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domingo, 31 de julho de 2011

Reflexão: O Soldado de Duas Guerras.



                                                                                                                                                                            ACLIBES BURGARELLI
Pensamento: Há causas legitimadas pelo homem que geram conseqüências ilegítimas para Deus e somente são percebidas mediante evolução moral.




Havia um soldado patriota, corajoso, valente e muito bem treinado para atos de guerra e pronto para lutar por seu país. Declarada a guerra, fora destacado, então na condição de oficial da infantaria, para comandar uma patrulha em sítio inimigo. A patrulha fora surpreendida pelo inimigo, de modo que houve embate terrível, com mortes de ambos os lados. O comandante destemido, valente, corajoso e patriota, revelou-se firme no aniquilamento dos soldados inimigos, visto que a matança estava legitimada pela declaração de estado de guerra.
A guerra, o uso de armas letais, a violência, a matança e o aniquilamento do adversário tudo estava justificado no motivo da declaração formal de guerra. Bastaria um armistício para que o estado de beligerância, autorizado, cessasse. Sem armistício a matança, de ambos os lados, era legítima e até desejada por orações da população de cada país.
Por todos os atos de guerra, violência, aniquilamento, matança, aprisionamento, tortura, humilhação os matadores seriam homenageados, condecorados, aplaudidos e erigidos à categoria de heróis.
As cenas descritas no episódio exemplificativo representam, nesta narração, uma vida, passada em um momento em que governantes de dois ou mais países legitimaram os atos mais terríveis de morte, em nome da paz e do amor, por certo contrários aos ensinamentos do Mestre Jesus, embora com utilização de seu Santo Nome.
Descrevam-se, agora, outras cenas, entre os mesmos povos os quais, terminada a primeira guerra, tempos depois, outra fora declarada, com os mesmos resultados de legitimação de atos terríveis à natureza humana.
Novos soldados foram convocados, mas também se convocaram os veteranos e oficiais da reserva das forças de cada país. Os veteranos foram convocados porque experientes em matar, conheciam todos os procedimentos que poderiam ser ensinados aos novos.
Ocorre que, dentre os veteranos, encontrava-se aquele Oficial destemido, corajoso, matador e adequado para comandar as tropas novas. Mas ele, mais velho e mais reflexivo, evoluira moralmente e decidiu, de livre vontade, não participar da segunda guerra na condição de soldado. Manifestou o desejo de participar na qualidade de socorrista, de pessoa que busca amainar o sofrimento do próximo, de permanecer ao lado de quem sofre as conseqüências da guerra sem se importar o lado ou a cor da farda de cada vítima.
Declarara que desejava participar da guerra, mas em favor de ambos os lados, porque os soldados, inimigos entre si, na verdade eram considerados irmãos e como tal deveriam ser reconhecidos e amparados nas aflições, nas agruras, no sofrimento e na dor.
A opção causou grande transtorno na rigidez de normas militares e, porque era algo pessoal, uma condição fora imposta: poderia o desejoso retornar ao campo de batalha, não mais ornamentado como soldado bem treinado, corpo perfeito e pronto para a guerra. Retornaria sim, mas em outras condições, ou seja, com uma das mãos decepadas e uma perna amputada e roupa de tecido de má qualidade.
O soldado aceitou a condição e assumiu toda a responsabilidade de seus atos e assim o fez porque estava certo de que evoluíra moralmente e, ainda que mutilado e mal trajado, estava pronto para resgatar, para expiar o mal que fizera em nome da legitimidade da guerra; cumpriria outra missão, desta feita em nome do amor, da paz, da solidariedade humana. Sua participação na guerra teria como fundamento os ensinamentos de Jesus e estava pronto para servir a ambos os lados, isto é a todos os irmãos soldados.
Com bastante dificuldade, por lhe faltar uma das pernas, claudicava apoiado em muletas e, com dificuldade maior, portava o que fosse possível para socorrer os aflitos, os feridos, os desamparados e quem, mesmo sem participar da batalha, por esta eram atingidos.
Fez vibrar, com rigor, suas armas: o amor, a piedade, a solidariedade, as lágrimas e orações nos últimos suspiros dos que desencarnavam. Fora um iluminado, um batalhador incansável na aplicação do amor e da estima ao próximo.
Serviu de referência a todos, porque a todos servira, sem se importar de que cor era a bandeira do soldado ou em que solo estava a pisar. Quando surgia em um sítio, arrastando-se é certo, muitos ponderavam o porquê de alguém tão piedoso, tão bom, tão puro e determinado ao bem, tudo fazia sem uma das mãos e sem uma das pernas, enquanto outros, perfeitos, somente faziam o mal. Houve mesmo quem, desacoroçoado da vida, naquela guerra infeliz, ponderara a respeito de onde estava Deus, para permitir tamanha injustiça a uma pessoa tão pura.
Por certo todas essas pessoas desconheciam os acontecimentos da primeira guerra, onde a então magnânima pessoa figurou como terrível soldado, perfeito matador em nome da legalidade. O inconformismo com o sofrimento injusto, para eles, do socorrista provocava debates e explicações as mais diferentes. Certo dia, no auge das discussões, um enfermeiro ouvia tudo e nada dizia até que lhe endereçaram uma pergunta a respeito do porquê daquela injusta situação de uma pessoa tão boa. Pessoa que a qualquer momento poderia ser morta, já que não portava arma, enquanto outros, maldosos poderiam ser salvos.
O enfermeiro, em poucas palavras, quase que sussurrando, disse o seguinte: – A explicação é simples e leva o nome de reencarnação. E prosseguiu: – Por meio da reencarnação, espíritos corajosos se propõem ao resgate, ou à expiação ou mesmo ao cumprimento de uma missão, por causas anteriores as quais, quando aconteceram, poderiam até parecer legítimas, por causa da insuficiente evolução moral dos participantes.



Esses diferentes são todos iguais. Será que esses cristãos todos padecem do terrível mal que atormenta o povo brasileiro, a interpretação de texto defeituosa? Não pode ser.



