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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Por que os lideres falham?




Todos sabem que os CEOs (Chief Executive Officers) e os executivos são quase sempre lideres brilhantes, inteligentes, muitas vezes, com um grande histórico de realizações.
Mas o tempo médio dos LIDERES em grandes empresas esta ficando cada vez menor.
E você sabe por que os Líderes fracassam?
David Dotlich e Peter Cairo, instrutores de vários programas de liderança, descobriram que lideres claramente talentosos também tomam decisões ruins, alienam pessoas-chave, perdem oportunidades e desconsideram tendências e desdobramentos óbvios. Recentemente lançaram o livro Por que os Executivos falham?


– 11 pecados que podem comprometer sua ascensão e como evitá-los no qual falam sobre traços de personalidade profundamente enraizados que afetam o estilo de liderança.


Ao todo, são 11 os tipos de comportamentos mais comuns de grandes executivos cujas carreiras saíram dos trilhos descritos por Dotlich e Cairo. E um dos principais avisos dados pelos autores
do livro é “você não precisa ser um grande executivo para cometer esses pecados, pois todos temos um lado negativo, que ataca lideres em todos os níveis”.
Acompanhe:

Arrogante. Você acha que esta sempre certo e os demais estão errados.


Melodramático. Você precisa ser o centro das atenções e não compartilha o sucesso com sua equipe.


Temperamental. Você é “de lua” e seu pessoal nunca sabe como estará no momento.


Cauteloso. Você tem medo de tomar decisões. Sempre falta mais “aquele” dado.


Cético. Você se concentra só no pior cenário e retarda as decisões que acabam complicando a realidade ainda mais.


Reservado. Você se afasta e se isola quando o circo esta pegando fogo.


Ardiloso. Você testa os limites organizacionais as ultimas conseqüências.


Excêntrico. Você tenta ser diferente somente pelo fato de ser diferente.


Passivo Resistente. Você dá a impressão de que concorda com um plano de ação, mas depois reage agressivamente quando e cobrado por sua posição .


Perfeccionista. Você se concentra nos mínimos detalhes e esquece da visão macro que mais importa.


Obsequioso. Você se esforça para ganhar o concurso de popularidade... Principalmente com seu chefe!


Veja também essas dicas para começar um processo de mudanças, com o objetivo de corrigir esses comportamentos antes que seja tarde demais:


A origem é quase sempre a mesma.


Os fatores, chamados por Dotlich e Cairo de “descarriladores de carreiras”, surgem mais comumente sob estresse. Lembrando ainda que esse é um conceito bastante relativo, pois situações estressantes podem envolver qualquer coisa, desde tentar tirar vantagem de uma grande oportunidade como uma aquisição, ate mudar de emprego e adaptar-se a uma nova cultura. O fundamental e descobrir a que tipo de situação estressante você é mais vulnerável e o que desencadeia seus “descarriladores”.


“Não relute em dar um passeio pelo lado da sombra”.


Embora seja natural querermos saber sobre nossos impulsos negativos como lideres, investigar por que agimos de modo a prejudicar os outros, nós mesmos e as empresas em que trabalhamos, ao mesmo tempo trata-se de um tabu. Vivemos em uma cultura de celebridades na qual se espera que elas sejam perfeitas. É essencial parar de pensar dessa forma. Em vez de negar suas falhas, você, como líder, precisa aceitá-las e entendê-las.


Lembre-se: quando você aprende a administrar seus traços autodestrutivos,


consegue fazer com que seus pontos fortes apareçam.


Extraído e adaptado do livro Por Que os Executivos Falham?, de David L. Dotlich e Peter C. Cairo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Desafio do Momento.



