à sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.

Quando os dois homens estavam caminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.

Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.

Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

- Por que você tocou na planta antes de entrar em casa?

O carpinteiro respondeu:

- Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte; e você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

História real – Homem e cão (John e Shep) no lago: uma história de amor, compaixão e retribuição


Hannah Stonehouse Hudson / Stonehouse Photography

História real – Homem e cão (John e Shep) no lago: uma história de amor, compaixão e retribuição

História real recontada por Fabio Lisboa

“Este é Shep de 19 anos, sendo aconchegado nos braços de seu pai no início desta semana no Lago Superior. Shep adormece todas as noites, quando ele é transportado para dentro do lago. Ele está com artrose o que causa uma dor crônica e a dor é amenizada quando John o carrega nos braços desta forma, na água. O Lago Superior está mais quente neste verão, o que torna a temperatura de suas águas perfeita.

Eu fiquei tão feliz em poder guardar este momento para John. Aliás, John salvou Shep ainda filhote com somente 8 meses de idade, e ele tem sido sua companhia, ao seu lado, em muitas aventuras, desde então. [Agora John retribui de forma maravilhosa ao seu grande amigo, já idoso e doente!] [pronuncia-se “Shep”, no entanto, a escrita adotada por John Unger é “Schoep”].”



Em tempos em que a maioria das imagens e ideias repassadas nas redes sociais é descartável e a grande mídia se empenha em retratar a exaustão crimes, tragédias e a degradação humana e ambiental, uma imagem de compaixão de um homem por um animal é vista e compartilhada por milhares de pessoas, e quem sabe, um dia, se tornará uma história ainda mais conhecida.

Mas qual é a história por trás da imagem?

Vinte anos atrás, um homem e sua noiva resgatam um cão bebê. O cachorrinho foi maltratado pelos antigos donos e agora não confia nos homens. O homem, John Unger, já teve várias crises de depressão e sabe bem o que significa não confiar mais na humanidade.

Ele se esforça para conquistar a confiança do bebê canino nas primeiras noites e muitas noites depois, ficando acordado até o pequeno dormir. John conta que às vezes ficava de quatro “para que Schoep me visse como outro cachorro, e não como um homem que tentaria machucá-lo de novo”.

Aos poucos o amor entre as duas espécies se fortalece. Ao mesmo tempo, o amor entre o homem e a mulher esvanece. John e sua noiva rompem e Shep fica sendo o único companheiro do homem. Algum tempo depois da separação, John cai em sua mais profunda crise de depressão.

Quando os cães falam a língua da compaixão
Arquivo pessoal John Unger
Com o coração cansado, John Unger não tem mais vontade nem de levar Schoep para seus passeios noturnos. Numa dessas noites sombrias, ele decide ir com o cão até o Lago Michigan, disposto a cometer suicídio: “Eu fiquei uma hora olhando para o lago, pensando na vida e cheguei a um ponto em que pensei: ‘ok, agora é a hora’. E olhei para baixo para o Schoep e eu não sei o que era... ele me olhou como nunca tinha me olhado antes. Eu penso nisso agora e sei que ele sabia que algo estava errado.”.

Talvez o homem tenha pensado: o amor não acabou! Ainda existe um ser que me ama incondicionalmente. Por causa das crises, John não conseguia manter-se num emprego ou sequer sair de casa, muitas vezes a comida era rala e os passeios, poucos. Mas nada disso importava para Shep, seu amigo estava sempre ao seu lado, demonstrando companheirismo e afeto.

Mas John estava prestes a abandonar o seu amigo. Se ele se fosse, será que Schoep iria sobreviver? Será que o cão nunca mais iria confiar em outro ser humano? John talvez tenha se lembrado do tempo da compaixão que teve por seu amigo, quando este ainda era filhote e indefeso. Talvez tenha pensado que ao envelhecer o seu parceiro de vida voltaria a ficar indefeso. Precisaria dele de novo.

Em frente ao lago, naquele momento, só com o olhar, era como se o cachorrinho demonstrasse o tanto que um amava o outro. O tanto que um amaria e precisaria do outro, até que a morte os separasse – mas não tão cedo. Os dois não se despediriam ainda...

O pequeno amigo canino trouxe John Unger de volta à vida! Eles andaram a noite toda e viram o sol nascer. No dia seguinte, John agradeceu ao cão por ter salvado a sua vida.

Retribuição

Muitos anos depois, o cão se entrega e deixa o seu corpo e a sua vida nos braços humanos amorosos e espera que os atos de companheirismo e compaixão tornem a dor da partida a menor possível.

John Unger não só resgatou a confiança do seu amigo de quatro patas no homem. Com a divulgação do seu momento de ternura captado pela sua amiga Hannah, John resgata a confiança das pessoas na humanidade.

Nos 32 mil comentários que a foto recebeu até agora há relatos de pessoas que se emocionam ao lembrar-se de cães, gatos, pássaros e tantos outros bichos de estimação queridos, e tantas outras pessoas, pais, mães, filhos, filhas e amores que foram amados durante toda a vida e amados até os últimos momentos, e sempre que possível, confortados para enfrentar a derradeira fronteira da vida.

Que Shep leve com ele todo o amor de John. Que carreguemos conosco todo o amor que nós, homens e mulheres, enquanto estivermos vivos, podemos dar a outros seres vivos.

Hannah Stonehouse Hudson / Stonehouse Photography