Li que o psicopata norueguês que assassinou 76 pessoas em Oslo é um “fundamentalista cristão”. Ou seja, trata-se de um adepto radical do cristianismo. Que é, todos sabem, a religião do amor. No seu grande manifesto filosófico, o Sermão da Montanha, Jesus disse: “Amai ao próximo como a ti mesmo”.
Mais até. Ele disse: “Amai aos vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem”. Logo, um fundamentalista cristão deveria ser uma pessoa que ama incondicionalmente as outras pessoas, que entende o significado revolucionário de oferecer a face esquerda quando alguém lhe aplica uma bofetada na direita. Deveria ser um adepto da paz e do entendimento entre os homens.
Qual é o problema daquele norueguês, então? Qual é o problema de outros tantos cristãos convictos que lutaram contra os muçulmanos em Cruzadas, queimaram mulheres em fogueiras, supliciaram hereges, submeteram índios pela força das armas e, ainda hoje, matam, roubam e exploram o próximo? Será que esses cristãos todos padecem do terrível mal que atormenta o povo brasileiro, a interpretação de texto defeituosa? Não pode ser. É gente demais.

Provavelmente eles entenderam tudo o que a religião deles prega, mas não têm interesse em agir de acordo com suas próprias crenças. Porque o cristianismo diz que todos somos iguais, e essa é uma ideia insuportável. As pessoas querem, desesperadamente, ser diferentes. A vida inteira lutam por isso, para se diferenciar dos outros. Não querem que os outros sejam seus “semelhantes”, querem que sejam diferentes. O patriotismo, o nacionalismo e o racismo se alimentam desse conceito, o de que as pessoas são diferentes.
Não faz muito, um aluno de História de uma universidade gaúcha escreveu um trabalho em que se referiu a questões “multirraciais”. Algo mais ou menos na linha do psicopata norueguês. Estamos no século 21 e ainda há pessoas que acreditam em raça. Pesquisas com DNA, testes com Carbono 14, a Ciência com cê maiúsculo, enfim, já provou que somos todos misturados, nós, humanos, que todos viemos do mesmo lugar, a mãe África, e que não há, e nunca deve ter havido, uma chamada “raça pura”.
Em essência, que o conceito de raça é falso, que raça não existe. Está tudo escrito, explicado por historiadores, por cientistas, por filósofos: não existem diferenças espirituais, físicas e intelectuais entre os seres humanos. Somos todos iguais, seja qual for a cor da pele ou a textura do cabelo. Isso é detestável para quem se crê diferente.
O curioso é que as pessoas que mais querem ser diferentes não toleram diferenças. Homofóbicos arrancam orelhas de supostos gays a dentadas, antitabagistas tentam proibir o fumo até em parques, ecologistas chutam carros nas ruas, europeus brancos fecham as fronteiras a africanos negros.
Não toleram diferenças, mas passam a vida a ressaltar o quanto eles são diferentes e chegam a defender suas diferenças a bala. E eis aí a razão de grande parte do sofrimento da Humanidade: é o fato de haver quem acredite que ser diferente é o mesmo que ser melhor.
 
DAVID COIMBRA

Convocação de Bezerra de Menezes em julho de 2011







... Nós fomos chamados por Jesus para tornar o mundo melhor.


Não foi por acaso que na hora última a voz do Divino Pastor chegou até nós.


Não nos encontramos no mundo assinalados apenas pelos delitos e os erros pretéritos, somos os Servos do Senhor em processo de aperfeiçoamento para melhor servi-lo.


Nem a jactância dos presunçosos, nem a subestima dos que preferem a acomodação.


Servir, meus filhos, com a instrumentalidade de que disponhamos é o nosso dever.


Observamos que a seara cresce, mas os trabalhadores não se multiplicam geometricamente como seria de desejar, porque estamos aferrados aos hábitos doentios, que no momento da evolução antropológica, serviram-nos de base para a transformação do instinto em emoção edificante ..


A maneira mais segura de preservar os valores do Evangelho de Jesus em nós é através da vinculação mental com o Nosso Condutor.


Saiamos da acomodação justificada de maneira incorreta para a ação. Abandonemos as reações perturbadoras e aprendamos as ações edificantes.


Sempre dizemos que necessitamos de Jesus, sem cuja Misericórdia estaríamos como náufragos perdidos na grande travessia da evolução, mas tenhamos em mente que Jesus necessita de nós, porque enquanto falamos a Ele pela oração Ele nos responde pela inspiração.


Ele age pelos nossos sentimentos através das nossas mãos. Sejam as mãos que ajudam, abençoadas em grau mais expressivo do que os lábios que murmuram preces contemplativas.


A nossa postura no mundo neste momento é de misericórdia.


Que nos importem os comentários deprimentes a nosso respeito, se valorizamos o mundo, respeitando os seus cânones e paradigmas? Não nos preocupemos com que o mundo pensa e fala de nós através de outros corações.


No belo ensinamento de Jesus na casa de Lázaro, enquanto Maria o ouve e Marta se afadiga temos uma lição extraordinária – não é necessário ficar numa contemplação de natureza egoística, mas é necessário aprender para poder servir.


A atitude de Marta é ansiosa, era a preocupação com o exterior.. A atitude de Maria era iluminativa, a que parte dos tesouros sublimes da coragem e do amor, através da sabedoria, para poder melhor servir.


O serviço é o nosso campo de iluminação.


Nós outros, os companheiros da Vida Espiritual, acompanhamos as lágrimas que são vertidas pelos sentimentos de todos aqueles que nos suplicam ajuda e, interferimos com a nossa pequenez, junto ao Mestre Incomparável para que Ele leve ao Pai as nossas necessidades, mas bendigamos a dor sem qualquer laivo masoquista; agradeçamos a dor que nos desperta para a Verdade, e que nos dilui as ilusões; que faz naufragar as aventuras de consequências graves antes que aconteçam.


Estamos portanto convocados para a construção da Sociedade Nova, na qual o bem pairará soberano, como já ocorre, acima de todas e quaisquer vicissitudes.


Filhos da Alma, tende bom ânimo. Não recalcitreis contra o aguilhão nem vos permitais a deserção lamentável ou a parada perturbadora na escalada difícil da sublimação.


Jesus espera-nos, avancemos!


Suplicando a Ele, o Amigo Incomparável de todos nós, envolvemos os afetuosos corações em dúlcidas vibrações de paz.