Louvadas sejam as mãos que operam as ações do Bem, dirigidas por mentes devotadas à fidelidade aos norteamentos do Consolador.
Não é fácil encontrar-se na Terra muitas almas dispostas a renúncias e sacrifícios em favor dos tempos novos que, paradoxalmente, todos aguardam.
A impressão que se tem é que mentes muito poderosas mas negativas, que conhecem bastante a esfera das fragilidades humanas, atuam no sentido de minar o bom ânimo ou de insuflar desesperança em muitos corações, afastando-os dos caminhos seguros do Senhor.
Nada obstante, as falanges do Bem, capitaneadas por Prepostos de Jesus Cristo, diligentes e discretas, seguem firmes no empenho de desfazer espessas sombras que desorganizam e perturbam, além de iluminar consciências, incentivando-as à esperada fidelidade aos ensinamentos do Espiritismo.
É com essa reflexão que convidamos todos os irmãos de boa vontade para participarem da Caravana do Amor, que não se pode desmontar nem atarantar diante das investidas negativas do tempo presente.
O labor do Cristo nunca encontrou, na Terra, terreno fácil ou aceitação tranquila, mesmo entre indivíduos que se afirmam como seguidores do Bem. Para muitos deles seria mais interessante que a Mensagem Espírita não os retirasse das zonas de conforto nas quais se alocam, sem nenhum anseio de desacomodar-se, de ir à luta ou de efetuar as indispensáveis mudanças pelos caminhos da existência.
Como o Mestre afirmou que não se pode atender aos interesses de dois senhores, pelo risco de não se conseguir agradar a ambos igualmente, sentimos que já é tempo de optarmos pela polaridade mais importante para nós, ou seja, de fazermos as nossas escolhas definitivas para a vida.
É preciso que definamos a própria escala de valores, uma vez que ao assumirmos compromisso com a Verdade que liberta e com o Bem que alimenta, correremos menor risco de resvalar ou de nos conturbar à frente dos serviços a cumprir Seara afora.
A nossa união em torno do ideal Espírita não pode ser procrastinada, sob pena de perdermos o passo do progresso anelado nas idas do nosso Movimento Espírita, que se propõe difundir a exuberante mensagem do Mundo Maior.
Não temos mais tempo para qualquer modalidade de fuga, de defecção ou de negligência perante os compromissos com o futuro, que já começou.
Vários grupos de companheiros domiciliados nos Campos do Além, com os quais cooperamos pessoalmente, têm se somado às Falanges do Cristo, no sentido de reativar mentes incontáveis e de sensibilizar um sem-número de corações, para que não mais percamos a oportunidade de servir fielmente a Jesus.
Unamo-nos, pois, irmãos, fortalecendo-nos, reciprocamente, para que, devidamente reforçados e responsáveis, alcancemos a excelência da reencarnação e realizemos o nosso melhor esforço pela construção do sonhado mundo novo, a começar de nós mesmos e dos nossos dependentes intelectuais ou afetivos.
Para tanto, não deveremos nos afastar do estudo aprofundado do Espiritismo, por meio de sérias meditações, de discussões e análises graves sobre seus conteúdos tão felizes.
Não mais podemos ver o mundo a incendiar-se sem que nos apresentemos como operadores da paz e da alegria, da lucidez e do trabalho, sem qualquer omissão indevida.
No ensejo, bons amigos, contamos com a companhia dos caros Jaime Rolemberg e Leopoldo Machado, embora outros valorosos servidores desencarnados participem desses luminosos interesses.
O nosso grandioso Espiritismo, enfim, deve ser a nossa filosofia de vida ou não resistiremos ao peso do anticristo, que se materializa de diversas formas, pelas estradas da nossa evolução para o Criador. O tempo melhor, pois, é o agora!
Embora saibamos não ser fácil corporificar no mundo o projeto de Jesus Cristo, não poderemos esquecer que o nosso tempo é, de fato, o agora, e o nosso melhor dia é o de hoje.
Desejo abraçar a todos os irmãos que sustentam com seriedade o nosso Movimento, em todos os lugares, e despedir-me com fraternal carinho, sua irmã

Nancy Leite de Araújo
Psicografia de José Raul Teixeira, em 5 de novembro de 2010, durante a Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, em Brasília, Distrito Federal.






quinta-feira, 23 de junho de 2011

Código Internacional de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos. Medicina reconhece obsessão espiritual



Medicina reconhece obsessão espiritual


Dr. Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra:


Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...


Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.


Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:


A obsessão espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e
desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.


Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:
biológico, psicológico e espiritual.


Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.


O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do
meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que
acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são
patológicos, provocados por doença.


Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.


Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual..


Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe
normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.


O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.


Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (HOJE OBRIGATÓRIA) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões
espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja
conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.
Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a
grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de
"psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos
(clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).
Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Texto no enviado pela amiga : Sonia da Soc. Espi. Novo Horizonte Capão Novo.

Carta às mães que perderam seus filhos


Mãezinha querida... Seu coração está em pedaços...



Não há dor maior do que a perda de um filho...


Aprendemos a amá-los de uma forma tão grandiosa, tão completa, que não conseguimos mais enxergar o mundo sem a sua presença ao nosso lado.


Descobrimos um tipo de amor que nos faz crescer e nos faz amar a vida como nunca antes havíamos amado.


E subitamente são levados... Aos poucos meses, nos primeiros anos... Ou um pouco mais tarde. Levados de nosso regaço através da morte tão cruel.


Mãezinha querida... Seu coração pede consolo, pede uma razão para continuar vivendo...


E esta razão estará sempre em seu amor por eles.


Primeiramente pelo amor aos que ficaram e respiram também o ar de seu amar: filhinhos, esposo, pais, amigos queridos.


Mas também pelo amoraos que partiram porque, mãezinha querida, eles continuam a existir e a amá-la como antes o faziam.


A morte não mata o Espírito e também não mata o amor.