Na condição de servidor humílimo e paternal de sempre,


Bezerra


Muita paz

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de julho de 2011.)



quinta-feira, 28 de julho de 2011

A qualidade e a importância das relações interpessoais. ( Desenvolvimento Pessoal)


Maurício Luiz Szacher e Joel Bueno da Costa Filho



Viver hoje é uma tarefa árdua e difícil, levando-se em consideração as constantes mutações do mundo moderno e as pressões intelectuais e emocionais que o ser humano vê-se obrigado a enfrentar.

O ser humano moderno se acha de tal modo envolvido nesse ritmo acelerado das descobertas científicas e das mudanças tecnológicas que se aliena cada vez mais de si mesmo e de seus semelhantes.
É necessário resgatar a dimensão humana e até mesmo nosso próprio significado.
A maior parte dos esforços empresariais é direcionada para o aumento e o aprimoramento da produção, deixando de perceber a importância do plano das relações interpessoais e dentro dela a importância deste processo para a obtenção da qualidade.
É mais fácil treinar tecnicamente do que conseguir mudanças comportamentais. Aprender a aprender é uma aquisição de hábito muito importante em qualquer processo educativo.
O desenvolvimento das relações interpessoais é a mola existencial que os indivíduos possuem para alcançar uma integração real e um rendimento efetivo no ensino-aprendizagem.
Dois pontos tornam-se fundamentais para o sucesso de qualquer processo de educação permanente. São eles:




1. O desenvolvimento contínuo da relação interpessoal, ou seja, saber relacionar-se bem com as pessoas, de uma maneira saudável;




2. A comunicação forte e positiva para haver interações satisfatórias entre instrutor e treinando.


Nos grupos em treinamento, o instrutor tem um papel muito importante além de ensinar. Ele é o responsável pela orientação do grupo para que o mesmo alcance a aprendizagem, exercendo também um papel social de orientar indivíduos, não apenas como instrumentos de produção, mas também para que se desenvolvam como pessoas.


Carl Rogers, Jean Paul Sartre, Erich Fromm e outros afirmam que o relacionamento humano é precioso demais em suas potencialidades para ser reduzido ao nível de funcionamento de uma máquina.
Se tivermos sempre presentes em cada um de nós a preocupação e o cuidado de aprimorar nossas habilidades no relacionamento interpessoal, os resultados obtidos gerarão condições favoráveis para o trabalho de grupo e um clima de confiança entre os participantes, permitindo que a qualidade das pessoas flua.


Myron R. Chartier nos apresenta cinco elementos críticos que contribuem para uma comunicação interpessoal eficaz. São eles:


• Auto-imagem;


• Saber ouvir;


• Clareza de expressão;


• Capacidade para lidar com sentimentos de contrariedade;


• Auto-abertura.

Vamos destacar aqui dois desses elementos:
Auto-imagem – É o centro do seu universo, seu quadro referencial, sua realidade pessoal. Funciona como um visor através do qual o ser humano percebe, ouve, avalia e compreende as coisas; é seu filtro individual do mundo que o cerca.

Auto-abertura – Todo indivíduo que possui capacidade de falar francamente sobre si mesmo estabelece uma comunicação eficaz.
Powell coloca muito bem essa questão: “A capacidade de alguém para se auto-revelar é um sintoma de personalidade sadia”.
Sem esses dois elementos, torna-se impossivel uma integração grupal, que é o que todo instrutor busca para que o treinamento possa ocorrer num clima harmônico, onde os treinandos desenvolvam relações interpessoais abertas e confiantes.


A comunicação adequada com outra pessoa, ou seja, reencontrá-la psicologicamente e estabelecer um diálogo, não é um dom inato, mas sim uma atitude adquirida por aprendizado.
O processo ensino-aprendizagem não pode ser encarado de maneira simplista, como se apenas dependesse dos objetivos do educador, pois diversas variáveis agem como componentes externos, tais como psico-motora, cognitiva e humanística.
O desenvolvimento interpessoal pode ser planejado para atender a objetivos tanto individuais como grupais.


Dar ajuda e ter uma participação eficiente promovem o crescimento de um grupo e, consequentemente, abrem caminho para que o objetivo, ou seja, a aprendizagem, seja alcançada.

A vivência e a carga de experiência que cada um carrega são muito importantes, pois uma experiência vivenciada e traduzida para o grupo não só é sentida pelo grupo, como deve ser aproveitada pelo instrutor como motivação e ser transformada em um pequeno debate.
À medida que um treinamento evolui, a estrutura do grupo inicial vai se modificando gradativamente, dependendo da maneira como o mesmo está sendo conduzido.

O importante é treinar sistematicamente. Somente através de repetições e análises é que adquirimos novos valores e hábitos. Novos valores, novas aquisições de hábitos, novas idéias, novos conceitos vão, sem dúvida alguma, gerar novos comportamentos que em muito contribuirão para uma aprendizagem plena, pois um grupo bem integrado alcança seu objetivo técnico e, mais importante, sua verdadeira dimensão pessoal.



segunda-feira, 25 de julho de 2011

O mercado de trabalho vive em constante mudança e muito se fala no perfil de sucesso do profissional moderno.


O mercado de trabalho vive em constante mudança e muito se fala no perfil de sucesso do profissional moderno. Por conta desta mutação do cenário corporativo e das diversas áreas de atuação, é difícil afirmar quais as condutas e ações mais adequadas para toda e qualquer situação de trabalho. Porém, existem competências técnicas e comportamentais que devem estar presentes em todas as atividades profissionais, de acordo com as tendências do mundo organizacional.