“Um pai, uma mãe, nunca deveriam enterrar seus filhos” – diz o pensamento popular, fazendo menção à ordem natural da vida para os que deveriam partir antes.


Porém, a verdade é que você não enterrou seu filhinho, mãe: o que ali foi deixado sob a terra era apenas sua vestimenta corporal para esta breve encarnação.


Seu filho, sua filha continuam existindo. E todo amor que construíram no aconchego de seu lar não foi perdido: será a semente de um novo amanhã, quando voltarão a se encontrar.


Os planos maiores do Universo – ainda desconhecidos por nós – definiram que precisavam ir mais cedo, por razões especiais.


Voltaram para a verdadeira vida, o mundo espiritual, onde estão recebendo todo auxílio necessário para que sejam bem recepcionados em sua nova realidade.


Deus está com seus filhos nos braços, mãezinha.Segura-os através de seus tantos trabalhadores do bem, que estão encarregados de receber as almas após a desencarnação.


Você não perdeu seus filhos, embora a realidade pareça mostrar isso diariamente, pelo buraco que suas ausências na Terra deixaram.


Não... Você não perdeu seus filhos. A desencarnação é apenas o final de uma etapa e começo de outra.


Não perdemos as pessoas, assim como não se perde o amor semeado no coração.


Quando a saudade apertar e o ar parecer faltar, lembre, mãezinha, dos momentos felizes com eles, lembre de abraçá-los com carinho em suas orações aos céus.


Eles receberão seu abraço e ficarão felizes por saber que em sua alma não há revolta, não há ódio ou rancor, há apenas a natural e saudável saudade.


Através da oração você poderá manter um contato constante com eles, pois a prece une os “dois mundos”.


Diga que os ama muito, que sente falta, é certo, e que é este amor que lhe sustenta os dias na Terra, esperando o sonhado momento do reencontro.


Mãezinha querida... Você não está sozinha neste momento difícil: Deus está com você. Conte com Ele.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Flor de Estufa


É natural o desejo de viver em paz e ser feliz.



Todos almejam levar a vida sem maiores percalços e desafios.


Entretanto, a realidade é bem diversa.


Qualquer que seja o contexto econômico ou social em que a criatura se apresente, ela enfrenta alguns problemas.


Esse fenômeno precisa ser entendido em sua justa configuração.


O instinto de conservação, inerente aos seres vivos, indica-lhes que devem buscar preservar-se ao máximo.


Trata-se de um recurso providencial, para que bem aproveitem a experiência terrena.


Caso não se cuidem como podem e devem, correm o risco de perecer antes do tempo.


Com isso, deixam de aprender a lição do momento em sua integralidade.


Ocorre que o aprendizado e o aprimoramento são a finalidade do existir.


O Espírito não renasce para se recrear, mas para se melhorar.


Assim, a condição de flor de estufa não lhe assenta.


Se fosse para permanecer em doce repouso, não necessitaria de um corpo físico.


As injunções materiais tornam necessárias certas atividades que viabilizam o progresso.


Porque precisa se manter, o homem disciplina-se a trabalhar.


Como os postos de trabalho são disputados, ele se habitua a estudar e a se aperfeiçoar constantemente.


Para se manter no emprego, precisa respeitar inúmeras regras.


Com isso, gradualmente incorpora em seu ser diversas virtudes.


Disciplina, polidez, humildade e todos os valores e talentos humanos não são presentes, mas conquistas.


Em sentido geral, as exigências ordinariamente se apresentam.


Algumas crises sempre precisam ser vividas e superadas.


Nesse contexto de desenvolvimento amplo e constante, dificuldades não são tragédias.


Elas representam uma lição preciosa.


Todo Espírito possui um destino glorioso.


Nele dormem os princípios das virtudes angélicas.


Constitui uma tola ingenuidade achar que se transitará pela vida ao abrigo de preocupações.


Os problemas que surgem não são injustiças e nem perseguições.


Seu sereno enfrentamento, em contexto de dignidade, é o próprio objetivo da existência.


O homem não pode ser uma flor de estufa, delicada e de pouco perfume.


Seu destino é se assemelhar a uma árvore frondosa, de madeira perfumada, cheia de frutos e flores.


Integralmente útil, qualquer que seja o contexto.


Na pobreza, pleno de dignidade e com muito amor ao trabalho.


Na abastança, modesto e disposto a partilhar e a se fazer instrumento do progresso.


Assim, não se ressinta dos desafios que se apresentam em sua vida.


Entenda-os como testes cuja solução exige apenas disciplina e serenidade.

M. Espirita

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Felicidade é feita de coisas pequenas



Roberto Shinyashiki --Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo.
Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegarão a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.


Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu à pena, porque não conseguiu ter o carro, nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa, possa se orgulhar da mãe.
O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitiram que erraram.