Em geral, todo profissional possui competências técnicas (executar suas atividades do dia a dia) e estratégicas (ter a consciência da situação global da empresa, para onde caminha, situação de mercado e desafios), e o comportamento humano (como postura e relacionamento interpessoal).
O profissional de sucesso precisa saber lidar com pessoas, deve agir com naturalidade às pressões do dia a dia, tem que ser flexível e precisa saber reagir rapidamente a mudanças, no entanto as cobranças dependerão de cada empresa e podem ser diferentes dependendo da área de atuação. Por exemplo, uma área técnica exige ações mais precisas e pontuais, enquanto uma área comercial exige uma maior humanização nas ações, como questões de negociação e retenção de clientes. “Administrar a parte técnica não é algo crítico para as organizações, pois quando há a contratação de um profissional, entende-se que ele domina determinadas atividades que competem a sua demanda. O mais desafiador é despertar na pessoa uma visão mais consciente da empresa em que atua e seu papel como parte estratégica da corporação”, aponta Nelson Moschetti, consultor de RH da Crowe Horwath RCs, empresas de auditoria e consultoria.
As competências podem ser divididas em dois grandes grupos: as técnicas e as comportamentais. Na parte técnica, espera-se do profissional que seja suficientemente habilidoso, para realizar de forma correta suas atividades. “Um erro comum é que, muitas vezes, as pessoas se prendem às ações do momento e não pensem que na evolução da carreira podem passar a desempenhar funções diferentes”, alerta Víctor Martínez, especialista em análise de perfil comportamental e CEO da Thomas Brasil, empresa de gestão de pessoas. Já a competência comportamental é a capacidade de integrar e identificar as próprias emoções, motivações e pensamentos, colocando-os de forma prática frente às situações do dia a dia.
Uma pessoa que possui o comportamento adequado às exigências da empresa, mas não tem conhecimento de suas atividades, tecnicamente falando, não atingirá o sucesso. O oposto também coincide, pois uma pessoa que sabe muito do que faz, mas não se porta conforme às expectativas da organização, naturalmente será visto com maus olhos. Para Víctor, em relação as competências comportamentais, quando um profissional é contratado, o bom senso indica 75% da conduta que deverá ter no ambiente de trabalho. “O restante, como valores e cultura da empresa, só será revelado durante suas atividades de rotina e com a convivência neste novo ambiente”, completa.
Gestores centralizadores não dão espaço para novas ideias e prendem seus subordinados em suas ações e decisões. Então, no papel de líder, é importante saber criar um ambiente na equipe que facilite a solução de problemas, estimule a inovação e dê autonomia aos liderados. “A alta direção da empresa precisa ter um discurso que estimule a prática de um bom ambiente de trabalho e com boas condições para os profissionais. Essa filosofia deve ser passada para a média gerência e para o primeiro nível de chefia, como supervisores”, opina Moschetti.
O diferencial competitivo do profissional está em saber gerir as próprias características. Ou seja, no autoconhecimento e na identificação das competências e do perfil comportamental. Após conhecer as próprias características, é preciso analisá-las junto às exigências do mercado atual, e desenvolver outras, caso necessário. “O profissional não pode estar voltado apenas para a expectativa do que a empresa pode fazer por ele. A chamada proatividade é fundamental para alcançar o sucesso e fazer cursos de especialização na área. MBAs, por exemplo, auxiliam no avanço da carreira”, finaliza Nelson Moschetti.




Fonte: Jornal Carreira e Sucesso
Caio Lauer



domingo, 24 de julho de 2011

Isso se chama amor...


Você surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no silêncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver.
Isso se chama ventura.
Há algo em você que transparece num olhar, como estrela no céu atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como canção tocada na harpa dos ventos.
Isso se chama ternura...
Sem olhar, você me percebe; sem falar, você me diz; sem me tocar, você me abraça...
Isso se chama sensibilidade.
Quando me perco em labirintos escuros, você me mostra o caminho de volta...
Quando exponho meus tantos defeitos, você faz de conta que não nota...
Se enlouqueço, você me devolve a razão...
Isso se chama compaixão.
Nos dias em que as horas passam lentas, sem graça e sem luz, nos seus braços eu encontro alento.
Quando os dias alegres de verão partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o chão com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus braços encontro harmonia.
Isso se chama aconchego.
Quando você está longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro.

Nas noites sem estrelas, quando a escuridão envolve tudo em seu manto negro, você me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas carícias de luz...
Isso se chama esperança.
Quando as marés dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas forças, em seus braços encontro reconforto.
Se as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presença me traz tranquilidade.
Você é um raio de sol, nos dias escuros...
É ave graciosa que enfeita a amplidão azul...


Você é alma e é coração.


É poema e é canção...


É ternura e dedicação...


Nada impõe, tudo compreende, tudo perdoa...


Sua companhia é doce melodia, é convite a viver...
... E tudo isso se chama amor!
Surge depois que as nuvens ilusórias da paixão se desvanecem.
Que a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem máscaras...
Enfim, o amor é esse sentimento que brota todos os dias, como a flor que explode de um botão, ao mais sutil beijo do sol...

Isso, sim, se chama amor...

Redação do Momento Espírita.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Retrato da Amizade... Remeto ao Meu Melhor Amigo.


Agradeço alma fraterna e boa, o amor que no teu gesto se condensa, deixando ao longe a festa, o ruído, e o repouso para dar-me a presença.



Sofres sem reclamar, enquanto exponho minhas idéias diminutas, e anoto como é grande o teu carinho, no sereno sorriso em que me escutas.


Não sei dizer-te a gratidão que guardo pelas doces palavras que me dizes, amenizando as lutas que carrego em meus impulsos infelizes.


Auxilia-me a ver, sem barulho ou reproche, dos trilhos para o bem o mais certo e o mais curto, sem cobrar pagamentos ou louvores pelo valor do tempo que te furto.


Aceitas-me no todo como sou, nunca me perguntaste de onde vim, nem me solicitaste qualquer conta da enorme imperfeição que trago em mim!


Agradeço-te, ainda, o socorro espontâneo que me estendes a vida, estrada afora, para que as minhas mãos se façam mensageiras de consolo a quem chora!


Louvado seja DEUS, alma querida e bela, pelo conforto de teu braço irmão, por tudo o que tem sido em meu caminho, por tudo que me dás ao coração!


Psicografado por Chico Xavier pelo espírito de Maria Dolores.

Jesus grande Amor de nossas Vidas.
Gilnei Teixeira

Amizade. Feliz Dia do Amigo.

Curandeiros vão acompanhar em MS tratamento de criança contra o câncer Menina de oito anos faz tratamento contra câncer em uma das pernas. Amor universal perante as inumeras (religiões) filosofias de vida.


Família exigiu e hospital autorizou a realização de rituais indígenas.

Os médicos de uma criança indígena de oito anos que está em tratamento contra um câncer em Campo Grande, autorizaram nesta semana o acompanhamento de curandeiros da etnia guarani no caso. A esperança de cura da doença vai unir as técnicas da medicina tradicional aos rituais espíritas dos indígenas.


A criança é moradora da aldeia Porto Lindo em Japorã, município localizado a 477 quilômetros de Campo Grande e está no setor de isolamento do centro de tratamento para crianças com câncer do Hospital Regional de Campo Grande.


A internação já dura 41 dias e a ida dos curandeiros ao hospital é uma forma de evitar que o


tratamento convencional seja interrompido por causa dos costumes e da tradição dos índios.



A doença foi diagnosticada há dois meses durante uma visita de rotina de agentes de saúde à aldeia, o joelho da menina estava muito inchado e ela foi levada para Dourados e depois encaminhada para Campo Grande. Mesmo sendo grave o tratamento só foi autorizado pela família depois de três dias.


Segundo o hospital, os familiares da paciente aguardam a chegada de curandeiros nesta quinta-feira (22), os índios acreditam que a menina possa ser curada a partir de rituais da etnia guarani.


Para o antropólogo Antônio Brand, que já trabalhou na aldeia Porto Lindo, o comportamento dos indígenas ocorre por causa da forma como eles enxergam uma doença.


“Para eles, uma parte significativa da doença remete para desequilíbrio, rompimentos que não são físicos propriamente. Então para tratar este tipo de problema a nossa medicina, na ótica deles, é totalmente ineficaz. Aí é fundamental o trabalho dos shamans, dos yanderus que através de rituais efetivamente fazem a cura”, explica Brand.


O médico responsável explica que o câncer diagnosticado primeiro no fêmur já compromete o funcionamento de um dos pulmões. O quadro clínico da criança é considerado grave pela equipe médica, mas existe a possibilidade de cura.


Para o especialista, interromper o tratamento neste momento que prevê sessões de quimioterapia e cirurgia para remover o tumor, é colocar em risco a vida da indígena. “A indígena depende de medicação pra dor, ela está tomando morfina, ela depende de nutrição por sonda e antibiótico.


Então é um quadro bastante grave no momento. Então ela saindo do hospital ela corre risco de morte”, afirma o oncologista, Marcelo Santos Souza.



Apesar do estado de saúde da menina ser grave, o hospital autorizou o acompanhamento dos curandeiros da aldeia. “Sempre foi reforçado para as famílias que seja padre, pastor, espírita ou indígena, não tem problema nenhum isso só vem ajudar a própria família, o próprio paciente. Tendo sua crença a gente está sempre apoiando”, diz Marcelo.

Interessante artigo nos enviado pela amiga Loiva Karnopp.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Equilíbrio ético: Religião e tecnologia ( Ética e o ser Humano)


A mais de 2500 anos atrás, o povo Hebreu, que se encontrava escravizado pelos Egípcios, era libertado por Moisés, que conduziu seu povo, atravessando o Mar Vermelho, até Canaã (a terra prometida a Abraão). Uns 500 anos depois surge Jesus Cristo, vindo para libertar e unificar os povos. Mais tarde o profeta Maomé ou Muhamed surge dizendo aos árabes ser o último profeta mandado por Deus após Jesus.
Nasceu a partir dai as raizes do judaismo, cristianismo e mais tarde o islamismo. Crenças essas, que possuem inegáveis valores éticos para o ser humano, tal como amar o seu próximo, mas que com o passar dos anos foram ganhando cada vez mais adeptos e poder, sendo até hoje fundamento de guerras dos respectivos estados.
Não é novidade para ninguém, que a Igreja Católica foi a que mais se difundiu e foi ganhando tanta força durante determinado período que chegou a controlar toda a Europa, enfraquecendo a figura do Rei praticamente durante toda a Idade Média. A mesma igreja que mais tarde detinha tanto poder que queimava cientistas e mulheres – que ousavam ter patrões diferentes – em praça pública alegando feitiçaria ou bruxaria. A mesma igreja, até pouco tempo apoiava a escravidão sob diversos argumentos como a ausência de alma dos negros.
Entretanto, o atual avanço da ciência possiblitou o acesso à informação e, por óbvio, certos dogmas religiosos, como separação após o casamento, liberdade sexual feminina, entre outros foram quebrados. E atualmente, principalmente entre os jovens é nítido o descaso religioso.
A Ciência, ao contrário, não é censurada como antigamente. O homem que demorou milênios para passar da roda para o carro, demorou décadas do carro para o espaço.
Os milagres modernos estão no campo das manipulações genéticas, das comunicações eletrônicas, os quais possuem inegáveis benefícios desde que usados de maneira benevolente, ética e equilibrada.
Do contrário a ciência proporcionará os mesmos riscos causados pelo extremo do poder religioso sobre a humanidade, mas dessa vez sequer teremos normas éticas.
A mesma tecnologia que nos conecta com o mundo, nos deixa solitário em frente uma tela de computador. A mesma ciência que cria armas de destruição em massa, que causa aberrações genéticas em animais e mata um ser humano dentro da barriga da mãe, não dando nem oportunidade do indivíduo ver o mundo.

Ora, quem será capaz de conter esse avanço tecnológico?

Da mesma forma que a ciência teve papel fundamental na informação para conter as barbáries religiosas, por mais incrível que pareça, num futuro bem próximo, os princípios religiosos, tidos como anacrônicos por nossos jovens, poderão ser a única forma capaz de afastar os homens da máquina e mostrar a importância dos relacionamentos pessoais e na convivência humana.


Portanto, o Equilíbrio ético visando o bem comum sempre deve estar a frente de qualquer conduta humana, independente de cor, idade, religião ou conhecimento científico…


Antony’s Articles

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada. A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.



Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.


ELIANE BRUM

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

terça-feira, 12 de julho de 2011

Medico Brasileiro desvenda a


O Dr Sérgio Felipe de Oliveira, será um dos palestrantes do II Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida, que acontecerá em Recife entre os dias 15 a 18 de setembro que também contará com a presença de Amit Goswami e mais 19 cientistas de várias partes do mundo. Um encontro raro em terras brasileiras.


Consulte o site www.saudequantum.com para conhecer os demais palestrantes, ver o tema das suas palestras e os seus currículos.


A inscrição é feita diretamente pelo site via depósito bancário ou pelo cartão de crédito, em até 18 vezes.