ISTO É -O Sr. citaria exemplos?
Shinyashiki -- Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia.
Morávamos em um bairro pobre em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito '100% Jardim Irene'.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes..
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como o Japão, a Suécia e a Noruega, há mais suicídio do que homicídio.
Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher, que embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego, que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTO É -- Qual o resultado disso?
Shinyashiki -- Paranóia e depressão cada vez mais precoce.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece.


A única coisa que prepara uma criança para o futuro, é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTO É - Por quê?
Shinyashiki -- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse.
Ela me respondeu estar muito interessada, mas como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas.
Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.


ISTO É - Há um script estabelecido?
Shinyashiki -- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa 'O Aprendiz'?

- Qual é seu defeito?
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
- Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.

Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir.
Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma empresa me disse:
'Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir'.

ISTO É - Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki - Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.

Cuidado com os burros motivados.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função, para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso, para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTO É - Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki - Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser, nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
ISTO É -Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki - Isso vem do vazio que sentimos.
A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada!
Tive um professor de filosofia que dizia:
'Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham'. Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.


Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.


A gente tem de parar de procurar super-heróis, porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTO É - O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki - Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado.
A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza.
Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula, em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTO É - Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki - Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que, ou eu a amo do jeito que ela é, ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro, que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
'Quem decidiu publicar esse livro?'
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.
ISTO É - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki - O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.


São três fraquezas: a primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTO É - Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus? Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade...

A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se eles não tivessem significados individuais.

A segunda loucura é:
Você tem de estar feliz todos os dias.

A terceira é:
Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.


Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe.
Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz, enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema..
Quando era recém-formado em São Paulo , trabalhei em um hospital de pacientes terminais.
Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
'Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei à vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz'.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.




Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades de ser feliz...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Reflexão: LIÇÃO INESQUECÍVEL


Na atualidade, é bastante comum os casais se queixarem um do outro. A esposa critica o marido por suas manias, por lhe cercear a liberdade e por outras tantas coisas.

O marido reclama dos gastos da esposa, do tempo que demora para se arrumar toda vez que decidem sair, e daí por diante.
É natural que numa roda de amigas, quando o assunto é marido se comentem os defeitos deles e como elas poderiam ser mais felizes sem eles.
Assim foi numa tarde, na academia, onde uma senhora, que aparentava um pouco mais de quarenta anos, se encontrava. Alguém comentou que invejava a sua felicidade.
Ela era uma mulher que transpirava alegria. Dedicava-se a obras de caridade, estudava música. Mas, em tudo que fazia, havia uma tonalidade de alegria contagiante.
Qual era o segredo, afinal? – Perguntou uma das amigas.
Devo tudo ao meu marido. - Respondeu rápido.
Como assim? Tornou a perguntar a outra. Ele acompanha você a todo lugar, incentiva você, o que ele faz?
E uma pontinha de inveja adornava as perguntas agora.
Como podia aquela mulher ser tão feliz com seu marido?
Mas a outra tornou a responder: Bem, meu marido morreu.
Na roda de amigas, houve um grande silêncio e, pela mente de todas elas, passou a ideia: Claro que ela é feliz. Ele devia ser um carrasco. Ele morreu e ela se libertou.
No entanto, continuando a explicar, a viúva disse:
Enquanto vivemos juntos e foi pouco mais de vinte anos, esse homem me ensinou a amar.
Quando nos casamos, eu era uma jovem tola, cheia de sonhos, vivendo a irrealidade. Ele era um homem prático, mas extremamente sensível.
Amante da poesia, ensinou-me a amar os versos, a descobrir a beleza nas rimas.
Nas horas de folga, tornava-se jardineiro. Ensinou-me a amar a terra, as flores, a semear e esperar o crescimento e a floração.
Gostava de boa música. Com ele aprendi a ir ao teatro para assistir a concertos de música clássica e shows de música popular. Ele me instruiu nos primeiros caminhos dessa bela arte.
Esse homem me ensinou a amar a vida e nela descobrir valores. Deu-me a conhecer o verdadeiro valor de uma amizade, a não desprezar nenhuma manifestação de carinho, por menor que pudesse ser.
Ensinou-me a amar a natureza, bendizendo o sol e a chuva, em suas alternâncias. A não reclamar do frio, nem do calor excessivo. Ele me ensinou a ver em tudo a Providência de Deus a nos abençoar.
Por isso, quando ele se foi, quando pensei entregar-me à tristeza, recordei-me dos anos vividos e das lições repassadas.
Em memória dele, não posso deixar de ser feliz e transmitir felicidade a todos.


* * *
A vida é o hálito do Pai Criador em Sua soberana manifestação de amor.
Examinemos nossa vida e das experiências de todos os dias retiremos o melhor proveito.
Nossa vida se constitui de bênçãos e sofrimentos.
Exatamente como no jardim existem duas formas de encontrar as rosas: pelo aroma ou pelos espinhos, nossa vida depende da forma que encaramos o que nos rodeia, o que nos chega, o que nos acontece.


Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais extraídos do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.



Reflexão: Um dos mais belos trajes da alma


O médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega, e de forma ríspida, pergunta: Vocês sabem onde está o médico do hospital?


Com tranquilidade, o médico responde: Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?


Impaciente, a mulherindaga: Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?


Mantendo-se calmo, contesta ele: Senhora, o médico sou eu. Em que posso ajudá-la?


Como?! O senhor?!?! Com esta roupa?


Ah, senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...


Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que...vestido assim, o senhor nem parece um médico...


Veja bem as coisas como são...- diz o médico -... As vestes parecem não dizer muitas coisas mesmo... Quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos, e depois daria um simpaticíssimo "Boa tarde!"


Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...


* * *


Um dos mais belos trajes da alma é, certamente, a educação.


Educação que, no exemplo em questão, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas.


São tantos ainda no mundo que não têm tato algum no tratamento para com os outros!


Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso.


Parece que vivem sempre à beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.


O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo à parte, menos importante que o seu.


Esses tais modos vêm da infância, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da família em anos e anos de convivência.


Mas também precisam vir da compreensão do ser humano, entendendo todos como seus irmãos.


Não há escolhidos na face da Terra. Não há aqueles que são mais ou menos importantes. Fomos nós, em nossa pequenez de Espíritos imperfeitos, que criamos essas hierarquias absurdas, onde se chega ao cúmulo de julgar alguém pelas roupas que veste.


Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratidão, e vê muitas portas da vida se abrindo naturalmente, através da força estupenda da bondade.


O bem é muito mais forte que o mal.


O bem responde com muito mais rapidez e segurança às tantas e tantas questões que a existência nos apresenta, na forma de desafios.


Ser gentil, ser cordial é receber a vida e as pessoas de braços abertos, sem medo de agir no bem.


Ser bem educado é contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade.


Ser fraterno, em todas as ocasiões, é vestir-se com este que é um dos mais belos trajes da alma: a educação.


M.Espírita

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O homem branco parece não perceber o ar que respira.



Em 1854, o Governo dos Estados Unidos tentava convencer o chefe e indígena Seattle a vender suas terras.



Como resposta, o chefe enviou uma carta ao Presidente Franklin Pierce, que se tornou um documento institucional importante e que merece uma reflexão atenta, pois é uma lição que deve ser cultivada por esta e pelas futuras gerações.


Decorridos quase dois séculos da carta do cacique indígena Seattle, da tribo Duwamish, ao Presidente do Estados Unidos, seus ensinamentos permanecem atuais e proféticos, para todos aqueles que sabem enxergar no fundo do conteúdo de sua mensagem.


A carta do cacique Seattle é uma lição inesgotável de amor à natureza e à vida, que permanece na consciência de milhões de pessoas em todas as partes do mundo.


É o hino de todos aqueles que amam a natureza e tudo o que nela vive.


A cada leitura, renovamos os ensinamentos que ali estão.


Serve para ler e reler e passar adiante para que todos a conheçam.










Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo.
A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morto vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos.
As cristas rochosas, os sumos das Campinas, o calor que emana do corpo de um mustang, o homem - todos pertencem à mesma família. Portanto quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em onde possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto vamos considerar a sua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, não. Porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendemos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo.
O rumorejar da água é a voz do pai de meu pai. Os rios são irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas cargas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mais sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora.
Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecida a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra, e seu irmão - o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelhas ou miçangas reluzentes.
Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto. Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento ao homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende. Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto.
Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende. O barulho parece insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo?
Sou um homem vermelho e nada compreendo.
O índio prefere o suave sussurro do vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo o pinheiro.
O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não perceber o ar que respira.
Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido.
Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe seu último suspiro. E se te vendermos a nossa terra, deverás mantê-la preservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar a nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que é o homem sem os animais?
Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito.
Porque tudo quanto acontece aos animais logo acontece ao homem.
Tudo está relacionado entre si.
Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de teus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence a terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a teia de vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer a ela, a si próprio fará.

 
Mensagem nos apresentada  por: Ruan Teixeira.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Transição da Terra. novo tempo


Bezerra de Menezes
psicofonia de Divaldo Pereira Franco em 18/4/2010, no encerramento do 3º Congresso Espírita Brasileiro, em Brasília, DF:

Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.


A grande noite que se abatia sobre a Terra lentamente cede lugar ao amanhecer de bênçãos, retroceder não mais é possível.

Mudanças morais são inadiáveis


Firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus, antes de mergulhares na indumentária carnal, de servi-lo com abnegação e devotamento; prometestes que lhes serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício.