Abaixo temos uma entrevista com o Dr Sérgio Felipe de Oliveira, cujo trabalho desenvolvido na Universidade de Medicina da USP, há muito já ultrapassou as fronteiras nacionais e hoje é reconhecido internacionalmente pela originalidade e profundidade que é abordado. Nela, Sérgio Felipe mostra que a Pineal é a antena
parabólica que nos conecta ao cosmos, permitindo aos seres humanos as experiências transpessoais dentro de bases científicas no campo da Biologia.


Segue videos sobre a glândula pineal com o Dr. Sergio Felipe de Oliveira.
http://www.youtube.com/watch?v=4walu-hO9fQ&feature=related
Assim que termina um vídeo você clica para a parte 2 e assim sucessivamente até a parte 7.

PINEAL - A UNIÃO DO CORPO E DA ALMA
Freqüentemente, a glândula pineal surge como o centro de nosso relacionamento com outras dimensões, e tem sido assim nas mais variadas correntes religiosas e místicas, há milhares de anos. O especialista no assunto, dr. Sérgio Felipe de Oliveira, conversou conosco sobre o assunto, mostrando os avanços da ciência no sentido de desvendar esse mistério.


- Paula Calloni de Souza
O mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal, ou epífise, é tida como a sede da alma. Para os praticantes do ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o "terceiro olho", que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês Renê Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que "existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente".
Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e a alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec?


Para responder a estas e outras perguntas, a revista Espiritismo & Ciência conversou com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretorpresidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos ligados à mediunidade.

Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal Mind.
A AMESP é uma associação de utilidade pública que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a espiritualidade. O Pineal Mind é minha clínica, um instituto de saúde mental, onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebro-vasculares, ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool. Temos um setor de psiconcologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro, interessado em entender a relação entre corpo e espírito.


O que é psicobiofísica?
É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente - aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.


Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?
Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal.Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo.

O que é a glândula píneal, onde está localizada e qual a sua função no organismo?
A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers, os elementos externos que regem as noções de tempo. Por exemplo, o Sol é um Zeitberger que influencia a pineal, regendo 0 ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa. Agora, o tempo é uma região do espaço. A dimensão espaço-tempo é a quarta dimensão. Então, a glândula que te dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Faz se ntido perguntarmos: "Será que a partir da quarta dimensão já existe vida espiritual?" Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato.


Outros animais possuem a epífise? Ela está relacionada á consciência?
Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.


Esta glândula seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?
Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediun idade está ligada a uma questão de senso-percepção.
Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.

A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos? Isso é comprovado cientificamente?
Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988.
A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido "visões" e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas O que o senhor teria a dizer sob isso?


Veja, o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro PELO campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se.
A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe uma controvérsia no meio cientifico a esse respeito?
A mediunidade é um atributo biológico, acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual.


Um hindu, um católico, um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que disserem "esta é minha opinião pessoal", estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medicai Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso.
Como são feitas as experiências em laboratório?
Existem dois tipos: um, que é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.
As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva?
Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima, é feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo - descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial.
Como o senhor diferencia doença mental de mediunidade?
Na doença mental, o paciente não tem crítica da razão; no transe mediúnico, ele tem essa crítica. Quando o médium diz que incorporou tal entidade espiritual, mas que ele, médium, continua sendo determinada pessoa, ele usou a crítica, julgou racionalmente o que aconteceu. Agora, um indivíduo que diz ser Napoleão Bonaparte? Aí ele perdeu a crítica da razão. Essa é a diferença. O que não quer dizer que o indivíduo que esteja em psicose não possa estarem transe também. A mediunidade se instala no indivíduo são, ou pode dar uma dimensão muito maior a uma doença. A mediunidade sempre vai dar um efeito superlativo. Se a pessoa alimenta bons sentimentos, ela cresce. Se ela tem uma doença, aquela doença pode ficar fora de controle.

É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade?
Não, a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facili dade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.
As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica?
A mediunidade na criança é diferente da de um adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em contato com o mundo espiritual.
A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos?
A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.


Veja mais sobre Sérgio Felipe de Oliveira no site www.saudequantum.com e o tema e resumo da sua palestra no II Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida.


Saudações Quânticas!

domingo, 10 de julho de 2011

Reflexão: Colheita da gratidão


Tratava-se de um Congresso Estadual. As pessoas chegavam de todas as bandas e os largos corredores de acesso ao auditório principal se apresentavam movimentados.

Pequenos grupos se formavam, aqui e ali, onde abraços e risos se misturavam, percebendo-se que se tratava de reencontros de amigos.
Amigos de cidades diferentes, de outros Estados que novamente se encontravam. A expectativa, para a sessão de abertura, era de dez mil pessoas.
Os voluntários estavam em toda parte: na recepção, no setor de informações, nas livrarias, onde grande era igualmente a movimentação.
Uma senhora conversava, animada, com amigos, quando se aproximou um dos voluntários, pedindo-lhe ajuda para uma das livrarias.
O movimento se fizera de tal intensidade que os atendentes precisavam de um apoio extra.
Feliz por servir, a senhora logo se postou atrás do balcão. Entre sorrisos e cumprimentos, a um indicava o lançamento mais recente em livro, cd e dvd.
A outro, esclarecia a respeito do conteúdo do produto que tinha em mãos.
Vendia, acondicionava em sacolas e entregava a mercadoria. Bastante conhecida, detinha-se a brincar com um ou outro dos que se achegavam para tomar ciência das novidades editoriais.
Então, alguém lhe perguntou: Poderia me dizer se, há uns catorze anos, a senhora esteve na Maternidade Y, a visitar algum parente seu?
A pergunta surpreendeu a voluntária. Contudo, consultou os arquivos da memória e respondeu de forma afirmativa.
Há catorze anos, pelo período de trinta dias, estivera, muitas vezes, na citada Maternidade.

Sua sobrinha nascera prematura e estava no Centro de Terapia Intensiva Neonatal.
E concluiu: Desculpe-me, mas por que a pergunta?
Então, entre a emoção mal contida, os olhos marejados de lágrimas, disse a indagante:
Eu nunca soube seu nome. Mas jamais esqueci seu rosto. Fico muito feliz em encontrá-la, agora e poder lhe agradecer.
E, ante o surpreso silêncio, ela continuou: Eu sou aquela mulher que a senhora viu a chorar na recepção.
Sem me conhecer, notando meu desespero, se aproximou de mim e perguntou: “Por que chora tanto? O que aconteceu?”
E eu contei sobre a doença do meu filhinho de poucos meses, do pavor de perdê-lo, da dor de ter que deixá-lo hospitalizado, das tantas incertezas da minha alma de mãe ansiosa.
Então, a senhora me envolveu em um abraço terno e me disse: ”Confie em Deus. Entregue seu filho aos cuidados dEle.
Ore, acalme-se e guarde a certeza: seu filho ficará bem.”
E eu me acalmei, ao influxo das vibrações que recebi do seu abraço.
Orei, esperei. E meu filho aí está, prestes a completar seus quinze anos.
Por isso, por aquele dia ter acalmado o desespero de uma estranha, eu lhe agradeço.
A partir de hoje, tenho um nome para guardar em gratidão.
Um abraço prolongado encerrou a narrativa.
A senhora sequer lembrava do fato mas, em sua intimidade, agradeceu a Deus pela felicidade de colher flores no seu caminho.

Flores de gratidão de uma estranha, guardadas há pouco mais de catorze anos.

Verdadeiramente, pensou, o bem faz bem a quem o realiza.

M.Espirita.

Reflexão: O Cobrador


Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada.
Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram, caído, um homem.
Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo ao coração. O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.
Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.
Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:
- Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.
O mestre olhou fixo para o homem e disse:
- Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.
O homem ficou assustado e disse:
- Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!
- Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram?
O homem ficou confuso e o mestre concluiu:
- Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve. E com certeza você vai pagar muito mais caro. A vingança nos torna iguais ao inimigo; o perdão faz-nos superiores a ele.


"O fraco jamais perdoa, o perdão é característica do forte."

( Mahatma Gandhi )

Reflexão: O ARADO


“E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” — (LUCAS, CAPÍTULO 9, VERSÍCULO 62.)

Aqui, vemos Jesus utilizar na edificação do Reino Divino um dos mais belos símbolos.
Efetivamente, se desejasse, o Mestre criaria outras imagens.Poderia reportar-se às leis do mundo, aos deveres sociais, aos textos da profecia, mas prefere fixar o ensinamento em bases mais simples.
O arado é aparelho de todos os tempos. É pesado, demanda esforço de colaboração entre o homem e a máquina, provoca suor e cuidado e, sobretudo, fere a terra para que produza. Constrói o berço das sementeiras e, à sua passagem, o terreno cede para que a chuva, o sol e os adubos sejam convenientemente aproveitados.
É necessário, pois, que o discípulo sincero tome lições com o Divino Cultivador, abraçando-se ao arado da responsabilidade, na luta edificante, sem dele retirar as mãos, de modo a evitar prejuízos graves à “terra de si mesmo”.
Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso es-pírito, no sol de amor que nos vem vivifícando há muitos milênios, nos adubos preciosos que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença.
Examinemos tudo isto e reflitamos no símbolo de Jesus.
Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se deve esquecer que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos.

Do livro Pão Nosso.
Nos enviado pelo amigo Sandro Santos

sexta-feira, 8 de julho de 2011

AMOR SEM POSSESSÃO


Herculano Pires

O desapego é uma constante nas lições dos grandes mestres espirituais. E mesmo na vida terrena as pessoas sensatas e experientes compreendem os perigos do apego amoroso. Todas as escolas de psicologia denunciam esses perigos e, desde os gregos até nós, os filósofos ensinam que a felicidade depende da nossa capacidade de libertar-nos do apego às coisas e aos seres.
O ciúme é sintoma de apego e leva a desequilíbrios perigosos, podendo gerar doenças graves e acarretar crimes nefandos.
Lemos sempre nos jornais a expressão: “Matou por amor”. Mas a verdade é que o amor não mata, pois o amor é vida e não morte. O que mata é o ciúme, o apego amoroso, gerado por sentimentos inferiores de posse exclusivista da pessoa amada.
Esses sentimentos são resquícios animais da espécie que racionalmente devemos expulsar de nós, ao invés de racionalmente aumentá-los, como em geral fazemos.
Nossa imaginação pode levar os instintos animais a intensidades ameaçadoras, o que jamais ocorre nas espécies animais. Temos de aprender a amar sem apego.
Quando Cornélio escreve que “o amor na totalidade é a natureza de Deus”, lembra-nos a afirmação de João, em seu Evangelho: “Deus é amor”. E Cornélio tira deste princípio a explicação do antigo mistério da presença de Deus em nós, afirmando: “O amor é Deus em nós todos, cada qual tem um pedaço.”
A seguir, adverte que quanto menos possessão puser no amor, mais amor teremos em nosso coração. É impossível dar-se uma lição tão elevada com palavras mais simples e de maneira mais natural.
Toda a dinâmica da evolução espiritual se esclarece na simplicidade caipira desses versos.
Deus está presente em nós pela nossa capacidade de amar, mas enquanto não superarmos o nosso egoísmo, que tudo quer com exclusividade, o amor permanecerá sufocado pela vaidade, o desejo e a ambição.
Poderíamos perguntar: mas se o amor é o próprio Deus, por que ele não vence o nosso apego?
A resposta é clara: porque amor é liberdade.
O amor é Deus chamando-nos para a liberdade, convocando-nos ao desapego por nossa própria compreensão e decisão.
Deus não nos ama com apego, mas com liberdade, e por isso não quer impor-nos a compreensão do amor que devemos atingir por nós mesmos.

"Amazing Grace" ("Graça Maravilhosa").


"Amazing Grace" é um conhecido hino cristão composto pelo inglês John Newton e foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779). Sua história, o que faz com que entendamos sua letra:







Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos.






Certo dia, durante uma de suas viagens, o navio de Newton foi fortemente afetado por uma tempestade. Momentos depois de ele deixar o convés, o marinheiro que tomou o seu lugar foi jogado ao mar, por isso, ele próprio guiou a embarcação pela tempestade. Mais tarde, comentou que durante a tempestade, sentiu que estavam tão frágeis e desamparados e concluiu que somente a Graça de Deus poderia salvá-los, naquele momento. Incentivado por esse acontecimento e pelo que havia lido no livro, Imitação de Cristo, de Tomás de Kempis, ele resolveu abandonar o tráfico de escravos e tornou-se cristão, o que o levou a compor a canção Amazing Grace ("Graça Maravilhosa").