Alargando-se os horizontes deste amanhecer, que viaja para a plenitude do dia, exultemos juntos, os espíritos desencarnados e vós outros que transitais pelo mundo de sombras; mas além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente as graves responsabilidades que nos exornam a existência do corpo ou fora dele.


Deveremos reviver os dias inolvidáveis da época do martirológio; seremos convidados não somente ao aplauso, ao entusiasmo, ao júbilo, mas também ao testemunho, o testemunho silencioso nas paisagens internas da alma, o testemunho por amor àqueles que não nos amam, o testemunho de abnegação no sentido de ajudar aqueles que ainda se comprazem em gerar dificuldades tentando inutilmente obstaculizar a marcha do progresso.


Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax e, na razão direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas e geológicas, as mudanças morais serão inadiáveis.


Que sejamos aqueles Espíritos espíritas que demonstremos a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto.


Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós; que seja o nosso escudo o Amor, as nossas ferramentas o Amor, e a nossa vida um Hino de Amor, são os votos que formulamos os Espíritos espíritas aqui presentes e que me sugeriram representá-los diante de vós.


Com muito carinho, o servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra, muita paz, filhas e filhos do coração

No Porvir : O Amor Universal será Estatuto Divino.



Mesmo depois que passar a grande tempestade, o coração augusto do Cristo sangrará de dor, porque não será sem uma profunda e divina melancolia que verá partir, para rudes degredos reeducativos, os afilhados ingratos e rebeldes que não lhe quiseram aceitar a doce proteção...


Os filhos da iniquidade, empedernidos no crime e cristalizados no orgulho, deixarão as fronteiras fisiomagnéticas da Terra, em demanda das novas experiências a que fizeram jus; mas aqui, no orbe aliviado e repleto de escombros, uma nova idade de trabalho e de esperança nascerá, ao Sol da Regeneração e da Graça.


Nesse mundo renovado, a paz inalterável instituirá um progresso sem temores e uma civilização sem maldades. Os habitantes do planeta estarão muito longe da angelitude, mas serão operosos e sinceros, um tanto sofredores e endividados para com a Eterna Justiça, mas fraternos e dóceis à inspiração superior.


A subsistência exigirá esforços titânicos, na agricultura dignificada e no trato exaustivo das águas despoluídas, mas não haverá penúria nem fome.


Por algum tempo, muitos corações sangrarão no sacrifício de missões ásperas, na solidão e no silêncio dos sentimentos em penitência; mas não existirá desespero nem prostituição, viciações letais ou mendicância, infância carente ou velhice abandonada.


A morte fisiológica continuará enlutando, na amargura de separações indesejadas, mas o merecimento e a intercessão poderão proporcionar periódicos reencontros das almas amantes e saudosas, em fraternizações de fenomenologia sublimal.


A ciência alcançará culminâncias jamais sonhadas... Naves esplêndidas farão viagens regulares a esferas superiores e as excursões de férias serão comuns, a mundos de sempiterna beleza.


Necessidades e fraquezas não poderão ser extirpadas por milagre, mas os frutos venenosos da maldade jamais chegarão aos extremos do homicídio.


O Estatuto dos Povos manterá o Parlamento das Nações, onde Excelsos Espíritos materializados designarão, em nome e por escolha do Cristo, os Governadores da Terra.


Sem monarquias, oligarquias, plutocracias ou democracias, haverá apenas uma Espiritocracia Evangélica, fundada no celeste platonismo do mérito maior, do maior saber e da maior virtude, para o serviço mais amplo e mais fecundo.


Reinarão na Terra a Ordem e a Paz.


O Amor Universal será Estatuto Divino.


A Terra pertencerá aos mansos de coração...






Espírito Áureo
Universo e vida FEB








SEXO e AMOR


Ignorar o sexo em nossa edificação espiritual seria ignorar-nos.

Urge, no entanto, situá-lo a serviço do amor, sem que o amor se lhe subordine.
Imaginemo-los ambos, na esfera da personalidade, como rio e o dique na largueza da terra.
O rio fecunda.
O dique controla.
O rio espalha forças.
O dique policia-lhes a expansão.
No rio, encontramos a natureza.
No dique, surpreendemos a disciplina.

Se a corrente ameaça à estabilidade de construções dignas, comparece o dique para canalizá-la proveitosamente, noutro nível.
Contudo se a corrente supera o dique, aparece a destruição, toda vez que a massa líquida se dilate em volume.
Igualmente, o sexo é a energia criativa, mas o amor necessita estar junto dele a funcionar por leme seguro.
Se a simpatia sexual prenuncia a dissolução de obras morais respeitáveis, é imprescindível que o amor lhe norteie os recursos para manifestações mais altas, porquanto sempre que a atração genésica é mais poderosa que o amor, surgem as crises de longo curso, retardando o progresso e o aperfeiçoamento da alma, quando não lhe embargam os passos na loucura ou na frustração, na enfermidade ou no crime.


Tanto quanto o dique precisa erguer-se em defensiva constante, no governo das águas, deve guardar-se o amor em permanente vigilância, na frenação do impulso emotivo.


Fiscaliza, assim teus próprios desejos.
Todo pensamento acalentado tende a expressar-se em ação.


Quase sempre, os que chegam além-túmulo, sexualmente depravados, depois de longas perturbações, renascem no mundo, tolerando moléstias insidiosas, quando não se corporifiquem em desesperadora condição inversiva, amargando pesadas provas como conseqüência dos excessos delituosos a que se renderam.
À maneira de doentes difíceis, no leito da contenção, padecem inibições obscuras ou envergam sinais morfológicos em desacordo com as tendências masculinas ou femininas em que ainda estagiam, no elevado tentame de obstar a própria queda em novos desmandos sentimentais.


Ama, pois, e ama sempre, porque o amor é a essência da própria vida, mas não cogites de ser amado. Ama por filhos do coração aqueles de quem, por enquanto, não podes partilhar a convivência mais íntima, aprendendo o puro amor fraterno que Jesus nos legou.


Mas se a inquietação sexual te vergasta as horas, não te decidas a aceitar o conselho da irresponsabilidade que te inclina a partir levianamente "ao encontro de um homem" ou ao "encontro de uma mulher" muitas vezes em perigoso agravo de teus problemas.


Antes de tudo, procura DEUS, na oração, segundo a fé que cultivas, e DEUS que criou o sexo em nós para engrandecimento da criação, na carne e no espírito, ensinar-nos-á como dirigi-lo.





Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier. Livro: Mãe



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Antídoto à Depressão. como se prevenir



Nazareno Tourinho
Por incrível que pareça, com todo o excepcional progresso da ciência nas derradeiras décadas criamos a sociedade dos deprimidos e dos comprimidos, porque no fundo nos sentimos oprimidos.


Vivemos uma crise cultural sem precedentes na história deste mundo. Nunca, como hoje, os seres humanos mais sensíveis foram tão atormentados pela percepção de que algo em seu destino não está certo e precisa ser retificado. Algo terrivelmente incômodo, que muita gente não identifica de modo correto e por isso se debate em inexplicável angústia.


O sentimento de desconforto íntimo de numerosos homens e mulheres, velhos e jovens, leva-os nos tempos atuais ao desinteresse pela existência, ao medo do futuro, à renúncia de aspirações justas, ao desânimo em face dos desafios da sorte, enfim, a um abatimento mórbido que recebeu dos especialistas em saúde sonoro nome: depressão. O seu tratamento, de ordinário, é feito com recursos farmacêuticos. E os resultados, freqüentemente, revelam-se como meros paliativos.


Desde Hipócrates a Medicina estuda a depressão, chamada em época remota de melancolia. E na verdade sobre ela ainda pouco aprendeu, em que pese os seus respeitáveis conhecimentos em torno dessa doença psíquica.


Modernamente diz-se que há pelo menos três espécies básicas de depressão: a endógena, que se liga a herança genética, a causal, que resulta de fatores traumatizantes de natureza física capazes de produzir perturbações no funcionamento do sistema nervoso, e a relativa, que decorre de conteúdos e problemas psicológicos não resolvidos ( ressentimentos diante da realidade não aceita de mistura com auto piedade etc.).


A análise da depressão em termos etiológicos é complexa, e para os terapeutas dessa enfermidade constitui tarefa difícil saber se os paciente necessita de uma dose de beto-endorfina ou de um passeio em sedutora estância balnearia...


Um remédio preventivo, no entanto, em nosso pensar de leigo, pode e deve ser receitado a todas as pessoas, inclusive àquelas que ainda não apresentam tendências depressivas: trabalho caridoso.


Nunca vimos ninguém que se dedique, com real devotamento, a uma atividade de benemerência em favor do próximo, cair em depressão. Falta-lhe tempo para isso e sobra-lhe o contentamento de ser útil.


No caso dos espíritas, que também estão sujeitos a estados emocionais depressivos porque, tanto quanto as demais criaturas, sofrem a opressão dos falsos valores sociais, é recomendável o aproveitamento das oportunidades de serviço nobre oferecidas pelos Centros doutrinários: a atuação desobsessiva, os passes, o aconselhamento ético, consolador e orientativo, os cuidados administrativos, os procedimentos de limpeza que raros se dispõem a executar, as aulas para adultos e crianças, e tantas outras ações generosas de extrema valia para os pobres e os sofredores.


Por menos agradável que se nos afigure o ambiente do Centro Espírita, em virtude da invigilância dos seus diretores às vezes em conflito uns com os outros, ou em razão de deploráveis desvios ideológicos, convém não o abandonarmos a menos que fora dele tenhamos condição de fazer pelos necessitados o bem possível de realizarmos junto aos irmãos de crença.