Newton foi também um dos maiores batalhadores para a libertação dos escravos e o fim do tráfico de escravos por navios negreiros na Inglaterra.



OBS: Por este homen tive o conhecimento sobre JESUS.
 
Veja “Amazing Grace” no vídeo abaixo:
 
     http://www.youtube.com/watch?v=4k613v5OZNk

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esta é a diferença entre o pobre e o rico, entre o ter e o ser.


Um pai, em uma situação muito confortável de vida, resolveu dar uma lição a seu filho ensinando o que é ser pobre. Ficaria hospedado por alguns dias na casa de uma família de camponeses. O menino passou três dias e três noites vivendo no campo.



No carro, voltando para a cidade, o pai lhe perguntou: “Como foi sua experiência?” “Boa.” respondeu o filho, com o olhar perdido à distância.


“E o que você aprendeu?”, insistiu o pai.


O filho respondeu:
“Que nós temos um cachorro e eles têm quatro. Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde têm peixinhos e outras belezas. Que importamos lustres do Oriente para iluminar nosso jardim , enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los. Nosso quintal chega até o muro.
O deles chega até o horizonte. Compramos nossa comida e esquentamos em microondas, eles cozinham em fogão à lenha. Ouvimos CD's, Mp3, eles ouvem a sinfonia de pássaros, sapos, grilos, tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho trabalhando sua terra. Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com suas portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos.
 Vivemos conectados ao celular, ao computador, sempre plugados, neuróticamente atualizados. Eles estão "conectados" à vida, ao céu, ao sol, à água, ao campo, animais, às suas sombras, à sua família.”


O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho e então o filho terminou: “Obrigado, pai, por ter me ensinado o quanto somos pobres! “


Aí estão, as grandes obras de Deus. Um tapete sobre nossos pés e estendido nos céus. Temos olhos para enxergar, ouvidos para escutar, mas falta a humildade em nossa mente e coração para poder sentir.


Esta é a diferença entre o pobre e o rico, entre o ter e o ser.


Que possamos nos sentir verdadeiramente pobres para poder crescer.

Mensagem nos enviada pela amiga Marilei Fontoura.

A influência da música na saúde mental




A música se destaca dentre as expressões artísticas desde os primórdios da narrativa bíblica. No século VI a.C., Pitágoras afirmava: "a música e a dieta são os dois principais meios de limpar a alma e o corpo e manter a harmonia e a saúde de todo organismo".
Nada no planeta "escapa" aos efeitos da música. Ela interfere em tudo que se refere aos seres vivos: na digestão, na produção de secreções, na circulação sanguínea, nas batidas cardíacas, na respiração, nutrição, etc... nas inteligências.
O alemão Tartchanoff, especialista nos fenômenos cerebrais, provou que "a música exerce poderosa influência sobre a atividade muscular, que aumenta ou diminui, de acordo com o ritmo, o volume, o estilo, em qualquer atividade".
Os sons são dinamogênicos, isto é, aumentam a energia muscular em função de sua intensidade e ritmo. Ou o inverso: a música pode paralisar. O uso errado da música encurta a vida e, corretamente usada, ajuda a preservá-la. As batidas cardíacas podem ser reguladas ou transtornadas pelos sons musicais. O rock, por exemplo, faz mal à saúde física e mental e vicia, tanto quanto qualquer droga química. Um rock-dependente submetido a um tratamento de desintoxicação mental demora a curar a desarmonia no seu metabolismo.
Já os ritmos harmoniosos são estimulantes, sedativos, ajudam a recuperar o sono e fixam a memória. A medicina usa a música na terapia de: partos, cirurgias, tratamentos dentários etc. Empresas entretêm pacientes em sala de espera com música suave, neutralizando a ansiedade.
Médicos de Los Angeles, EUA, selecionam músicas para relaxar no tratamento de pacientes com dores. No Brasil, a música já é usada na recuperação de doentes terminais.
Há muito, sabe-se que a música estimula a produção no trabalho. Em restaurantes, ela estimula o apetite, o romantismo, a confraternização, as comemorações. Nos quartéis, desperta o espírito cívico. A Bíblia conta, por exemplo, que o rei Jeosafá usou um grandioso coral e uma banda de música para intimidar o inimigo (2 Cr 20). Ganhou a batalha!
Shakespeare dizia que a música: "presta auxílio a mentes enfermas, arranca da memória uma tristeza arraigada, arrasa as ansiedades escritas no cérebro e, com seu doce e esquecedor antídoto, limpa o seio de todas as matérias perigosas que pesam sobre o coração".
Para cada ambiente, há ritmos, sons e volumes apropriados. Porém, o volume acima de 70 decibéis, segundo órgãos internacionais de saúde, pode causar espasmos e lesões cerebrais irreversíveis. Mais de 90 decibéis, e o excesso sonoro e rítmico calcificam parcialmente o cérebro, bloqueando a memória.
A epilepsia musicogênica resulta do excesso de ruídos musicais, incluindo convulsões. A lesão produzida pelo mau uso do som pode até matar, se a vítima não for adequadamente tratada. Desde o quarto mês de gestação, os bebês já podem ouvir. A ansiedade de uma grávida onde o som ultrapassa limites seguros é percebida e registrada pelo feto.
Hoje, muitos jovens têm problemas de audição comuns em idosos, o que explica o volume exagerado de músicas em festas e cultos. Isso leva a sons cada vez mais altos. Outros efeitos negativos são irritabilidade, memória confusa, baixa aprendizagem, baixa autoestima, insônia, cefaleia, vômitos, impotência, morte etc.
Na Alemanha, um estudo revelou que 70 decibéis sistemáticos de música causam constrição vascular - mortal, se as artérias coronárias já estiverem estreitadas pela arteriosclerose. É comum o mal-estar súbito em pessoas durante festas em que a música é uma arma. Por outro lado, a música sensibiliza, entusiasma, fortalece a memória, consola; tranquiliza, desperta a atenção, estimula a inteligência.
Nos céus de Belém, anjos cantaram na noite em que a internet de Deus se abriu à humanidade e o data-show celestial revelou as "... novas de grande alegria..." (Lc 2.10).

Ivone Boechat é Mestre em Educação e PhD em Psicologia da Educação pela Wisconsin International University, nos EUA.