Espíritas apenas teóricos, amantes da doce placidez de aposentos domésticos com ar refrigerado, acabam se expondo a riscos indesejáveis.


Todos temos inimigos nas faixas vibratórias do Além, propensos a influir negativamente em nosso ânimo constumeiro, e o que eles mais almejam, para nos solapar a alegria de viver, plantando a semente da depressão em nosso campo mental, é nos afastar do trabalho caridoso e do ambiente doutrinário.


Cientes disso sejamos cautelosos contra a doença da moda, que ataca pobres e ricos, sábios e ignorantes. Não nos iludamos, nesse delicado e movediço terreno, com os recursos clássicos da medicina organicista, porque eles eliminam sintomas sem erradicar o mal pela raiz. Ainda que exames de laboratório atestem a ausência em nosso corpo de substâncias químicas humorizantes necessárias , e possamos remediar isso com drogas farmacêuticas por longos períodos de tempo, só o pensamento altruísta, e as emoções resultantes da sua prática, garantem-nos satisfatória saúde psíquica.


A depressão é acima de tudo uma doença da alma, não da matéria. Os seus efeitos reprimidos por comprimidos tendem sempre a reaparecer, e se não colocamos a consciência em harmonia com as leis eternas da vida, que ensinam a solidariedade em todos os domínios da natureza, jamais deles estaremos a salvo.
 


Como, depois de instalada em nosso ser, a depressão pode se agravar rapidamente, e até nos conduzir a situações patológicas de conseqüências imprevisíveis, empurrando-nos mesmo para psicoses sutis ou manifestas, é de bom alvitre nos perguntamos se no Centro Espírita mais perto de onde moramos não existe alguma ocupação esperando pelo esforço colaborativo de alguém...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

reflexão: Elegendo prioridades


Quantas vezes você já se disse cansado, estressado, desanimado? Quantas vezes a vida lhe pareceu pesar sobre os ombros, como se carregasse o mundo e se sentiu quase a soçobrar?


Já se indagou, alguma vez, por que esse seu estado de ânimo?


Você poderá responder que é o cansaço da luta diária, que já não é tão jovem, que os anos contam na economia do corpo, que as forças já não são as mesmas, que as lutas recrudesceram.


Tudo isso pode ser verdade, parcialmente. No entanto, por vezes, elegemos alguns itens como prioritários em nossa vida, sem que realmente o sejam.


Isso nos remete a um fato que ouvimos e que buscaremos narrar, ao sabor da nossa própria emoção.


Certo professor costumava reunir, com alguma frequência, seus alunos, extraclasse, a fim de estreitarem laços de amizade. Sua casa era, de modo geral, o local onde se encontravam.


Numa dessas oportunidades, os rapazes começaram a falar dos seus desencantos, do seu cansaço, do estresse de que se sentiam acometidos.


Todos falavam e a tonalidade era a mesma. Então, o diligente professor foi até a cozinha e preparou chocolate quente.


O dia estava frio e a bebida era propícia. Trouxe uma grande jarra com o chocolate quente e a colocou sobre a mesa da sala.


Ao seu redor, colocou canecas de tamanhos, cores e tipos diferentes. Umas eram grandes, coloridas, bonitas. Algumas de porcelana, outras de cristal, outras de barro.


Logo, os rapazes, ávidos por beber algo quente, começaram a se servir, escolhendo as mais caras e vistosas canecas.


E a conversa continuou.


Passado algum tempo, esgotadas as reclamações, tomou a palavra o professor:


Jovens, vejo que todos apreciaram o chocolate quente. Vocês se deram conta de que cada um, de forma rápida, procurou apanhar a caneca mais bonita, mais preciosa?


Embora vocês achem normal desejarem somente as melhores coisas para si, é aí que está a fonte de seus problemas.


A caneca não acrescenta nada à qualidade da bebida. Na maioria das vezes, é apenas mais cara. Às vezes, até esconde o que estamos bebendo.


No entanto, o que todos queriam era o chocolate, não é verdade?


A caneca é apenas o recipiente, que não tem o condão de alterar a substância que contém.


Vejam bem: o chocolate quente é a vida que Deus nos dá. Emprego, dinheiro e a posição na sociedade são as canecas.


São ferramentas que fazem parte da vida. As canecas que vocês têm nas mãos não definem, nem mudam a qualidade de vida que vocês vivem.


Às vezes nos concentramos nas canecas, deixamos de saborear o chocolate quente que Deus nos tem ofertado.


Lembrem-se de que Deus provê o chocolate. Ele não escolhe a caneca.


* * *


Lembremos que as pessoas felizes não são as que têm o melhor de tudo, mas as que fazem o melhor de tudo que têm.


Pensemos nisso e façamos a eleição das nossas prioridades.

M. Espirita